Antes de começarem as filmagens de Hamnet, Jessie Buckley pediu à equipa de adereços que lhe arranjasse uma prótese de uma barriga de grávida — uma forma de começar a conhecer Agnes, a personagem que interpreta no filme. Condicionada pelo peso extra, fazia todas as tarefas diárias, incluindo jardinar na propriedade do século XVI que comprou há poucos anos, escondida entre os pântanos e os moinhos de pedra de Norfolk, Inglaterra. É para lá que vai o Óscar de Melhor Atriz que acaba de ganhar.
É no campo que vive e foi no campo que cresceu, na Irlanda. Não tem televisão, não usa redes sociais, tem uma bebé com menos de meio ano — um desejo de maternidade urgente que desenvolveu ao interpretar Agnes — e já mudou tantas vezes de cor e corte de cabelo que o menos atento pode até ter-se cruzado com ela muito antes de Hamnet sem agora a reconhecer.
Quando quis estudar representação, foi recusada na escola de artes e acabou a competir num concurso de talentos, na televisão. Agora, com 36 anos, ganhou todos os grandes prémios que havia para ganhar: Globo de Ouro, Critics’ Choice Award, Actor Award, Bafta (sendo a primeira atriz irlandesa a vencer nas quatro cerimónias) e, por fim, o Óscar de Melhor Atriz.
Uma miúda solitária e deprimida que não fazia ideia do caminho a seguir
Nasceu a 28 de dezembro de 1989 em Killarney, Irlanda. É a mais velha de cinco irmãos (um rapaz e três raparigas) e cresceu a brincar na fora de portas, rodeada de montanhas e lagos. Viviam no anexo de uma casa de hóspedes que o pai, Tim geria e todos os miúdos ajudavam a fazer camas, a limpar o pó e a receber os clientes. Entretanto, o negócio passou a ser o de um bar de um resort vitoriano nas margens da baía de Kenmare e a família mudou-se também para uma casa maior.
A mãe, Marina, estudou canto lírico em Londres antes de regressar a casa para trabalhar como professora de canto num colégio de freiras. Foi aí mesmo que Jessie estudou a partir dos 11 anos. À falta de rapazes, interpretou inúmeras vezes papéis masculinos em produções teatrais, como West Side Story e Chess.
Numa reviravolta inesperada depois dos 60 anos, os pais separaram-se e a mãe mudou-se para Dublin. “Estou muito orgulhosa dela. […] Sei que durante muitos anos da sua vida não sentiu a capacidade de viver plenamente. […] Agora é dona da sua própria casa. Trabalha em cuidados paliativos, em neonatologia, mas também com idosos”, contou no podcast Modern Love, do The New York Times.

Na escola, Jessie não era aluna de grandes notas e roubava a chave da sala de música para praticar às cinco da manhã, sozinha. “Quando te tornas uma rapariga de 12 anos, muito do que te dizem – ou pelo menos do que eu ouvi – é que precisas de ser pequena, em todos os sentidos. Tem cuidado, não sejas esperta, mantém-te elegante. E eu pensava: ‘Ah? Ok…’ mas sentia-me como se estivesse em chamas e, em vez de explodir, implodi”, recordou à Vogue.
Profundamente sozinha, perdida e deprimida, demorou muito tempo a reerguer-se. As coisas só mudaram quando percebeu que não precisava de estar agarrada aos moldes que lhe tinham apregoado a vida toda. “O meu objetivo passou a ser libertar-me desse tipo de educação errada, de histórias que não me servem, e simplesmente encontrar a vida.”
Estudou piano, clarinete e harpa na Royal Irish Academy of Music e fez parte da Association of Irish Musical Societies, onde cantava e representava. Uma das primeiras atrizes que a fascinou foi Judi Dench, que viu a cantar Send in the Clowns, na Royal Variety Performance. “Eu devia ter uns 14 anos quando a vi pela primeira vez, assistia repetidamente àquilo e partia-me o coração. Não conseguia conter a quantidade de sentimentos que ela expressava através do meu pequeno canal do YouTube na minha casa em Kerry, na Irlanda, e como isso era transcendente, transportando-me para a experiência dela”, disse à Elle.
Tudo isso ajudou-a a viver com um distúrbio alimentar, mas não a ultrapassá-lo, isso levaria anos. Quando foi para Londres ainda não estava “safa”, confidenciou à BBC Radio 4 em março de 2026. “Houve momentos em que pensei: ‘Se eu não melhorar aqui, sendo parte da música e do teatro, não vou conseguir continuar a fazer isto e provavelmente não vou sobreviver’.”
Ainda sem certezas quanto ao futuro, candidatou-se à Guildhall School of Music & Drama e apanhou um voo para Londres para fazer uma audição em fevereiro de 2008. Não foi aceite. Derrotada, pronta para voltar para casa, viu que no dia seguinte haveria um casting para I’D Do Anything, um novo reality show que pretendia encontrar atores para os papéis de Nancy e Oliver no musical Oliver!. À hora marcada pôs-se na final, esperou a vez, apresentou-se e foi escolhida para integrar a competição. Foram 12 semanas de aulas, confessionários e atuações na televisão. Jessie Buckley chegou à final, mas acabou derrotada por Jodie Prenger.
A experiência abriu-lhe portas, mas teve muitos momentos desagradáveis: disseram-lhe que era pouco feminina, que era um desafio pô-la a dançar, fizeram inúmeros comentários ao físico. “Estava a crescer e a desenvolver o meu corpo. Tinha 17 anos, estava num momento de descoberta. É uma objetificação tão injusta”, desabafou em conversa com a Vogue.
Ofereceram-lhe o cargo de suplente em Oliver! mas ela recusou. Preferiu estrear-se fora do circuito de West End, no musical A Little Night Music. Ganhava menos de 350€ por semana, tão pouco que chegava a ter de regressar a pé a casa, um trajeto de cerca de duas horas. Cantava também jazz no The Ivy Club para garantir mais algum dinheiro.
Atuou no antigo teatro The Globe — o mesmo que aparece representado em Hamnet, que servia de palco para a companhia de William Shakespeare —, numa produção de A Tempestade, antes de contracenar com Jude Law em Henrique V. No programa da BBC 4 recordou a primeira vez que pisou um palco. “Foi como beber água, sabe? Acho que quanto mais o fazia, mais percebia que era essencial para mim.”
Cameron Mackintosh, produtor de I’d Do Anything, não a tinha perdido de vista e quis ajudar. “Eu estava muito verde, era o início da minha carreira. De forma muito simpática ele ofereceu-se para pagar um curso de quatro semanas no RADA (Royal Academy of Dramatic Art) sobre Shakespeare, porque não tinha mesmo nenhuma experiência. Pensava que ia fazer musicais, pensava que era aí que me encaixava”, recordou ao site Deadline.
Regressaria depois à Royal Academy of Dramatic Art para um curso completo, formando-se em 2013.

Em televisão fez Guerra e Paz (2016) e Taboo (2017), ao lado de Tom Hardy. No mesmo ano estreou-se no cinema, em Besta. Saiu da audição convencida de que tinha corrido bem, mas não teve feedback durante um mês. No entanto, queria tanto aquele papel que guardou o argumento debaixo do colchão — por superstição ou não, o certo é que resultou.
Com Wild Rose — Rosa Selvagem (2018) teve a primeira nomeação para os BAFTA, na categoria de Melhor Atriz, e revelou outra paixão (e talento): a música. Primeiro, editou a banda sonora desse mesmo filme, no qual interpreta uma cantora country numa fase obscura, mais tarde colaborou com Bernard Butler em For All Our Days That Tear the Heart, que acabou nomeado para o Mercury Prize.
Entre filmagens tem um passatempo favorito. “Vou para a minha cave secreta e suja e escrevo [música], e não tenho nenhuma necessidade, além de me sentir livre nela. Quer tenha sido num pequeno clube em Camden ou num cabaré no West End, isso faz parte de mim”, contou em entrevista ao site Deadline.
De volta ao teatro, foi convidada por Eddie Redmayne para levar, com ele, Cabaret (2021) a cena. Tinha oito espetáculos por semana e, para proteger a voz, ficava completamente em silêncio durante o dia e, segundo a própria, “foi a coisa mais difícil” que já fez. O esforço foi recompensado e foi considerada Melhor Atriz nos Olivier Awards (prémios de teatro), mas “no sexto e último mês estava mental e fisicamente exausta, estava no fundo do poço”, admitiu no podcast Table Manners em janeiro de 2024.
Mantém um apartamento em Dalston, Londres, e quando está em cena no teatro é de bicicleta — uma Bridgford azul turquesa com campainha e tudo — que se desloca pela cidade. Eventualmente, acabou por regressar às montanhas.
Mulher no campo, mas pouco agricultora
Há cinco anos decidiu trocar o reboliço de Londres pelo campo e comprou uma mansão do século XVI, laranja, com estrutura de madeira, rodeada pelos pântanos e os moinhos de pedra de Norfolk. Foi ali que se casou, debaixo de um enorme carvalho, em 2023. A celebração, que contou apenas com 40 convidados, foi planeada em sete semanas. Teve tostas de queijo do café Towpath — um dos locais que mais frequentava no início da relação com Freddie Sorensen —, mini Guinness e uma fogueira até às duas da manhã, onde toda a gente se juntou a cantar.
O marido tem estado, e continuará, no anonimato — sobretudo devido à área em que trabalha, a da saúde mental —, por isso não há passadeiras vermelhas atravessadas em modo “casal”. Ainda assim, revelou Buckley, “tem-se divertido a comer canapés nos bastidores”.
Conheceram-se em 2018 num encontro às cegas combinado pelo produtor musical Marc Robinson. Passearam pelo Regent’s Canal e beberam um copo no The Dove, no Broadway Market. Numa entrevista recente no podcast Happy Sad Confused, Jessie Buckley disse que no início do relacionamento fez um ultimato ao companheiro: “Ou eu ou os gatos. E eu ganhei, desculpem”.
Adivinhando que a piada podia ser mal recebida, reconheceu de imediato que as declarações podiam vir a cancelá-la. A onda de contestação confirmou-se e foi tão grande que a atriz teve de clarificar no programa de Jimmy Fallon que não odeia gatos. “Uma vez até fiz uma audição para ser um gato [no filme Cats]”.

Tanto Jessie como Freddie gostam de cozinhar, mas ele tem mais jeito, garante a atriz, que não come carne. “Um dos meus pratos favoritos é massa com anchovas, é o Freddie que a faz”, disse no podcast Table Manners. “Sou péssima a prepará-la… É uma receita do The New York Times, mas só leva alcaparras, malaguetas, cerca de meio litro de azeite, salsa e alho.”
Na mansão que vão recuperando aos poucos não há televisão — a atriz também não tem redes sociais — e o centro das atenções é a bebé, primeira filha do casal, que nasceu em outubro de 2025. É frequente andar ao colo da mãe, ou agarrada a ela num pano, quando esta tenta jardinar. E, para já, tem sido mesmo só tentar. “Só consegui cultivar uma courgette flácida desde que me mudei”, confessou à Vogue em janeiro deste ano.
Por toda a propriedade há vestígios que denunciam as superstições e os costumes de uma era da qual nenhum de nós é contemporâneo, como os “w” cravados por cima das lareiras para impedir que as bruxas (“w” de witches) descessem pela chaminé ou as paredes pintadas com sangue de porco. Os tetos são baixos, a casa de banho antiga e a roupa de Jessie Buckley é comida pelas traças, mas é exatamente de tudo isso que ela precisa. “Aquela casa ajuda-me realmente em todos os trabalhos porque regresso a algo muito simples. […] Todos têm algum tipo de método, eu gosto de me dedicar a isso, mas também ser humana e estar com o meu marido, estar com a minha filha, cozinhar, sem me preocupar. Acho que não conseguiria manter o rumo que gosto de seguir no meu trabalho se não tivesse um lugar para onde voltar e ser absolutamente humana”, explicou ao site Deadline.
O jardim salta à vista com canteiros de alecrim e manjerona, marmeleiros, roseiras e madressilvas — um espaço inspirado na casa de infância da esposa de Shakespeare, na zona rural de Warwickshire. No espaço de estilo elisabetano instalou um banco de madeira de abeto que trouxe das filmagens de Hamnet — e que foi construído para a recriação do teatro The Globe — e é ali que ganha fôlego para todos os projetos que lhe exigem concentração máxima.
Em A Filha Perdida (2021) conheceu Olivia Colman — foi ela que sugeriu o nome de Buckley para interpretar uma versão mais jovem da sua personagem. “Não faço ideia do que a Olivia viu em mim. Tivemos uma noite muito divertida num festival no verão anterior e cantámos Adele e Amy Winehouse numa Airstream [uma caravana] até às sete da manhã. Talvez tenha sido o meu karaoke que a fez pensar que eu era a pessoa certa para o papel”, disse à Vanity Fair em março de 2022.
Nas filmagens, as duas desenvolveram uma ligação muito para lá do trabalho. Juntavam-se para beber rosé e fumar cigarros no terraço de Colman. Agora juntam-se de vez em quando em Norfolk para “caminhadas e comida”.
Pelo papel foi nomeada para o Óscar de Melhor Atriz Secundária. Jack Farthing, que já era amigo dela e trabalhou nesse filme disse, em fevereiro de 2022, ao The Guardian: “Podia escrever um livro de coisas bonitas sobre ela. […] É uma atriz extraordinária. Instintiva, autêntica e livre: do tipo que eleva imediatamente o nosso trabalho e desperta a mesma abertura e vulnerabilidade que ela traz.”
Nos últimos anos mudou inúmeras vezes de cor e corte de cabelo — de sotaque também. Na minissérie Chernobyl (2019), por exemplo, loira e com caracóis, deu uma dimensão dramática e esmagadora à personagem Lyudmila Ignatenko, mulher de um dos primeiros bombeiros a chegar ao local da explosão. “O cabelo é a forma de me esconder”, confidenciou à Vogue.
Uma vontade profunda de ser mãe depois de Hamnet
Na sequência do Óscar de Melhor Realizadora com Nomadland — Sobreviver na América (2020), Chloé Zhao comprou os direitos do livro Hamnet, de Maggie O’Farrell, e só tinha um nome em mente para interpretar Agnes, a mulher de Shakespeare e protagonista do filme que pretendia realizar. Ainda assim, só viria a conhecer Buckley meses depois no Festival de Cinema de Telluride, onde a atriz irlandesa estava a promover A Voz das Mulheres (2022). Durante uma foto de grupo, Chloé Zhao acenou à atriz irlandesa do outro lado da sala. Uma semana depois estavam a tomar o pequeno-almoço juntas. “Eu ainda não sabia nada sobre Hamnet e conversámos sobre maternidade e morte, apenas abordando o assunto de forma superficial. Então, quando saí, o meu agente disse: ‘Na verdade, tem a ver com um livro chamado Hamnet’. Comprei o livro e li-o numa noite. Não consegui dormir até terminar”, recordou ao site Deadline.
Na história, Agnes (Jessie Buckley) e William Shakespeare (Paul Mescal) perdem Hamnet, um dos filhos e único rapaz, e navegam de formas muito distintas o processo de luto. Por coincidência, os dois atores, que fazem de marido e mulher no filme, estavam a gravar diferentes projetos em Nova Iorque antes de começar a produção de Hamnet e, para se sentirem à vontade, começaram a ir juntos ao bar Joyface, em East Village, onde dançavam Abba.
Sobre a sua personagem, disse o seguinte na estreia do filme no Festival de Cinema de Londres, em outubro: “O que descobri através dela foi uma ternura que eu não sabia que precisava de aprender e viver. E essa ternura mudou-me”.
Todo o processo foi tão intenso que a maternidade passou a ser um dos desejos mais profundos da atriz. Poucos dias depois de terminarem as filmagens soube que estava grávida.

No dia em que chegou ao set de Hamnet, percebeu que estava instalada num hotel enorme com dez restaurantes. Pareceu-lhe completamente errado. “Na primeira semana de filmagens lembro-me de estar no meu quarto no décimo andar, com barras nas janelas, e de pensar: ‘Não, não. Não posso ficar aqui’.”, recordou ao site Bustle.
Procurou então uma alternativa e encontrou uma pequena cabana de pastor no meio do nada. Foi para lá que se mudou, sozinha. “Enquanto o motorista me levou para lá, perguntou: ‘Vai ficar bem aqui’? Eu respondi: ‘Sim, vou ficar muito bem’.”, contou à revista Elle.
Quando começou a promoção de Hamnet, o elenco esteve presente em vários visionamentos. No evento de Nova Iorque, chorava tanta gente no final que o segurança teve de ir à loja mais próxima comprar muitos pacotes de lenços. Quem já viu o filme sabe que é mais do que compreensível. Numa cena específica, quando o filho Hamnet está à beira da morte, Agnes solta um grito animal, vindo das entranhas. Como é que foi buscá-lo, não sendo ainda mãe, foi uma surpresa até para a própria. “Não sabia que o grito ia sair, não estava no argumento”, revelou no podcast Modern Love. “Sei o que é dor. Sei o que é o amor. Sei o que sentia por aquele menino [o ator que faz de Hamnet]. E sinto que, de certa forma, aquele grito é antigo. É como um grito de 100 mães que perderam os seus filhos de alguma forma.”
A outro visionamento, Jessie Buckley levou a parteira que a acompanhou na própria gravidez. Porquê? “Porque amo as mulheres. E ela era uma mulher extraordinária que fez parte de um momento muito, muito importante da minha vida. Acho que a Agnes é uma mulher extraordinária e queria que elas se conhecessem”, recordou no mesmo podcast.
A experiência foi, contudo, “estranha”. “Ela viu-me a rosnar como um búfalo no chão da minha casa de banho durante 26 horas. Ela viu cada pedaço de mim e depois… [ali estou eu] de vestido. […] Fiquei mais envergonhada por estar glamourosa porque ela conhece-me no meu estado mais primitivo.”
Jessie Buckley garante que nas cenas está completamente concentrada, mas nas pausas gosta de falar com a equipa ou beber uma caneca de chá. Porém, em Hamnet fez algo que nunca tinha feito. Arranjou um caderno e registou tudo o que lhe vinha à cabeça. “Tenho um livro sobre o inconsciente da Agnes, basicamente. Eram imagens, sonhos”, disse ao Deadline.
Por todos os motivos e mais alguns — incluindo decisões futuras —, este é, até agora, o projeto mais especial em que já esteve envolvida. “Realmente lembrou-me o quanto contar histórias pode ser potente e poderoso. E isso estabeleceu um padrão, como se eu quisesse fazer apenas filmes tão corajosos e humanos quanto este daqui para frente.”
Num universo completamente diferente, está agora no cinema numa versão gore de A Noiva!, mais uma colaboração com Maggie Gyllenhaal inspirada no filme de terror de 1935, A Noiva de Frankenstein. Aos 36 anos, a atriz irlandesa garante que não está agarrada a géneros, mas adorava concretizar um sonho que lhe parece uma miragem, confidenciou ao site Deadline recentemente. “Adoraria combinar isso [a música] com o cinema. Seria algo tão bom para ter feito na vida. […] Adoraria fazer um novo musical. Penso no som de Londres. E ter os Radiohead a fazer a banda sonora. Mas eles são demasiado fixes.”