O tema do briefing conduzido pelo secretário da Defesa norte-americana, Pete Hegseth, no dia 2 de março tinha a ver com os ataques dos Estados Unidos ao Irão; mas o assunto que acabou por ganhar destaque foram mesmo as fotografias que os fotojornalistas lhe tiraram — até porque supostamente não “favorecem” o governante dos Estados Unidos.
Segundo o Washington Post, terá sido mesmo esta a razão para Hegseth ter decidido banir os fotógrafos do Pentágono, depois de não ter gostado do resultado das fotografias tiradas naquele dia por repórteres das agências AFP, Reuters e Getty.
Depois da publicação das imagens, duas fontes contaram ao Washington Post que elementos da equipa de Hegseth transmitiram que este não tinha gostado da sua aparência.
Na sequência disto, nos dois briefings seguintes, os fotojornalistas não puderam entrar, tendo o assessor de imprensa do Pentágono, Kingsley Wilson, justificados que os órgãos de informação passam a só poder ocupar um lugar por cada um (permitindo assim que entre apenas o redator mas não o fotojornalista).
Wilson acrescentou que as fotografias oficiais do briefing (não as tiradas por jornalistas) são imediatamente disponibilizadas online. “Se isso prejudica o modelo de negócio de alguns órgãos, deviam ponderar candidatar-se a uma credencial no Pentágono”, rematou.