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A socialista Alexandra Leitão, ex-candidata a presidente da Câmara Municipal de Lisboa, acusou o executivo liderado por Carlos Moedas de não ter “estratégia” para a cidade e de ter optado de governar com o Chega. A atual vereadora da oposição em Lisboa admitiu ainda, em entrevista ao Nascer do Sol, que a integração do Chega nas autarquias “pode estar a dar ao Chega a normalização”.
“Há uma falta de dimensão de estratégia, até nos famosos unicórnios“, disse Alexandra Leitão, dando exemplos de projetos que, diz, não não foram ainda concretizados em Lisboa, como a requalificação da Tapada das Necessidades ou a construção da Unicorn Factory (no Beato). A vereadora salientou também que não se conhece a posição do executivo municipal sobre vários projetos estruturantes para a cidade, como a Terceira Travessia do Tejo ou o túnel Algés-Trafaria e lamentou que as propostas apresentadas pelo PS sejam sistematicamente rejeitadas.
“Quando apresentamos uma proposta, por exemplo, na matéria da habitação, que foi rejeitada, ou quando apresentamos uma proposta para criar um fundo para ir ao encontro das situações de calamidade, que foi rejeitada, o que estamos a fazer é uma oposição propositiva”, disse Alexandra Leitão, lembrando ainda que o PS faz perguntas ao presidente da Câmara, Carlos Moedas, que ficam sem resposta.
https://observador.pt/2026/02/11/moedas-entrega-vereacao-a-ex-chega-e-consegue-maioria-em-lisboa/
Sobre a integração no executivo municipal da ex-vereadora do Chega Ana Simões Silva, que permitiu a Moedas chegar à maioria absoluta, Alexandra Leitão defendeu que “essa incorporação era quase desnecessária”, referindo que “desde o início, houve uma opção clara de Carlos Moedas de governar com o Chega, de se apoiar no Chega, de fazer acordos com o Chega”.
A vereadora socialista, que perdeu as últimas eleições autárquicas em Lisboa (obtendo menos 20 mil votos que a coligação que juntava PSD, CDS-PP e IL), realçou que a “integração autárquica” do Chega “pode estar a dar” ao partido uma “normalização” e uma “eventual implantação no território”, criticando os executivos que atribuem pelouros aos ex-vereadores ou vereadores do Chega. “É um erro, eu nunca o faria”, garantiu.