A última jornada da Premier League tinha sido quase perfeita para Mikel Arteta. O Manchester City empatou com o Nottingham Forest, o Arsenal venceu o Chelsea e os gunners alargaram para sete pontos a vantagem na liderança. Este fim de semana, depois de dias ocupados pela Taça de Inglaterra e pela Liga dos Campeões, Mikel Arteta só esperava que esta jornada fosse pelo menos tão boa como a anterior.
Os últimos dias, ainda assim, não foram de encantar para o Arsenal. Os gunners foram à Alemanha empatar com o Bayer Leverkusen na primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, estiveram longe de impressionar contra os alemães e só resgataram a igualdade de grande penalidade e já muito perto do fim. Este sábado, em casa e contra o Everton, a equipa de Mikel Arteta sabia que tinha de fazer muito mais e melhor para ganhar e pressionar desde logo o Manchester City, que só jogava horas mais tarde com o West Ham.
https://observador.pt/2026/03/11/bayer-leverkusen-e-arsenal-empatam-na-primeira-mao-dos-oitavos-de-final-da-liga-dos-campeoes/
“Temos de jogar o melhor futebol que conseguirmos, o jogo exige que tenhamos a melhor possibilidade de ganhar. No outro dia percebi o que se está a passar na Premier League através de um fator muito importante. Estava a ver o jogo da Liga dos Campeões entre o Barcelona e o Newcastle. Para mim, o Barcelona é a equipa mais entusiasmante da Europa em vários momentos do jogo e estava a defrontar uma das equipas da Premier League com maior intensidade e pressão alta, fazem tudo homem a homem, muitas ferramentas, uma equipa muito boa em transição. E acabei por ver o Barcelona fazer um jogo completamente diferente, que nunca tinha visto, e isso dá muito crédito ao Newcastle. É esta a liga em que jogamos. Vimos o Barcelona completar os mil passes que fazem todas as semanas em Espanha? Não. Foi um jogo muito diferente”, disse o treinador espanhol na antevisão.
Assim, este sábado e no Emirates, Mikel Arteta acabava por confirmar um dos assuntos da semana: a ideia de que Kai Havertz deve ser titular em detrimento de Viktor Gyökeres. O avançado alemão era a referência ofensiva do Arsenal e o sueco começava no banco, com Saka, Eze e Madueke no apoio, sendo que Odegaard, Mikel Merino e Trossard estão lesionados. Do outro lado, um Everton que vinha de duas vitórias consecutivas e que ainda sonha com as competições europeias, David Moyes tinha o ex-Portimonense Beto no ataque.
Numa primeira parte que terminou sem golos, o Arsenal começou melhor e desenhou as primeiras oportunidades, com Madueke a obrigar Jordan Pickford a uma defesa apertada logo nos instantes iniciais (6′), Zubimendi a cabecear ao lado (13′) e Eze a falhar o alvo com um bom remate (15′). A partir dessa fase, porém, o Everton reagiu e chegou a acertar no poste, com Dwight McNeil a rematar em jeito e em direção ao ferro (18′) e os gunners a demonstrarem algumas dificuldades para controlar o jogo.
https://twitter.com/Arsenal/status/2032870611345687019
Mikel Arteta foi obrigado a fazer a primeira substituição depois da meia-hora, com Timber a sair lesionado e Mosquera a entrar, e só o Everton esteve perto de marcar até ao fim da primeira parte, com Dewsbury-Hall (31′) e Idrissa Gueye (45+6′) a rematarem para defesa de David Raya, enquanto que o Arsenal não escapava a uma enorme previsibilidade no setor ofensivo. Ao intervalo, estava ainda tudo empatado em Londres.
Nenhum dos treinadores mexeu no início da segunda parte e a lógica parecia manter-se, com o Arsenal a ter mais bola, mas completamente inconsequente, e o Everton a não precisar de muitos passes para chegar perto da baliza contrária. Beto quase abriu o marcador logo nos instantes iniciais, num lance em que rematou contra um adversário quando Raya parecia batido (49′), e Mikel Arteta colocou Gyökeres e Gabriel Martinelli em campo ainda antes da hora de jogo.
https://twitter.com/premierleague/status/2032895149307556297
Os gunners foram assumindo o domínio à medida que o relógio foi avançando, até porque os toffees baixaram as linhas e passaram a preocupar-se mais com a defesa do eventual ponto do empate, e Eze ficou muito perto de marcar com um bom remate que passou ao lado (64′). Ainda assim, a equipa de Arteta tinha muitas dificuldades para criar situações de perigo de forma consistente e constante e o tempo foi passando sem que o resultado mudasse.
Hincapié e Max Dowman entraram, tudo parecia encaminhar-se para a divisão de pontos, mas o momento de sorte dos gunners apareceu já perto do fim: Dowman cruzou na direita, Pickford falhou completamente a saída da baliza e Hincapié assistiu Gyökeres, que só precisou de encostar (89′). Já nos descontos, com Pickford a subir para tentar o empate num pontapé de canto, o mesmo Max Dowman ficou solto sem oposição e aproveitou a baliza deserta para fechar o resultado e tornar-se o mais jovem de sempre a marcar na Premier League, com apenas 16 anos e 74 dias (90+7′). O Arsenal venceu o Everton, regressou aos triunfos e ficou à condição com mais dez pontos do que o Manchester City, já que tem mais dois jogos realizados.
https://twitter.com/DAZNPortugal/status/2032902930194378967
https://twitter.com/DAZNPortugal/status/2032904815399846195