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Sondagem. AD estagna, PS recupera e Chega também sobe

Estudo de opinião conduzido pelo ICS/ISCTE coloca o PS com mais seis pontos do que nas eleições do ano passado. Chega praticamente entra em empate técnico com PS e PSD.

Mariana Lima Cunha
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O PS recuperou intenções de voto e, se o país voltasse agora a ir eleições, estaria empatado com a AD. É esta a conclusão da mais recente sondagem feita pelo ICS/ISCTE para a SIC e o Expresso, que mostra a coligação que junta PSD e CDS estagnada e os maiores partidos da oposição a crescer.

Segundo este estudo de opinião, cujo trabalho de campo foi feito de 27 de fevereiro a 8 de março e incluiu 801 entrevistas, os dois maiores partidos estariam hoje em empate técnico: com a distribuição de indecisos, tanto AD como PS contariam com 29% das intenções de voto.

O Chega não aparece longe, com 25% das preferências dos inquiridos, o que na realidade significa que praticamente entra no empate técnico, tendo em conta a margem de erro máxima prevista, de 3,5 pontos percentuais. Relativamente à última sondagem do ICS/ISCTE, isto significa que a AD cai dois pontos, enquanto PS e Chega sobem.

Já na comparação com as últimas eleições legislativas, de maio de 2025, o PS tem razões para ficar satisfeito, já que sobe seis pontos percentuais em relação ao resultado que obteve com o então líder Pedro Nuno Santos.

Luís Montenegro lidera o Governo há dois anos, tendo alargado a sua base de apoio na segunda eleição, em 2025 (em 2024 tinha vencido o PS, como descrevia esta semana Hugo Soares, “à míngua”). Nas últimas semanas, e incluindo os dias em que o trabalho de campo foi feito, esteve sob pressão graças às aparições e críticas duras de Pedro Passos Coelho, que vai acusando o Executivo de não concretizar as reformas que tinha prometido.

As jornadas parlamentares do PSD desta semana foram, de resto, dedicadas a garantir que o Governo está a empreender uma “mudança tranquila e sem ideologia” e que esta é mais eficaz e focada nas necessidades da população do que os “reformismos de boca” dos seus críticos.

Na mesma sondagem, a IL mantém-se com um resultado a rondar aos 5%, igual ao tempo de Rui Rocha, e a esquerda só aparece depois, com o Livre a perder dois pontos percentuais.