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Luta contra a desflorestação no centro do novo plano climático brasileiro

Trata-se da primeira vez desde 2008 que o Brasil revê o programa destinado a limitar as alterações climáticas. Lula da Silva comprometeu-se a reduzir a desflorestação a zero até 2030.

Agência Lusa
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O Brasil lançou um novo plano nacional climático para a próxima década, fazendo da proteção das florestas a principal estratégia para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa.

Trata-se da primeira vez desde 2008 que o gigante sul-americano, que acolheu a última cimeira das Nações Unidas sobre o clima, revê o programa destinado a limitar as alterações climáticas e a adaptar-se aos efeitos destas.

O plano, lançado na segunda-feira, tem como horizonte o ano de 2035, data em que o Brasil deverá ter reduzido as emissões de gases com efeito de estufa em 67% em relação aos níveis de 2005, de acordo com os objetivos fixados pelo Governo do Presidente de esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva.

As emissões de gases com efeito de estufa no Brasil estão principalmente ligadas à desflorestação (40%), de acordo com dados oficiais de 2022. Esta é praticada sobretudo de forma ilegal, nomeadamente para ampliar as superfícies agrícolas.

Lula da Silva comprometeu-se a reduzir a desflorestação a zero até 2030. De acordo com o novo plano climático, consultado pela agência de notícias France-Presse (AFP), este objetivo consagra este setor como “principal vetor de redução das emissões até 2035”.

O Brasil desempenha um papel fundamental na luta contra as alterações climáticas, pois abriga grande parte da Amazónia, a maior floresta tropical do planeta e considerada essencial para absorver as emissões de carbono.

O novo roteiro brasileiro “representa um compromisso coletivo com a transição para uma economia de baixo carbono no curto prazo e para a neutralidade de emissões nas próximas décadas”, afirmou o Governo num comunicado.

A desflorestação na Amazónia brasileira teve uma queda de 35% entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, ainda assim, com 1.324 quilómetros quadrados desmatados nesse período, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).