Às 11h de 27 de fevereiro, o major-general da Força Aérea norte-americana aposentado William Neil McCasland saiu da sua casa, em Albuquerque, Novo México, deixando o seu telemóvel para trás. Desde então, nunca mais entrou em contacto com amigos e familiares, nem se sabe do seu paradeiro. A investigação não encontrou, para já, “nenhum indício de crime”, mas não afasta nenhum cenário, avança a CNN. Para encontrar McCasland, as autoridades estão a montar um forte dispositivo de buscas que inclui uma extensa procura na vizinhança, com entrevistas e operações coordenadas de busca, contactando mais de 600 residentes no bairro onde o homem desapareceu. O dispositivo não fica por aí e conta agora com a colaboração do FBI.
Para ajudar nas buscas, o Gabinete do Xerife do Condado de Bernalillo lançou um comunicado revelando que o homem de 68 anos tem 1,80m de altura, cabelos brancos e olhos azuis. É um “ávido amante da natureza” que pratica caminhadas, corridas e ciclismo no bairro de Northeast Heights e nas encostas das montanhas Sandia. Mas há uma característica que torna as buscas mais urgentes: um “problema médico”, dizem as autoridades. Não especificaram, porém, qual é o problema e acionaram um Alerta Prata — aplicado em casos de pessoas desaparecidas com mais de 50 anos que apresentam “deterioração das faculdades intelectuais”. Mas Susan McCasland Wilkerson, mulher do desaparecido, diz que o seu marido não tem demência.
Em declarações à CNN, a mulher do major-general destacou todo apoio na procura pelo seu marido, agradecendo pelas “dezenas de pessoas a pé, tanto oficiais quanto amigos e vizinhos do Neil [McCasland]… buscas a cavalo, drones com diferentes capacidades, helicópteros, três tipos diferentes de cães de busca, buscas na vizinhança e procura por vídeos de câmaras das campainhas”.
Há quem acredite que o desaparecimento possa estar relacionado com alguma informação que o major-general dispunha sobre extraterrestres. McCasland liderou o Laboratório de Pesquisa da Força Aérea na base aérea de Wright-Patterson — uma base que muitos acreditam abrigar detritos extraterrestres — e o seu desaparecimento aconteceu dias após Trump ter dito na Truth Social que estava ordenar que diversas organizações governamentais libertassem informações sobre aliens, vida extraterrestre, objetos voadores não identificados (OVNI) e fenómenos aéreos não identificados.
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“Independentemente de o seu desaparecimento ter ou não alguma relação com o seu envolvimento anterior em pesquisas sobre fenómenos aéreos não identificados, prefiro dar às autoridades o tempo necessário para realizar o seu trabalho antes de especular”, disse à mesma estação televisiva Luis Elizondo, ex-oficial dos serviços secretos do Departamento de Defesa dos EUA que agora defende a divulgação de informações confidenciais sobre estes temas.
Já Susan McCasland Wilkerson afasta, para já, a teoria de que o seu marido desapareceu por alegadamente ter informações sobre a matéria, dizendo que “parece bastante improvável que ele tenha sido levado para extrair segredos muito antigos”, tendo em conta que já se aposentou há quase 13 anos. “É verdade que o Neil teve uma breve ligação com a comunidade de OVNI”, escreveu nas redes sociais. Mas “essa ligação não é motivo para alguém raptar o Neil”, que “não tem nenhum conhecimento especial sobre os corpos extraterrestres e os destroços do acidente de Roswell [um dos mais mediáticos envolvendo alegadamente vida extraterrestre] armazenados em Wright-Patterson”.
Luis Elizondo “espera e reza” que McCasland seja encontrado. “Espero e rezo para que este não seja um daqueles casos em que um ex-oficial militar de alta patente foi especificamente alvo de um ataque, e que seja encontrado feliz e saudável num futuro próximo, pelo bem dele e pelo bem dos seus entes queridos”, afirmou à emissora norte-americana.