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O preço do petróleo Brent para entrega em maio voltou esta terça-feira a abrir em alta, com um aumento acentuado de mais de 4%, aproximando-se dos 105 dólares por barril.
Às 07h00 desta terça-feira (06h00 hora de Lisboa), o Brent subia 4,53% para 104,95 dólares, segundo dados da Bloomberg analisados pela agência de notícias espanhola EFE.
Na segunda-feira, a forte subida dos preços do crude devido às tensões no Médio Oriente diminuiu e o Brent fechou a cair 2,84%, ligeiramente acima dos 100 dólares (100,21 dólares).
Entretanto, o crude West Texas Intermediate (WTI) subiu esta terça-feira 5,04% para 97,90 dólares, antes da abertura oficial do mercado norte-americano.
Os preços do crude voltaram a subir, afetados pelas tensões decorrentes da guerra no Irão e do bloqueio do Estreito de Ormuz.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, criticou na segunda-feira a falta de entusiasmo com que os seus aliados reagiram à sua proposta de formar uma coligação militar para garantir a segurança no estreito de Ormuz, sobretudo por parte dos europeus, que lhe disseram que a guerra no Irão não é a sua guerra.
“Alguns estão muito entusiasmados, outros não, e alguns são países que temos ajudado há muitos anos. Protegemo-los de fontes externas terríveis, e não estão tão entusiasmados. E o nível de entusiasmo é importante para mim”, disse.
A Agência Internacional de Energia (AIE) indicou na segunda-feira que está preparada para libertar mais reservas estratégicas de petróleo se necessário, após o anúncio feito na passada quarta-feira de libertar 400 milhões de barris no mercado para mitigar o impacto da guerra no Irão.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o aiatola Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.