Depois de 2004, 2026. No último fim de semana, a Seleção portuguesa de râguebi escreveu mais uma página de ouro na história do desporto português. Em Espanha, nos arredores de Madrid, Portugal deslocou-se ao Estádio Municipal de Butarque, que, habitualmente, recebe os jogos de futebol do Leganés, para fechar com chave de ouro mais uma grande participação no Rugby Europe Championship (REC), a principal competição da hierarquia do râguebi europeu, já que o Torneio das Seis Nações é uma competição fechada, com Inglaterra, País de Gales, França, Irlanda, Escócia e Itália, e não é tutelado pela Rugby Europe, o órgão responsável pela gestão do desporto da bola oval no continente europeu. Aí, Portugal derrotou a poderosa Geórgia e conquistou o REC pela segunda vez, repetindo o feito de há 22 anos.
https://observador.pt/2026/03/15/portugal-vence-georgia-e-conquista-segundo-titulo-no-rugby-europe-championship/
Colocados no Grupo B, os Lobos começaram o seu percurso no dia 7 de fevereiro, ultrapassando a fase de grupos com distinção, com vitórias frente a Bélgica (fora, 47-17), Alemanha (fora, 68-12) e Roménia (casa, 44-7). Nas meias-finais, Portugal teve pela frente a Espanha, numa partida que aconteceu no Estádio do Restelo e terminou com mais um triunfo português (26-7). Desta forma, a Seleção garantiu a presença na final pela terceira vez nos últimos quatro anos e queria vingar as derrotas ante a Geórgia, em 2022/23 e 2023/24. Contudo, a seleção georgiana foi afetada por um escândalo de doping na última semana, que levou à suspensão de seis jogadores dois dias antes do embate com Portugal, embora não tenha tido qualquer influência no duelo de Leganés. Segundo a investigação da Agência Mundial Antidopagem (AMA) e da World Rugby, que começou antes do último Mundial e levou à suspensão preventiva dos infratores, os jogadores e um membro da equipa de apoio tinham montado “um sistema organizado que envolvia a utilização de drogas recreativas e a substituição de amostras” dos controlos antidoping. Esse fator levou a AMA a “perder a confiança no programa antidopagem georgiano”.
Chegados à partida decisiva, os Lobos até foram para intervalo em desvantagem, fruto dos ensaios de Ilia Spanderashvili (26′) e Tornike Jalagonia (40+2′), logo a seguir aos amarelos mostrados a David Wallis e Luís Lopes, respetivamente, e da penalidade de Tedo Abzhandadze. Nos primeiros 40 minutos, o melhor que Portugal conseguiu foi uma penalidade de Manuel Vareiro (36′), sendo que Domingos Cabral já tinha desperdiçado duas penalidades (9′ e 22′). Na segunda metade, a Seleção Nacional começou por reduzir em duas penalidades de Vareiro (48′ e 60′) que, pelo meio, falhou nova conversão (54′). Os georgianos responderam com o terceiro ensaio, de Beka Gorgadze (66′), que colocou o resultado em 17-9 antes de Abzhandadze falhar a transformação. A partir daí, os Lobos superaram-se na fase decisiva da partida, que parecia estar fora do seu alcance.
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A reação saiu dos pés de Vareiro, que fez o 17-12 com um pontapé de ângulo apertado, ao passo que, no minuto seguinte, Otari Metreveli viu o amarelo e deixou Portugal em superioridade numérica até ao fim. Nessa fase, Hugo Camacho e Vincent Pinto construíram o único ensaio português (72′), que permitiu aos Lobos fazerem história, com Manuel Vareiro a fixar o resultado final em 17-19 na conversão da penalidade. Desta forma, Portugal repetiu o feito de 2004, numa altura em que a competição se denominava de Torneio da Seis Nações B. Este resultado é de tal forma notável se tivermos em conta que a Geórgia vinha de oito vitórias consecutivas no REC, com 16 triunfos desde 2008. Para além disso, os Lobos não venciam os georgianos, que também vão marcar presença no Campeonato do Mundo do próximo ano, desde fevereiro de 2005.
Presidente destaca trabalho de Mannix e pede ao Governo para acelerar construção do CAR
Carlos Amado da Silva é o atual presidente da Federação Portuguesa de Rugby (FPR) e uma das principais figuras do crescimento da modalidade ao longo das últimas décadas. Eleito pela primeira vez em 2010, o dirigente falhou a recondução em 2015, mas regressou em 2019. Em 2023 foi reeleito para o seu terceiro mandato, que vai terminar em 2027, o ano do Mundial na Austrália. Ao Observador, o presidente da FPR explicou que a vitória frente à Geórgia “é o coroar do trabalho que tem sido feito ao longo destes últimos anos. Foi um jogo que podia ter caído para um lado ou para o outro. A Geórgia é uma potência mundial do râguebi. Estamos apurados para o Mundial, tivemos um período menos bom na transição de uma equipa técnica para a outra [saiu Patrice Lagisquet, entrou Simon Mannix], mas agora estamos com uma pujança técnica e física muito apreciável. Mudámos de sistema, mas as coisas estão a correr muito bem. Estamos com uma intensidade de jogo que nos agrada e com resultados, que foram muitíssimos bons. Foi uma grande vitória”, acrescentou.
“Neste momento somos campeões europeus de Sub-20 e de seniores. O râguebi está a evoluir muito e os clubes também estão a fazer muitos esforços. Para produzirmos mais temos de descentralizar o râguebi, já que 70% dos jogadores estão na região de Lisboa. Temos de aumentar no norte, no centro e no sul. Temos de alargar o número de inscrições de clubes e jogadores na FPR. Temos apenas oito mil jogadores, é curto. O mínimo que devíamos de ter é 20 mil. Chegaremos aos dez mil dentro de um ano. Não pagamos nada aos jogadores, a não ser os prémios por terem sido campeões europeus. São jogadores que estão a competir contra orçamentos muito superiores O passo que vamos dar é semiprofissionalizar os Lusitanos, para poderem competir a um nível diferente do nível doméstico”, adiantou Amado da Silva sobre a equipa que representa a FPR nas competições europeias de clubes.
https://observador.pt/especiais/temos-falta-de-apoios-mundial-foi-um-sucesso-desportivo-e-um-fracasso-financeiro-o-que-mudou-no-raguebi-um-ano-apos-a-vitoria-com-fiji/
“Neste momento somos o 14.º país do ranking mundial, num universo de mais de 100 países. É notável. A nossa equipa tem uma média de idades de 23 anos, o que quer dizer que temos futuro. No Mundial dos Estados Unidos [em 2031] também estaremos apurados, certamente. Esta equipa não vai perder qualidade, vai aumentar. O futuro está assegurado. Precisamos é de outras condições, como um Centro [de Alto Rendimento, CAR]. Temos um projeto, temos financiamento e falta-nos chegar a acordo com o Governo. Precisamos desse espaço rapidamente. O apoio que o Estado nos dá é o mesmo que nos dava há dez anos. Na realidade é menos 30% ou 40%. Temos o triplo ou o quádruplo da atividade. Quando entrei, em 2019, estávamos na Segunda Divisão. Demos um grande salto, mas o apoio do Estado manteve-se. Felizmente temos apoios privados. Agora vamos jogar a Taça da Nações, que é a Segunda Divisão mundial, com países com recursos muito diferentes dos nossos. Vamos aos EUA, ao Canadá e a Tonga, e só a viagem custa 100 mil euros”, disse o presidente sobre a competição que vai começar em julho e na qual os Lobos vão receber Samoa, Chile e Uruguai em novembro.
“A World Rugby ajuda a pagar, mas temos todos os custos inerentes à preparação, à estadias e às pessoas que não vão trabalhar e que nós suportamos o ordenado. Não pagamos aos jogadores, mas pagamos o prejuízo que eles têm por não estarem no seu emprego. Tudo isso são coisas que o Estado devia de ter em conta porque temos um Mundial à porta. Isto envolve muito empenho, muito apoio dos clubes, mas sobretudo da federação, que tem de ter todos os meios para se organizar e dar condições aos seus atletas”, acrescentou. Nesse sentido, Amado da Silva explicou que a FPR tem, atualmente, “um vice-presidente para a área do desenvolvimento”, que integra “14 técnicos de norte a sul, liderados pelo João Mirra”. “Todos os anos temos tido mais árbitros, mais jogadores e mais treinadores, mas temos que ter muitos mais ainda”, ressalvou.
https://observador.pt/2025/02/09/os-lobos-sao-homens-reais-e-sabem-o-que-e-cumprir-portugal-selecao-de-raguebi-faz-historia-contra-a-alemanha-e-esta-de-volta-ao-mundial/
“Em Portugal não se tem ideia do que representamos no meio internacional. Não valorizamos muito o râguebi. A Seleção é a locomotiva, mas os clubes também estão a fazer um grande esforço para se reformularem. Nós, sobretudo, precisamos do nosso CAR. É uma base mínima para podermos trabalhar com os nossos atletas. Precisamos de um estádio para nós. O projeto que temos é para oito a dez mil pessoas, com a parte da hotelaria incluída, que nos vai poupar muito dinheiro e rentabilizar com o aluguer a outras modalidades e a outras seleções ou clubes. Temos o projeto entregue, ajudem-nos a avançar. Não podemos estar a ser penalizados pelo sucesso, que é o que acontece neste momento. Neste momento dependemos de apenas de 30% do Estado no orçamento. Quando cá cheguei era praticamente 100%”, reiterou Carlos Amado da Silva.
Por fim, o dirigente fez uma análise sobre as diferentes gerações dos Lobos que fizeram história, destacando que as equipas que representam a Seleção “são cada vez melhores”. “A de 2007 foi um marco porque fomos ao Mundial pela primeira vez, mas a qualidade técnica era completamente diferente do que era em 2023, quando fizemos o brilharete que fizemos. Agora queremos fazer pelo menos o mesmo, mas queremos mais, que é ganhar dois jogos. É muito complicado porque temos pela frente um grupo com Uruguai, Irlanda e Escócia. É muito difícil, mas não é impossível. Somos melhores agora do que éramos há 20 anos e há três anos. Temos qualidade técnica e um grupo alargado de jogadores que nos dá essas garantias, desde que tenham garantias”, concluiu.

“Portugal é o campeão da Europa”: as diferenças entre o Seis Nações e a prova europeia (que “têm de mudar para o bem do râguebi”)
Uma das discussões que saltou à tona com a recente conquista do râguebi português passa pela pergunta: Portugal é ou não campeão europeu? Tendo em conta que falamos de uma modalidade que, no capítulo europeu, se divide entre as competições democráticas e de mérito da Rugby Europe e o Torneio das Seis Nações, que é organizado por uma entidade privada, os Lobos são, de facto, os novos campeões da Europa, ainda que esse estatuto não acarrete defrontar as seis melhores seleções do continente… por vontade destas, explica Carlos Amado da Silva que, na condição de presidente da FPR, tem sido uma das vozes mais críticas ao monopólio criado por Inglaterra, País de Gales, França, Irlanda, Escócia e Itália.
“É bom que as pessoas comecem a falar em Campeonato da Europa, porque o Torneio das Seis Nações não tem nada a ver com a Europa. É uma empresa privada que tem uma competição que não é regulamentada por coisa nenhuma, a não ser por eles. Neste momento, o campeão europeu de râguebi é Portugal, não é mais ninguém. Eles não fazem parte porque não querem, porque estão na Rugby Europe. Como não estão a competir, não podem ser campeões. O râguebi é uma modalidade que tem de respeitar os princípios democráticos, como as outras. Portugal foi campeão europeu de futebol e a seguir foi jogar com o Chipre… Há um Campeonato do Mundo, mas também tem que haver um Campeonato da Europa para apurar os representantes da Europa no Mundial. É assim que se faz em qualquer modalidade, menos no râguebi. Há uns clientes habituais e depois estão os outros. Não pode ser. Gostávamos de ganhar com todos integrados. Portugal é o campeão da Europa, indiscutivelmente”, apontou o dirigente.
Questionado sobre a eventual integração destes seis países no REC, Amado da Silva concorda com a ideia. “As Seis Nações fazem parte da Rugby Europe. A entidade regional do râguebi não são as Seis Nações, que é uma sociedade anónima. Deviam de ser obrigados a participar nas competições [europeias] e não deviam de ir ao Mundial sem se apurarem através de um campeonato europeu. Mais tarde ou mais cedo isso vai ter de acontecer, sem colocar em causa as Seis Nações, que têm de continuar. O Campeonato da Europa não seria todos os anos, como está a acontecer. Este modelo coloca em causa princípios que não devemos questionar. Mudança? Sou daqueles que têm feito muito barulho. Provavelmente vamos alterar as regras, com um Seis Nações B, só que com uma diferença: o Seis Nações B tem subidas e descidas, mas o outro não tem. A Geórgia devia de estar no Seis Nações há muito tempo. Aquilo é um grupo de amigos que está ali a jogar e não entra ninguém. Uma competição oficial não pode ser assim. São coisas que têm de mudar para o bem da modalidade”, defendeu o líder federativo em declarações ao Observador.
“Fiz 50 jogos, não ganhávamos à Geórgia há 21 anos, fui capitão…”: José Madeira, o mais jovem de sempre a chegar às 50 internacionalizações
Se no panorama coletivo este feito da Seleção Nacional de râguebi foi histórico, individualemente não o foi menos para José Madeira, internacional português de 24 anos que, no domingo, entrou em campo com a braçadeira de capitão no braço. Para além disso, o jogador do Grenoble, que atua na Segunda Divisão francesa, cumpriu, frente à Geórgia, a sua 50.ª internacionalização, perfilando-se como o Lobo mais jovem de sempre a atingir esse redondo registo, ao bater Vasco Uva (tinha 25 anos quando fez o jogo 50). Para lá de Madeira e Uva (101), António Aguilar (96), Tomás Appleton (cerca de 80), Diogo Mateus (75), Pedro Leal (75), Luís Pissarra (75), José Lima (72), Diogo Hasse Ferreira (cerca de 55), Francisco Fernandes (mais de 50) e Francisco Pinto Magalhães (50) superaram as 50 internacionalizações.
Formado no Belenenses, clube a que espera voltar no futuro, José Madeira foi dos primeiros jogadores desta geração a emigrar para os campeonatos de França, que são semiprofissionais e profissionais. O número 5 dos Lobos fê-lo com apenas 19 anos, tendo representado o Espoir antes de chegar ao Grenoble. No último ano, Madeira esteve afastado dos Lobos devido a lesão, que contraiu no jogo frente à Roménia, na meia-final do REC-2025 que acabou com uma derrota portuguesa. O regresso do segunda-linha aconteceu nesta edição da competição europeia, em que foi capitão em todos os jogos, tendo envergado a braçadeira da Seleção Nacional pela quinta vez frente à Geórgia. “Estou extremamente orgulhoso. Nunca foi algo para o qual trabalhei diretamente, mas estou muito orgulhoso com este feito. Quero continuar e alcançar mais e melhor com a equipa, durante mais anos”, explicou ao Observador.
https://observador.pt/programas/vamos-a-bola/campeoes-da-europa-somos-nos-portugal-e-rei-no-rugby/
“Esta conquista é o fruto final do processo de trabalho que tem sido feito ao longo destes últimos meses. Tem sido todo um processo e estamos a colher os frutos. Não diria que é uma nova etapa. É um processo, não é nada que caiu do zero. A partir de agora os standards e o patamar são outros. A partir do momento que provamos que somos capazes de ganhar, muda o standard do que fazemos todos os anos. O que mudou? O trabalho, tanto dentro como fora de campo. Temos feito tudo o que está ao nosso alcance para sermos o máximo possível profissionais. Isso tem impacto imediato na performance da equipa. Já desde a época do Patrice [Lagisquet] que muitas destas coisas foram alteradas, como os horários e a carga dos treinos. São muitos fatores que ajudam a conseguirmos estar ao melhor nível. Crescimento do râguebi? Não é por esta vitória que tudo vai mudar. Queremos chegar ao maior número de crianças para que a modalidade cresça. Sem dúvida alguma que temos de continuar a fazer boas prestações como esta”, acrescentou Madeira.
Com uma média de idades de 23 anos, esta versão da Seleção Nacional de râguebi perfila-se como uma das mais jovens de sempre, algo que o segunda-linha considera que seja um “fator diferencial”. “Isso traz muita energia ao grupo. O importante é conseguir canalizá-la e orientá-la de maneira positiva. Sem dúvida alguma que este grupo tem muita energia e está cheio de entusiasmo em cada jogo e em cada treino. Isso traz imensa força em qualquer altura do dia. A maior parte dos jogadores conhecem-se, o que cria uma equipa bastante coesa. Os jogadores que vêm de fora integram-se muito facilmente no grupo. A união dentro e fora de campo é um dos segredos e faz muita diferença. Quando se joga ao lado de alguém que se gosta, consegue-se dar um bocado mais. Capitão? É algo que surge de forma natural. Não mudou as funções que desempenho durante o jogo. A equipa tem muitos líderes naturais e isso também aumenta a confiança do grupo. Conseguimos orientar o jogo nos momentos mais complicados sem estarmos dependentes de um jogador”, explicou o jogador do Grenoble.
https://www.youtube.com/watch?v=kX6Msrx9HTo&t=1s
Nesta entrevista com o Observador, José Madeira recordou o jogo de estreia pelos Lobos, que aconteceu “em novembro de 2019, em São Paulo, contra o Brasil”. “Perdemos esse jogo. Foi um jogo muito difícil, frente a uma equipa que estava a subir no râguebi. Ganharam e mereceram ganhar, mas foi uma sensação especial vestir a camisola. Representar Portugal é muito especial. Fui formado no râguebi do Belenenses, onde estive até aos 19 anos. Tive muitas pessoas que me influenciaram. O único treinador que tive no Belenenses enquanto sénior foi o João Mirra. Regresso a Belém? Gostava muito. Ainda tenho alguns amigos que jogam no Belenenses. Gostava bastante de jogar uma época pelo Belenenses. É um objetivo para daqui a algum tempo. Fui para França com 19 anos para ir à procura de uma carreira no râguebi, para tentar ser profissional. São escolhas. Tenho o prazer e a sorte de estar numa posição destas, em que consigo desenvolver o meu râguebi a este nível”, explicou.
“O jogo mais importante é sempre o próximo. Todos os jogos têm um peso enorme no momento em que acontecem e isso é que torna especial jogar por Portugal e pela Seleção. Sem ser a minha estreia, jogos do Mundial… são vários, não consigo escolher um [jogo como especial]. Momento da carreira? Acho é um bocado surreal. Não acredito muito na sorte, mas parece que calhou tudo num timing super especial. Fiz 50 jogos, já não ganhávamos à Geórgia há 21 anos, fui capitão… parece que correu tudo bem (risos). É um bocado surreal ter corrido tudo bem este fim de semana. A meu ver é raro isso acontecer no desporto, portanto é surreal”, concluiu Madeira.

Os 23 jogadores que estiveram na final frente à Geórgia
1 – Luís Lopes (Direito)
2 – Luka Begic (Stade Montois, França)
3 – António Prim (Direito)
4 – Martim Bello (GDS Cascais)
5 – José Madeira (Grenoble, França)
6 – David Wallis (Belenenses)
7 – Nicolas Martins (Colomiers, França)
8 – José Líbano Monteiro (El Salvador, Espanha)
9 – Hugo Camacho (Béziers, França)
10 – Domingos Cabral (Agronomia)
11 – Manuel Cardoso Pinto (Agronomia)
12 – Tomás Appleton (CDUL)
13 – Rodrigo Marta (Colomiers, França)
14 – Vincent Pinto (Colomiers, França)
15 – Manuel Vareiro (Provence, França)
16 – Cody Thomas (Grenoble, França)
17 – Nuno Mascarenhas (GDS Cascais)
18 – Diogo Hasse Ferreira (Dax, França)
19 – Guilherme Costa (Técnico)
20 – João Granate (Direito)
21 – Tomás Amado (Agronomia)
22 – Guilherme Vasconcelos (Benfica)
23 – Simão Bento (Stade Montois, França)
T – Simon Mannix (neozelandês)