A partilha de mensagens de cariz racista, xenófobo e misógino num grupo de Whatsapp de estudantes do ensino superior em Coimbra, com mais de 800 membros, está a causar polémica entre os alunos, noticiou esta segunda-feira o jornal Correio da Manhã.
O caso já levou a Provedoria do Estudante da Universidade de Coimbra a desencadear “diligências para o apuramento dos factos e envolvidos” neste caso, embora, segundo o comunicado divulgado, tal tenha ocorrido “fora do âmbito das atividades promovidas pela Universidade de Coimbra”.
“Neste contexto, a Universidade de Coimbra reitera o seu compromisso centenário com o respeito por todos os membros da academia, independentemente da nacionalidade, sexo, género, orientação sexual, origem racial/étnica ou crença religiosa. E vai continuar a promover ambientes de aprendizagem respeitadores, inclusivos e que valorizem a riqueza da diversidade humana, rejeitando de maneira inequívoca qualquer forma de discriminação ou discurso de ódio”, lê-se na nota da Provedoria do Estudante.
Também a Associação Académica de Coimbra (AAC) já veio tomar uma posição pública sobre este episódio na última semana, expressando “o seu mais profundo e veemente repúdio perante os lamentáveis episódios de racismo e misoginia recentemente ocorridos, envolvendo a Universidade de Coimbra e o Instituto
Politécnico de Coimbra”.
Considerando que “o racismo e qualquer forma de discriminação são atentados flagrantes aos valores da liberdade, igualdade e dignidade” da comunidade académica de Coimbra, a AAC alerta para a necessidade de chegar aos responsáveis e que sejam tiradas consequências.
“Não há espaço para o ódio ou para a exclusão na nossa cidade e nas nossas instituições de ensino. É de maior importância que se conduza uma investigação rigorosa e a tomada de providências consequentes por parte das autoridades competentes”, refere numa publicação na rede social Facebook.
De acordo com o jornal, as mensagens terão alegadamente tido origem na Coimbra Business School ISCAC, do Instituto Politécnico de Coimbra. A partilha pelos elementos supostamente envolvidos terá ainda incluído conteúdos de apologia ao nazismo.