(c) 2023 am|dev

(A) :: Um lobster roll com morcela, “uma tosta mista em esteróides” e uma bola de Berlim de baunilha: há 8 novas mesas em Lisboa

Um lobster roll com morcela, “uma tosta mista em esteróides” e uma bola de Berlim de baunilha: há 8 novas mesas em Lisboa

Das brasas às sandes do novo Cultural Club, Lisboa tem mais oito restaurantes espalhados pela cidade. Há ainda espaço para massa al dente, kebab artesanal e cozinha alentejana farta.

Carolina Sobral
text

Faminto

Av. Dom Carlos I 61, 1200-647 Lisboa. De segunda a quinta-feira e domingo das 12h30 às 16h00 e das 18h30 às 23h00. Sexta-feira e sábado das 12h30 às 16h00 e das 18h30 às 00h00. Contacto: 924 719 560.

Este é para chegar cheio de fome. De seu nome Faminto, o novo restaurante de Santos vem trazer até Lisboa a verdadeira parrilha, a tradicional grelha de inspiração sul-americana, mas aqui de alma portuguesa. Inspirada pela gastronomia espanhola, argentina e uruguaia, esta mega grelha que, podemos dizer, é um verdadeiro espetáculo de fogo, é responsável por 80% da carta do Faminto, onde a carne é protagonista, mas sem nunca descurar as opções vegetarianas, que também saltam para as brasas. “O nosso maior prazer é comer fora e em Lisboa sentimos que já está tudo inventado e que o que cada vez mais funciona é a interação com as pessoas”, começou por explicar Ricardo Ribeiro, co-fundador do grupo do Avesso. “Algo aberto já funciona então quisemos fazer uma parrilha grande que as pessoas percebam que 80% da carta sai daqui”, acrescentou. A parrilha é assim o centro da ação do Faminto. Quem por lá passar e ficar deslumbrado pela arte da grelha, pode sempre sentar-se num dos quatro lugares disponíveis ao balcão. Mas, atenção que faz calor. A mesma temperatura já não se sente nas restantes três salas dos restaurante: de ambiente descontraído e tranquilo, com apontamentos primitivos na sua decoração, convidam a sentar tanto para petiscar como para aproveitar a grelha numa refeição mais completa.

É essa a oferta da carta desenhada pelo chef Rúben Santos, que apresenta um híbrido entre o que é um conceito sul-americano e o conceito português. Nas entradas, há ovos rotos à Faminto (14 euros), tortilla de batata com lascas de presunto (12,50 euros), empanada artesanal de carne (3,50 euros) e bikini trufado a la parrilha (8 euros), uma verdadeira  “tosta mista em esteróides”. Quanto aos pratos estrela, estão por lá a Entraña (250g 22 euros), o asado de tira (250g 28 euros) e o chuletón com 45 dias de maturação (98 euros/kg). Pensada para ser democrática e versátil, não faltam na carta tanto opções de peixe como vegetarianas. É o caso da polenta cremosa, cogumelos assados e parmesão DOP (14 euros) ou do bitoque de atum do Algarve com ovo a cavalo (34 euros). Pelos doces, há uma bela bola de Berlim à Faminto (7 euros) com custard de baunilha, uma tarte basca (5 euros) ou um leite creme queimado (4,50 euros) com um ferro aquecido nas brasas. Para o verão, a mesma carta vai poder ser conhecida na esplanada que o Faminto vai ainda montar na Avenida Dom Carlos I.

Trama Pasta Fresca

R. da Vitória 28, 1100-204 Lisboa. Todos os dias das 12h00 às 23h00. Contacto: 911 010 500.

É em plena baixa de Lisboa que se come aquela que se apresenta como a verdadeira massa fresca caseira. Irmão mais novo do Grano Pasta Fresca, que abriu no início do ano passado numas ruas mais acima no Chiado, o Trama Pasta Fresca chega com o mesmo conceito: trazer os sabores tradicionais italianos para Lisboa, com foco na massa fresca artesanal. Al dente, como tem de ser, o menu do Trama é curto e direto, como uma rápida viagem por aquele país mediterrâneo. Para começar há foccacia (4,50 euros), seguida pela burrata com puré de tomates assados e amêndoas (14,50 euros) e os mexilhões com guanciale, chalotas, salsa e tomate (12 euros). Na pasta, as opções são apenas cinco, mas difíceis de escolher: há papardelle com ragu de costela (20 euros), linguine de amêijoa com ‘nduja, kombu, salsa e alho (22 euros), gnocchi de batata, açafrão, tomate e cogumelos pleurotus assados (19 euros), tortelloni com bisque, leite de côco, alcachofras e camarão (22 euros) e fettuccine com trufa negra, caldo de cogumelos shiitake e mascarpone (23 euros). Quanto à zona mais dulce, não falta o tiramiso com mascarpone e miso (8 euros) e os cannoli com requeijão e pistácio (8 euros).

Honest Greens

Av. António Augusto de Aguiar 163D, 1050-014 Lisboa. Todos os dias das 8h30 às 23h00.

O Bairro Azul está mais verde desde o passado dia 13 de março: um novo Honest Greens abriu portas na Avenida António Augusto de Aguiar, em Lisboa, com as mesmas Ben’s sweet potato fries de sempre mas com umas quantas novidades no menu de sobremesas. Sempre com o cuidado de apresentar opões saudáveis, saborosas e com valor nutritivo, o Honest Greens do Bairro Azul sugere o Yellow Carrot Chai Cake, uma combinação de cenoura amarela com especiarias chai, nozes, baunilha e nibs de cacau; o Marbled Chocolate and Tahini Cake with Coffee Glaze, que une os sabores do tahini, chocolate e café às framboesas liofilizadas; a tarte Shoyu Pecan Pie, que conjuga as nozes pecã e o caramelo de shoyu com uma base crocante de farinha de trigo-sarraceno; ou a Miso Koji Apple Pie, onde a maçã, o miso e as avelãs são os principais protagonistas. A partir de abril, os novos sabores chegam aos restaurantes espaços da marca, que tem ainda na manga mais duas aberturas em breve: na Sé de Lisboa e na Foz do Porto.

VOZ Gastrobar

R. da Voz do Operário 26, 1100-621 Lisboa. De quarta a sexta-feira das 19h00 às 23h00, sábado das 13h00 às 16h30 e das 19h00 às 23h00 e domingo das 13h00 às 15h30. Contacto: 915 805 567.

Roubaram o nome — ou devemos dizer, a voz — à rua que ocupam desde o final do ano passado. Na VOZ Gastrobar, na Voz do Operário, na Graça, em Lisboa, Dinah Setton e Alexandra Sarabanda uniram talentos para dar vida a uma cozinha criativa onde os produtos portugueses são respeitados e enaltecidos. Com uma boa dose de hospitalidade, criatividade, seriedade e boa comida recebem amigos, vizinhança e até eventos, tudo dentro de um apartamento que adaptaram a restaurante, mas que muito bem podia ser a sua casa. De carta curta, Alexandra dedicou-se à cozinha para criar pratos que tanto servem para reconfortar como para petiscar. Para começar, há tábua de queijos (18 euros) e de enchidos (16 euros), ostras do Algarve (3un/9,50 euros), pastel de pernil (13 euros), ceviche de fruta, coentros e lima (15,50 euros) e mexilhões de Sesimbra com molho de caril vermelho (14,50 euros). Já de tosta de alecrim na mão (2,50 euros), chegam o bife tártaro com maionese de anchovas e queijo da Ilha dos Açores (16,50 euros), o xerém de algas com bacalhau pil pil (17,50 euros) e o arroz carolino no forno com bochecha de porco (23 euros). Quanto à sobremesa, por 6,50 euros, varia de dia para dia, mas pelo VOZ Gastrobar já passaram sugestões como o chocolate com caramelo salgado ou o mascarpone com mel, limão e frutas. Tudo acompanhado por uma imperial ou uma seleção dos cocktails clássicos, do aperol spritz (9 euros) à caipinha (10 euros).

Duna Kebab

R. Dona Filipa de Vilhena 14E, 1000-042 Lisboa. Todos os dias das 12h00 às 23h00.

Pedir em casa, comer por lá ou aproveitar o jardim do Arco do Cego para fazer um piquenique de kebabs. É esta a proposta do Duna Kebab, a pequena loja do Saldanha que abriu no final do ano passado com uma e apenas uma especialidade: kebab. Quem por lá passar apenas precisa de escolher a proteína e o pão: em doner ou durum, kebab do Duna é recheado com frango, vaca, ambos ou falafel. Cada um tem o valor de 9,50 euros mas combinado com as french fries (3 euros) e com uma bebida (que varia dos 2 aos 3 euros) fica por 13,50 euros. Criado pela espanhola Cristina Alonso, o Duna é uma nova forma de pensar (e comer) kebab, com forte aposta no delivery, estando já presente nas várias plataformas.

Tasca Abaladiça

R. Dr. Álvaro de Castro 15, 1600-059 Lisboa. De quarta-feira a domingo das 12h00 às 15h00 e sexta-feira e sábado das 19h00 às 23h00. Contacto: 934 636 604.

Entre sugestões de kebab, de pratos verdinhos e de gastronomia sul-americana, que tal uma tasca bem portuguesa de toalha de papel na mesa? Onde a comida é farta, o vinho é bom e a conversa não acaba, a Tasca Abaladiça recebe os amantes da comida alentejana, com propostas que respeitam a tradição e o sabor de cada prato — tudo em doses bem generosas. À frente da cozinha está o chef Vítor Charneca, conhecido pelas suas andanças no Copo Largo do Rato, com a responsabilidade de honrar a tradição portuguesa com uma abordagem fiel às raízes, mas sem deixar de lado o cuidado técnico e o rigor na execução. Dos ensopados reconfortantes às carnes suculentas e às sobremesas conventuais, no menu escrito a giz na ardósia as sugestões são bem conhecidas, com pratos como sopa de cação (9 euros), bacalhau à brás (10 euros), carne de alguidar (9 euros) ou solha frita (8,50 euros). Como qualquer tasca portuguesa, não faltam o pão (2,50 euros), o queijo (3,50 euros) e os salgados (1,75 euros). Nas sobremesas, a escolha divide-se em duas: mousse de limão (2,50 euros) ou pudim abade (3,50 euros).

Goose Lapa

R. dos Remedios à Lapa 19, 1200-782 Lisboa. De terça-feira a sábado das 18h00 às 00h00.

Raras serão as vezes que se entre neste novo restaurante da Lapa e não se dê de caras com um ator português. A começar logo pelo dono. Francisco Froes, de 38 anos, abriu no final do ano passado um pequeno espaço de esquina, descontraído e moderno, onde o convívio é requisito, assim como a partilha. Depois de uma temporada nos EUA, entre Nova Iorque e Los Angeles, o ator português veio trazer para Lisboa aquilo que aprendeu nos anos em que por lá trabalhou em restaurantes. Depois de mais de uma década fora, o regresso a Portugal foi feito de saudades da área gastronómica e da realização de que o seu trabalho em representação não seria suficiente. Abriu assim o Goose, de ganso, com a consciência das mudanças vividas na Lapa e com a vontade de fazer deste um ponto de união entre as várias comunidade de línguas diferentes.

Quer assim que quem cá venha se sinta em casa e à vontade para escolher onde vai querer petiscar: nos 20 lugares na esplanada ou nos 18 interiores, com a opção do balcão alto com vista direta para a cozinha aberta. É nesse mesmo balcão que são preparados os cocktails tradicionais, da margarita (10 euros) ao gin tonic (9 euros), passando pelo negroni (10 euros). Mas porque é de comida que se fala no Goose, a carta faz-se curta e direta, com um best seller já estabelecido: o lobster roll com coleslaw e morcela crocante (23 euros). A competir está o crudo de atum (18 euros), o tártaro de novilho com nozes, shiitake e Grana Padano (18 euros), a sandes de couve-coração, frutti di cappero, iogurte de ervas frescas e gorgonzola (15 euros) e, claro, a terrina de chocolate com uvas balsâmicas, chantilly e praliné (8 euros).

Cultural Club Campo de Ourique

R. Coelho da Rocha 99A, 1350-007 Lisboa. De quarta-feira a domingo das 12h00 às 15h00 e das 16h00 às 21h30.

Depois de Alvalade, as sandes italianas em pinsa romana chegaram agora a Campo de Ourique, numa abertura que leva consigo as três novidades de 2026: a sandes de mozzarella fior di latte, pesto genovês, tomate, rúcula e salmorejo; a de pancetta, gorgonzola, creme de ricota, cebola caramelizada e caramelizada e rúcula; e a de mortadela, burrata, pistáchio e creme de pistáchio. Irmão do Cobaia, também em Alvalade, a Cultural Club trabalha com a Isco para preparar o pão que recebe depois os produtos bem italianos, da stracciatella à pancetta, passando pelo pesto, o gorgonzola e a manteiga de nduja. Os valores das sandes variam entre 11 e 12 euros mas ao almoço há a opção de, por mais 3,5€, acrescentar uma bebida e batatas fritas. O menu conta ainda com duas bowls, uma de quinoa, cogumelos confitados, stracciatella e pesto (12€), e outra de bulgur, rosbife, taleggio, salmorejo e rúcula (13€).