Depois 17 anos de batalha judicial, a cantora norte-americana Katy Perry perdeu no processo contra a designer homónima australiana. O Supremo Tribunal australiano decidiu a favor da designer australiana Katie Perry, permitindo que continue a vender as suas roupas com a marca registada que leva o seu próprio nome, e que fundou em 2007.
“Esta foi uma jornada incrivelmente longa e difícil. Mas hoje confirma o que sempre acreditei, que as marcas registadas devem proteger empresas de todos os tamanhos”, afirmou Katie Perry — atualmente Katie Taylor — após a decisão. A jornada de que fala teve início em 2009 quando a cantora enviou uma carta à designer exigindo que retirasse o seu pedido de marca registada e parasse de vender roupas com esse nome. Taylor defende que só ouviu falar de Katy Perry pela primeira vez em meados de 2008 quando o tema I Kissed a Girl passou na rádio. “Eu nunca tinha ouvido falar da cantora quando comecei a minha marca”, afirmou, citada no Telegraph.
Em 2023, Taylor já havia conseguido vencer na primeira instância, depois de ter processado a cantora por comercializar roupas com a marca “Katy Perry” durante uma digressão australiana em 2014, argumentando que a cantora tinha infringido a sua marca registada, mas a decisão foi anulada em 2024.
Esta quarta-feira, o Supremo Tribunal concluiu, no entanto, que a reputação de Katy Perry está tão consolidada que “nenhuma pessoa comum na Austrália, após um momento de reflexão”, pensaria que os produtos de Katie Perry estavam ligados à cantora norte-americana.
“Eu estava simplesmente a construir um negócio de moda com o nome com que nasci”, disse a designer, acrescentando: “Este caso nunca foi apenas sobre um nome. Foi sobre proteger as pequenas empresas na Austrália, defender o que é certo e mostrar que todos nós somos importantes.”
Após a decisão do tribunal, uma porta-voz da cantora declarou, em nome da artista, que “Katy Perry nunca procurou encerrar o negócio da Senhora Taylor ou impedi-la de vender roupas sob a marca KATIE PERRY.” “Respeito profundamente o trabalho de Taylor e congratulo-a pelo seu percurso. Esta disputa nunca foi sobre prejudicar ninguém, mas sim sobre proteger a integridade do meu nome artístico. Continuo a focar-me na música e em proporcionar experiências memoráveis aos meus fãs”, disse a cantora.