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Zelensky garante que Ucrânia frustou a ofensiva de primavera da Rússia e elogia "guerreiros ucranianos"

Presidente ucraniano diz que ataques russos são "constantes", mas "intensidade e dimensão dos confrontos não correspondem ao que a Rússia tinha planeado". Zelensky responde ainda a Lavrov.

José Carlos Duarte
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O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, assegurou, esta segunda-feira, que as Forças Armadas ucranianas frustraram a ofensiva que a Rússia tinha planeado para esta primavera. “Embora os ataques sejam constantes, a intensidade e a dimensão dos confrontos não correspondem ao que os russos tinham planeado”, afirmou.

No discurso diário publicado no site da presidência do país, o líder ucraniano disse estar “grato” aos militares que combatem na região de Donetsk, Kharkiv e Sumy. Volodymyr Zelensky especificou que a defesa da província de Zaporíjia é “importante”, dado que a Rússia está a “reorganizar e reforçar as suas forças” naquela região. “Estamos a destruí-las. Há muitos motivos para elogiar os guerreiros ucranianos”, sinalizou.

Volodymyr Zelensky aproveitou para responder ao ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, que acusou a Ucrânia de estar a adiar as negociações de paz. “Não estamos a adiar negociações, nem ninguém desistiu da diplomacia. Isto não é uma questão de emoções. É uma questão daquilo que os nossos parceiros estão preparados para aceitar”, destacou.

Para o líder ucraniano, a Rússia “age de forma muito simples”: “Se tem medo, está disposta a ceder; se a pressão sobre a Rússia enfraquece, Moscovo acredita que ganhou vantagem e pode continuar a guerra”. Numa altura em que os Estados Unidos levantaram as sanções ao setor petrolífero russo, Volodymyr Zelensky apelou à manutenção “da pressão ao agressor para alcançar a paz”.

O Chefe de Estado ucraniano anunciou que deu novas instruções ao atual Secretário do Conselho Nacional de Segurança, Rustem Umerov, que “mantém contacto constante” com os norte-americanos. “Esta semana trabalharemos também com os nossos parceiros europeus para que a Ucrânia tenha maiores capacidades de defesa e para que os nossos parceiros estejam mais dispostos a apoiar-nos”, sublinhou.