O regresso ao Estádio do Dragão teve um pouco de tudo. Depois de três jogos fora nas três competições que restam, o FC Porto superiorizou-se frente a um Moreirense que só apareceu no arranque da segunda parte e somou uma confortável goleada que não aparecia há dez jogos, desde a receção ao Gil Vicente no final de janeiro (3-0). Com oito mudanças no onze, a equipa de Francesco Farioli começou forte e chegou ao golo, de forma natural, por Gabri Veiga, que se estreou a marcar no Dragão em jogos do Campeonato Nacional. Pouco depois, Oskar Pietuszewski marcou pela terceira jornada consecutiva, com William Gomes a fechar as contas na reta final com mais um golaço, naquele que foi o seu décimo golo na temporada, que é a melhor da sua carreira no capítulo da finalização (3-0).
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A noite deste domingo começou com o Dragão a aplaudir Thiago Silva ao minuto três, depois de o central brasileiro ter perdido a mãe. Aquando do primeiro golo, Veiga festejou com a camisola do 3. As homenagens prosseguiram ao intervalo, com a equipa feminina de voleibol a apresentar aos seus adeptos a Taça de Portugal conquistada no sábado em Albufeira frente ao Sp. Braga. Por outro lesão, o eventual problema físico de Pietuszewski, que se agachou em sofrimento e ficou no relvado até ser substituído por Borja Sainz, parece ter sido o único momento negativo deste jogo frente ao Moreirense, que ditou a 17.ª vitória portista em casa frente aos minhotos em… 17 jogos.
Em termos individuais, com novo passe decisivo, Victor Froholdt somou a quarta participação em golos nas últimas quatro jornadas da Primeira Liga, depois de ter marcado a Benfica e Rio Ave e de ter assistido frente ao Arouca. Quanto ao panorama coletivo, os dragões terminaram com a série de quatro jogos a sofrer golos, que é o seu máximo em 2025/26, ao passo que, com estes nove remates à baliza, igualaram o seu máximo de tiros enquadrados numa partida do Campeonato, que tinha sido alcançado frente ao V. Guimarães, num triunfo com o mesmo resultado.
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“Foi a noite certa antes de outro jogo importante. Levámos este jogo na direção certa cedo e podíamos ter fechado mais cedo com mais um golo ainda antes do intervalo. É importante ter estes resultados e ter também a oportunidade de preservar a energia de alguns jogadores. Estou muito feliz. Substituições? A última foi antecipada devido ao facto de o Pepê ter sentido algumas cãibras, mas sempre que há a oportunidade, gosto de preservar alguma energia aos jogadores e dar minutos àqueles que vão entrar. Em termos de gestão, penso que foi um bom dia e, principalmente, uma boa exibição. A intensidade na primeira parte foi muito boa e conseguimos um ritmo ótimo, apesar de termos tido um jogo muito intenso há poucos dias com o Estugarda. Agora é preparar esse segundo jogo como se estivesse 0-0 e entrar em campo com o desejo de vencer”, começou por dizer Farioli à sport tv.
Questionado sobre a lesão de Pietuszewski, o treinador italiano explicou que o polaco contraiu “um vírus durante três ou quatro dias” e, ao intervalo, “sentiu alguns problemas no estômago”, precisando de sair. “Não faz sentido olhar para a tabela, até porque um dos nossos rivais tem menos um jogo. Esta não é a classificação real e nem devíamos perder tempo a fazer contas a ‘ses’. Vocês sabem o que penso, no que acredito, e agora está na altura de focar no Estugarda. Depois é recarregar baterias para jogar em Braga que, como sabem, é um adversário muito difícil. Francisco Moura? O Pablo [Rosario] faz muitas posições e acho que era importante dar-lhe minutos, continuidade, e preparar já o próximo jogo com o Estugarda. O Francisco continua a trabalhar. Claro que os últimos tempos não foram fáceis e não podemos negá-lo, mas ele está comprometido e preparado para jogar. Hoje tive de tomar algumas decisões e nada mais”, concluiu o treinador portista.