A antiga deputada Carla Eliana Tavares foi eleita este sábado presidente das Mulheres Socialistas, com 64,5% dos votos, contra 30,2% da outra candidata, La Salette Marques, adiantou à agência Lusa fonte oficial do PS.
Terminada a contagem dos votos das eleições internas que decorreram entre sexta-feira e este sábado, Carla Tavares teve 5.413 votos (64,5%), enquanto La Salette Marques reuniu 2.536 boletins (30,2%).
Foram ainda contados 369 votos brancos (equivalendo a 4,4%) e 82 nulos (0,9%).
Carla Tavares sucede a Elza Pais, que esteve na liderança das Mulheres Socialistas durante uma década.
Quando apresentou a candidatura, em janeiro, a presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) disse querer construir “uma nova agenda para a igualdade”, mais “ambiciosa e transformadora”, capaz de responder aos desafios atuais e às desigualdades que continuam a marcar o quotidiano de várias gerações de mulheres.
Sob o lema “Levar a Igualdade a Sério”, a candidata defendeu a necessidade de aprofundar o combate “às desigualdades persistentes entre homens e mulheres em Portugal, nomeadamente ao nível da disparidade salarial, do risco de pobreza e da sub-representação feminina em cargos de decisão”.
No comunicado divulgado na altura, Carla Tavares sublinhou também “a importância de uma atuação mais propositiva, com influência direta nas opções políticas do Partido Socialista no território, junto do poder local e a nível nacional, baseada em soluções legislativas, trabalho técnico especializado e acompanhamento contínuo e transversal das políticas de igualdade”.
E considerou que a estrutura das Mulheres Socialistas “pode reforçar a sua visibilidade, influência, capacidade de intervenção e inovação, assumindo um papel mais ativo no debate político e social sobre políticas públicas transversais direcionadas para o combate às desigualdades”.
“O papel das Mulheres Socialistas não pode limitar-se apenas a declarações de preocupação ou protesto aquando da publicação anual de indicadores sobre igualdade. É necessária mais ação. É necessária uma atuação mais consequente, assente na produção de propostas legislativas eficazes para responder a esta realidade, capazes de desenvolver soluções que promovam, de forma concreta, a transformação social que ambicionamos”, defendeu.
Com um percurso ligado às áreas do direito, da igualdade e da política, Carla Tavares é advogada, doutoranda em Estudos de Género, antiga deputada à Assembleia da República e exerce desde 2020 a presidência da CITE, integrando também o Conselho Executivo da Equinet – Rede Europeia de Organismos para a Igualdade.
As Mulheres Socialistas – Igualdade e Direitos, é a estrutura do PS que tem como objetivo promover a igualdade de direitos entre homens e mulheres, a participação paritária em todos os domínios da vida política, económica, cultural e social, e a consequente intervenção neste quadro de ação na atividade do partido.