Em novembro de 2024, chegou uma tensa paz ao Líbano. Depois de meses de intensos combates, o Hezbollah e Israel chegaram a acordo para um cessar-fogo com o apoio da administração Biden e do Governo libanês. O 7 de Outubro e o início da guerra na Faixa de Gaza tinha reavivado as tensões entre Telavive e a milícia xiita pró-Irão, que agiu em defesa e em solidariedade com o Hamas. Desde 2023 e durante mais de um ano, as Forças de Defesa de Israel (IDF) lidaram com várias frentes, incluindo no Líbano, e obtiveram o que foi visto como um importante sucesso: eliminaram o secretário-geral e histórico líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah.
Em março de 2026, a guerra voltou ao Líbano, país sectário com cerca de seis milhões de habitantes dividido principalmente entre muçulmanos (sunitas e xiitas) e cristãos (maioritariamente maronitas em comunhão com o Papa). A morte do Líder Supremo iraniano foi considerada uma “linha vermelha” para o Hezbollah que atacou Israel a 2 de março, dois dias após o assassinato de Ali Khamenei. O grupo xiita saía em defesa do seu principal apoio internacional: o regime iraniano, cuja estabilidade estava em risco.
Durante décadas, o Irão construiu um eixo de resistência no Médio Oriente com o objetivo de cercar o território israelita com inimigos. Desde o início da década de 80, o regime iraniano financiou, treinou e armou a milícia xiita Hezbollah. Quando Israel passou a atacar diretamente território iraniano juntamente com os Estados Unidos da América (EUA), Teerão recorreu ao aliado para abrir uma nova frente de guerra — e obrigar Israel a lidar com uma ameaça muito perto das suas fronteiras.

Em comparação com 2023, o Hezbollah está mais frágil — perdeu vários altos dirigentes e viu as suas capacidades militares degradaram-se. Ainda assim, a milícia xiita ainda reúne meios para atacar Israel, como está a demonstrar atualmente com os múltiplos ataques aéreos que está a lançar contra o rival. Em resposta, o Estado judaico não ficou de braços: as IDF retaliaram com força e iniciaram uma nova ofensiva terrestre em território libanês.
Nos últimos dias, o sul do Líbano converteu-se novamente num campo de batalha entre o Hezbollah e Israel, no que também pode ser encarado como uma espécie de guerra de procuração entre Telavive e Teerão. Já se registaram cerca de um milhão de deslocados internos libaneses e morreram quase mil pessoas. Em Beirute, vários subúrbios do sul da cidade — considerados bastiões do Hezbollah — têm sido intensamente bombardeados. No Governo sectário libanês, num misto de desânimo e impotência, assiste-se novamente ao arrastar do Líbano para um conflito.
O Hezbollah enfrenta um dilema em relação ao seu futuro: o eventual fim do regime iraniano poderia significar a perda do seu maior aliado — e representaria um abalo para os pilares políticos, financeiros e militares que o sustentam. Entrar na guerra contra Israel pode ter sido visto como a única opção para a sobrevivência da milícia xiita. Ao mesmo tempo, Israel sente que tem uma oportunidade de ouro para debilitar o grupo pró-iraniano e, no melhor dos cenários, tentar eliminar este adversário geopolítico.

A ofensiva do Hezbollah, a resposta israelita e o Governo e a população do Líbano no meio
Antes da operação militar “Fúria Épica” ter começado, o Hezbollah tinha advertido de que não entraria na guerra caso os ataques dos Estados Unidos e de Israel fossem de âmbito “limitado”. Estipulou, ainda assim, uma linha vermelha: se Ali Khamenei fosse morto, a milícia xiita entraria no conflito e atacaria território israelita. Dito e feito. Telavive e Washington mataram o principal rosto do regime iraniano e o grupo do Líbano entrou em ação, disparando mísseis, rockets e drones em direção ao país vizinho.
A 2 de março ,”contra o inimigo sionista criminoso”, o Hezbollah justificou a entrada no conflito como uma “retaliação pelo sangue puro de Ali Khamenei, injusta e traiçoeiramente derramado — e como um ato de defesa do Líbano e do seu povo”. Além disso, consciente de que o território podia ser atacado, Israel mobilizara horas antes milhares de reservistas para norte — e a milícia xiita encarou essa ação como uma eventual preparação para uma nova guerra.
Não foi apenas o cerco das tropas israelitas ou a morte do Líder Supremo a motivar a entrada na guerra. O Hezbollah estava também descontente com o equilíbrio resultante do cessar‑fogo alcançado em novembro de 2024, numa altura em que estava mais frágil na sequência da morte de Hassan Nasrallah e das derrotas militares que sofreu. O acordo assinado na altura previa o desarmamento da milícia xiita, que foi pressionada pelo poder central em Beirute para que cumprisse o que ficara estipulado. No entanto, a organização aliada de Teerão nunca demonstrou verdadeira vontade de o fazer e recusava submeter‑se às ordens do governo.
https://observador.pt/especiais/como-nasrallah-tornou-o-hezbollah-um-dos-maiores-inimigos-de-israel-e-semeou-o-caos-no-libano/
Em declarações ao jornal Middle East Eye, uma fonte próxima do Hezbollah resume que a liderança do grupo xiita esperava para uma “grande rutura regional” que fosse “suficiente para alterar o equilíbrio resultante do pós-guerra” em 2024. “O ataque ao Irão foi essa rutura”, frisou, acrescentando: “Ficar fora da guerra significaria que o Hezbollah transmitiria a imagem de passivo e perderia as chances de desafiar as condições impostas após o cessar-fogo”.
Com o território a ser bombardeado e as posições na fronteira a serem atacadas, Israel retaliou contra o Hezbollah. Inicialmente, os ataques foram sobretudo aéreos; depois, evoluiu para uma ofensiva terrestre “limitada” que levou as tropas israelitas a ocupar partes do sul do Líbano. O cessar-fogo assinado em novembro de 2024 tinha sido repetidamente violado — e o Governo israelita sentiu que estavam reunidas as condições para avançar contra as posições militares do grupo xiita que, ao fim ao cabo, continuava a representar uma ameaça aos olhos de Telavive.
A rivalidade de Israel contra o Hezbollah é sobejamente conhecida. No entanto, Telavive acusava também o Executivo libanês de não fazer nada para combater a milícia xiita, contrariando o espírito do acordo de cessar-fogo de 2024. O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, avisou o “Governo libanês e o Estado libanês” que iam “pagar um preço elevado” pela inação. “O Governo libanês enganou-nos e não cumpriu o seu compromisso de desarmar o Hezbollah.”
Como consequência, Israel Katz assinalou que o Líbano ia sofrer “danos às infraestruturas e perda de território” até que o “compromisso central de desarmar o Hezbollah fosse concluído”. No entanto, o primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, garantiu que o país tinha banido as atividades militares da milícia xiita e que tinha tentado restringir o papel do grupo à arena política. “Declaramos a rejeição de quaisquer operações militares e operacionais lançadas desde o Líbano fora do quadro das instituições legítimas.”
Tal como aconteceu repetidas vezes no passado, o Governo libanês ficou encurralado entre a combatividade do Hezbollah e a intransigência de Israel. Entre todos os intervenientes neste conflito, o Executivo de Beirute era o que menos queria uma guerra neste momento. Sofrendo ainda os efeitos de uma crise económica resultante da pandemia de Covid-19 e da explosão do porto de Beirute aliado à disfuncionalidade do sistema político, o país procurava obter alguma estabilidade — algo que foi deitado por terra a 2 de março.
A posição do Governo ressoa junto de muitos libaneses. A maioria da população — incluindo muitos muçulmanos xiitas — está cansada de tantos conflitos seguidos e das suas consequências. Em declarações à revista Time, Michael Young, membro do think tank Carnegie Middle East Center, sintetiza o que sentimento que prevalece: “Muitas pessoas no Líbano estão bastante zangadas por o Hezbollah, ou mais diretamente o Irão, ter arrastado o país para uma nova guerra contra Israel, uma guerra que será muito destrutiva para o Líbano”.
Uma ofensiva terrestre para que o Hezbollah sofra um “golpe devastador”: o que pretende Israel?
Após a retaliação aérea, Israel começou a ocupar posições no sul do Líbano. Contudo, as IDF oficializaram a ofensiva terrestre apenas esta segunda-feira, referindo que começaram “operações terrestres limitadas contra as posições do Hezbollah”. “Essa atividade faz parte de um esforço defensivo mais vasto para estabelecer e fortalecer uma postura defensiva avançada, que inclui o desmantelamento da infraestrutura terrorista e a eliminação dos terroristas que operam na área, de forma a remover as ameaças e criar uma camada adicional de segurança para os residentes do Norte de Israel”, lê-se no comunicado.
Adicionalmente, as Forças de Defesa de Israel prometeram continuar a operar “com determinação” contra o Hezbollah, denunciando a opção do grupo xiita de se “juntar as hostilidades” e “operar sob o patrocínio do regime terrorista iraniano”. Apesar de este passo representar um aumento da escalada recente, é quase um retrocesso ao passado: desde a Guerra do Líbano de 1982 que Israel ocupava parcelas do território libanês no sul, das quais abdicou em 2000.
Perante a ameaça do Hezbollah, o Governo israelita sentiu que tinha de agir para destruir as infraestruturas da milícia xiita. “Penso que os israelitas querem criar uma zona tampão no sul do Líbano que garanta que as localidades do norte de Israel estejam longe dos rockets do Hezbollah”, diz Michael Young, sublinhando, no entanto, que os “israelitas ainda não tornaram público o que realmente desejam fazer”. “Já disseram que querem ocupar os territórios a sul do Rio Litani. Mas se será suficiente para manter as cidades do norte de Israel fora do alcance dos rockets… Não tenho a certeza.”

O jornal Axios revelou que Israel pondera desencadear a maior invasão terrestre dos últimos anos ao Líbano. “Vamos fazer o que fizemos em Gaza”, contou fonte israelita àquele órgão de comunicação social, prometendo destruir os edifícios em que a milícia xiita guarda armamento e dos postos militares de onde lança os ataques. Outra fonte de Israel confidenciou que, antes da entrada do Hezbollah na guerra, Telavive até “estava pronto para um cessar-fogo”. “Depois disto, não há volta atrás para uma massiva operação.”
Tal como no Irão, Israel procura livrar‑se do que encara como ameaças à sua segurança externa, aproveitando a ofensiva terrestre para tentar remodelar a ordem no Médio Oriente. Tendo em conta a proximidade à sua fronteira e a dimensão que o Hezbollah ganhou ao longo das últimas décadas, Telavive vê num novo conflito no Líbano como essencial para enfraquecer de forma permanente o grupo pró‑iraniano — e, no cenário mais ambicioso, neutralizá‑lo enquanto força militar.
Aliás, o chefe do Estado-Maior das IDF, Eyal Zamir, já afirmou que os combates não vão terminar até que a “ameaça do Líbano seja eliminada”. “Vamos concluir esta campanha não apenas com o Irão a ser atingido, como o Hezbollah a sofrer um golpe devastador”, ameaçou a alta patente militar. Em última instância, o objetivo consiste em enfraquecer o eixo de resistência iraniano no Médio Oriente — e a milícia xiita libanesa é um dos alvos centrais desse esforço.
Este esforço de guerra israelita ocorre numa altura em que o Irão está a ser atacado e não tem capacidades para apoiar substancialmente a milícia aliada. Ao mesmo tempo, Israel sente que conta com o apoio irrestrito norte-americano para as suas operações militares. Quando o acordo de cessar-fogo foi assinado em novembro de 2024, o antigo Presidente norte-americano, Joe Biden, pressionou Israel e o Hezbollah a aceitarem uma solução negociada. Em 2026, o inquilino na Casa Branca é outro — e Donald Trump tem apoiado as ofensivas israelitas, pretendendo uma “rendição incondicional” de Teerão.
Questionado sobre se apoia uma invasão terrestre israelita ao Líbano, o Presidente norte-americano garantiu esta segunda-feira que sim. “O Hezbollah é um problema. É um grande problema”, justificou Donald Trump, acrescentando que a operação militar vai ocorrer apenas numa “certa área do Líbano” onde estão as instalações militares da milícia xiita.
Com mais detalhe, um dirigente norte-americano relatou ao jornal Axios que os “israelitas têm de fazer o que têm de fazer para parar os ataques do Hezbollah”. Os Estados Unidos exigiram apenas que Israel não bombardeasse o Aeroporto Internacional de Beirute ou outras infraestruturas vitais estatais libanesas. “Sentimos que temos o apoio total dos Estados Unidos para esta operação”, confirmou uma fonte israelita ao mesmo jornal.

Todos os sinais indicam que os Estados Unidos também estão empenhados na missão de enfraquecer o Hezbollah. Segundo a Reuters, os norte-americanos terão pedido à Síria que inicie uma ofensiva contra a milícia xiita no leste do Líbano. Contrariamente ao que acontecia com Bashar al-Assad — o Presidente deposto em dezembro de 2024 —, Damasco mantém atualmente boas relações com Washington. O Governo sírio está relutante, porém, em entrar na guerra e teme que seja arrastado para um conflito maior com o Irão.
O Hezbollah tem força para responder a Israel?
Pagers que explodiram inesperadamente. Ataques aéreos que destruíram vários subúrbios de Beirute. Uma ofensiva terrestre no sul do Líbano. A morte de Hassan Nasrallah. O Hezbollah sofreu vários duros golpes em meados de 2024. Israel demonstrou claramente a superioridade face à milícia xiita; tanto assim foi que o grupo aliado do Irão aceitou um acordo de cessar-fogo numa posição de desvantagem.
Até março de 2026, o Hezbollah teve algum tempo para se rearmar e voltar a expandir os seus tentáculos no Líbano. De acordo com a Reuters, o grupo xiita passou meses a comprar armas com o apoio do Irão, ciente de que uma nova guerra contra Israel seria inevitável. Com um orçamento de 50 milhões de dólares por mês (cerca de 43 milhões de euros), o grupo foi restaurando os stocks de rockets, drones e munições, ao mesmo tempo que remodelava o seu sistema de comando e controlo.

Foi uma forma de fortalecer e preparar para enfrentar o inimigo do outro lado da fronteira. Neste sentido, o atual líder do Hezbollah, Naim Qassem, garantiu que o grupo está “pronto para um longo confronto” contra Israel. Segundo o responsável, os israelitas ficarão mesmo “surpreendidos no campo de batalha” com as atuais capacidades da milícia pró-iraniana.
No entanto, persistem várias dúvidas sobre a atual força do Hezbollah — que estará provavelmente mais debilitado do que antes do 7 de Outubro. As humilhações que sofreu contra as tropas israelitas em 2024 mostraram que a milícia armada ainda tem um longo caminho a percorrer para superar as Forças de Defesa de Israel. Perante a assimetria entre os dois lados em confronto, muitos especialistas e libaneses acreditam que o grupo está a cometer um suicídio ao enfrentar Telavive — e, por arrasto, os Estados Unidos.
À France24, um membro de um partido político libanês que se opõe ao Hezbollah disse que o grupo xiita “sabia melhor do que ninguém” as consequências de “testar Israel”. “Eu nunca vi um designado movimento de resistência que supostamente deve liberar o país do ocupante a estar a fazer tudo para dar ao ocupante um pretexto para mandar mais tropas e criar uma zona tampão. Se eles querem cometer suicídio, deixem-nos ir ter com o seu mestre em Teerão, longe do Líbano, porque ninguém consegue aguentar mais a sua ideologia assassina.”
Numa intervenção em público, Naim Qassem notou também que se tratava de uma “batalha existencial” e que “rendição não é opção”. Dito doutro modo, com o regime iraniano a ser pressionado pelos Estados Unidos e por Israel, o Hezbollah sente que não havia outra opção a não ser retaliar para apoiar os aliados em Teerão — e também para manter intactas as suas posições dentro do Líbano.
As chances de sucesso dos militantes do Hezbollah são escassas, ainda assim. “Penso que vamos ver pequenos grupos dos combatentes do Hezbollah que serão lenta mas seguramente dizimados pelas Forças Armadas israelitas, que possuem uma tremenda superioridade”, antevê Michael Young à revista Time. “Penso que vamos ver algumas perdas significativas de membros do Hezbollah.”
Governo libanês desespera e até tenta chegar a acordo com Israel
As condenações foram imediatas. A 2 de março, o Governo libanês repudiou que o Hezbollah tenha disparado rockets contra território israelita e tenha iniciado novamente o ciclo de ataques e contra-ataques entre a milícia xiita e Israel. O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam (sunita), lamentou que o país tenha sido “arrastado para uma guerra devastadora que não procurou e não escolheu”: “Está iminente um desastre humanitário. A nossa prioridade é parar esta guerra. O nosso dever é proteger o nosso país e a nossa população”.
Por causa disso, a presidência do Líbano fez algo inédito em décadas: propôs negociações diretas com Israel para cessar o conflito. Incentivadas pelo Presidente Joseph Aoun (cristão maronita), espera-se que as conversações com Telavive possam ter algum efeito e que possam finalmente travar o conflito no país e restaurar o controlo estatal. As fações mais radicais do xiismo da sociedade libanesa criticaram a ação, mas muitos partidos aplaudiram a iniciativa, incluindo partidos xiitas mais moderados.
As negociações até poderiam ser mediadas por França, sendo que o Líbano foi em tempos uma colónia de Paris. O Presidente francês, Emmanuel Macron, ofereceu o país como sede das negociações. “Israel deve aproveitar esta oportunidade para iniciar as conversas e chegar a um cessar-fogo”, apelou o chefe de Estado francês, sentenciando: “Tudo deve ser feito para prevenir o Líbano de ser engolido pelo caos”. Telavive não fechou totalmente a porta a esta possibilidade e diz que em breve poderá falar com Beirute.
Esta guerra pode ter sido um ponto de rutura com o Hezbollah. O Governo libanês demonstrou estar cansado de lidar com a milícia xiita — e de haver um Estado dentro do Estado patrocinado pelo Irão que mina em várias ocasiões a estabilidade do país. Elaborando um plano para o efeito em 2025, o Executivo tentou que o grupo pró-iraniano cedesse as armas — e a exigência foi ignorada. Além disso, o Governo tentou que as Forças Armadas libanesas atuassem contra o Hezbollah — outro esforço em vão.

O Governo libanês tem acusado o Hezbollah de “traição” e de ter colocado os interesses do Irão à frente dos do Líbano. Este conflito demonstrou que a milícia xiita manteve a lealdade a Teerão e não deverá recuar perante o risco do seu maior aliado colapsar. Por sua vez, Israel pretende eliminar de uma vez por todos a ameaça na sua fronteira a norte, mesmo que isso também signifique que haja caos no país vizinho. No meio disto tudo, muitos libaneses estão a ser obrigados a sair das suas casas, como já fizeram vezes sem conta nas últimas décadas.