Cristiano Ronaldo associou-se aos empresários Manuel Campos Guallar e Iñigo Onieva, e é um dos sócios do novo clube privado de Madrid, inspirado no conceito de espaços como 5 Hertford Street, o Anabel’s e o St. James Club, em Londres, ou o Maxim’s e o Casa Cruz, em Nova Iorque. O espaço abriu a 5 de março na capital espanhola, e o jogador português foi fotografado a visitar o local a 12 de março.
“Nasce precisamente como resposta à necessidade de reunir e conectar pessoas com interesses comuns a nível profissional, social e cultural”, explica Iñigo Onieva à revista Hola!. A publicação social espanhola foi à festa de inauguração do espaço, onde a adesão custa 2 mil euros, com uma taxa anual de 2,400 euros para o acesso, com 800 euros de consumação incluídos. Mas existe ainda a founder membership, uma adesão restrita a convidados, que garante a associação vitalícia por 15 mil euros, de acordo com o jornal espanhol Libertad Digital, que escreve ainda que no clube estão proibidos telemóveis e fotografias.
“Vega Members Club é um espaço pensado para quem valoriza a privacidade, o networking e uma proposta gastronómica de alto nível. Um lugar onde equilibrar a vida profissional com o lazer, dentro de um ambiente cuidado, estimulante e culturalmente enriquecedor”, afirma o marido de Tamara Falcó, que destaca cliente de setores como “arte, tecnologia, política ou moda”, com idades entre os 25 e os 65 anos. “Provavelmente é o que mais se inspira fielmente nos grandes clubes privados de cidades como Londres e Nova Iorque“, afirma o sócio administrador, que também assume o papel de diretor criativo. “O meu background como designer de carros deu-me uma forma muito particular de entender o design, o produto e a experiência”.
O clube é uma parceria com a Mabel Hospitality, empresa na qual Cristiano Ronaldo e Guallar são sócios — assim como Rafael Nadal — e responsável por restaurantes como o TATEL, além de outros espaços gastronómicos de luxo em Madrid, Ibiza, Beverly Hills, e Doha. “Contar com Cristiano Ronaldo, que tem uma participação relevante no grupo, aporta um enorme valor. Não apenas pela sua exposição internacional, mas também porque segue de perto os projetos e a sua opinião torna-se muito valiosa”, diz Onieva. “Além de ser uma das maiores lendas do desporto, é um grande empresário. É muito determinado, extremamente seletivo com os seus projetos e tem um critério muito claro e exigente”, afirma ainda o empresário.
O nome é uma homenagem ao escritor Lope de Vega, natural de Madrid, “uma das figuras mais brilhantes do Século de Ouro espanhol e símbolo da extraordinária riqueza cultural daquela época”, diz o Onieva, que é também diretor executivo para negócios digitais no Barceló Hotel Group. Vega é também uma referência à fase Vega do artista Victor Vasarely, pioneiro da arte óptica contemporânea e um dos artistas mais influentes do século XX.




O espaço, no bairro de Salamanca, tem quase mil metros quadrados divididos em quatro ambientes: um bistrô, o único aberto a não sócios; o lounge, com salas de reuniões privadas; o studio room, uma espécie de sala de conferências e eventos culturais; e o salão principal, onde se podem realizar eventos privados. Aberto entre as 9h e as 3h, as salas se transformam ao longo do dia, incluindo experiências gastronómicas, como o clube do vinho ou os quatro bares de cocktails; palestras com líderes e workshops culturais; além de sala de música com equipamento para a produção de podcasts.
O design de interiores ficou à cargo de Lázaro Rosa-Violán, que tinha como missão transportar o espaço para Nova Iorque dos anos 1960, com um estilo art deco, elementos de pop art e geométricos, inspirados no trabalho de Vasarely, numa paleta de cores quentes e muito luxo. O designer também foi o responsável pela decoração do Casa Salesas, o restaurante de Iñigo Onieva que abriu em Madrid em 2024.