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(A) :: Bolsonaro internado nos cuidados intensivos devido a broncopneumonia

Bolsonaro internado nos cuidados intensivos devido a broncopneumonia

Uma ambulância levou o ex-Presidente para o hospital, após este ter tido febre alta e queda da saturação de oxigénio no complexo prisional em que cumpre a pena por tentativa de golpe de Estado.

Larissa Faria
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O ex-Presidente do Brasil Jair Bolsonaro foi esta sexta-feira internado devido a uma broncopneumonia bacteriana. Condenado por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro cumpre a pena de prisão em regime fechado no complexo prisional da Papuda (“Papudinha”), onde se sentiu mal durante a noite, acabando por ser levado de ambulância para a unidade de cuidados intensivos do hospital DF Star, em Brasília.

A instituição privada de saúde recebeu Bolsonaro após este ter tido um “quadro de febre alta, queda da saturação de oxigénio, sudorese e calafrios“, avançou a Agência Brasil, citando a Polícia Militar do Distrito Federal. O ex-Presidente passou por exames médicos que confirmaram o seu diagnóstico de “broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa”, afirmou a equipa médica em comunicado, referindo que o tratamento está a ser realizado com “antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo”.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, Alexandre de Moraes, autorizou que a esposa de Bolsonaro o acompanhe no hospital durante o tratamento. Os filhos Jair Renan, Flávio, Carlos, Laura e a enteada Letícia podem também visitá-lo, mas a entrada com computadores, telefones e qualquer outro tipo de equipamento eletrónico está proibida. A segurança do detido está a ser realizada por dois militares da polícia na porta do quarto 24 horas por dia, foi determinado pelo ministro, que solicitou também equipas de agentes dentro e fora do hospital.

Flávio Bolsonaro, que é senador pelo Estado do Rio de Janeiro, disse aos jornalistas à saída da visita que os médicos afirmaram ser esta o “pior internamento” entre os diversos que o seu pai teve recentemente, por ter sido detetada “grande quantidade de líquido no pulmão”.

Desde 25 de novembro, Jair Bolsonaro cumpre pena de prisão efetiva, de 27 anos e três meses, após ter sido condenado pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e ameaça grave e vandalismo (deterioração de património tombado). A sua defesa solicitou em várias ocasiões que a pena seja cumprida em regime domiciliário, pedidos que foram sempre negados pelo STF, que o transferiu em janeiro para uma instalação prisional considerada “privilegiada“.