Um tribunal russo condenou esta quinta-feira a prisão perpétua os quatro autores e 11 cúmplices do atentado na sala de espetáculos Crocus City Hall, em Moscovo, no qual morreram 150 pessoas em 2024.
Os quatro autores, Chamsidine Faridouni, Dalerdjon Mirzoiev, Makhammadsobir Faizov e Saidakrami Ratchabolizoda, todos cidadãos do Tajiquistão, e os 11 cúmplices receberam a mesma sentença de prisão perpétua, como pedido pelo Ministério Público russo, informou a agência de notícias France-Presse presente no tribunal na capital russa.
Durante a leitura da sentença, vários acusados apareceram de cabeça baixa, numa cela de vidro reservada aos arguidos, guardados pelas forças de segurança.
Reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), este foi o pior atentado na Rússia em quase 20 anos e o mais mortífero em solo europeu, com 150 mortos e mais de 600 feridos, incluindo crianças.
Pouco antes de um concerto de música rock, homens armados invadiram a sala de espetáculos Crocus City Hall, em Moscovo, em 22 de março de 2024, antes de abrirem fogo sobre a multidão e incendiarem o local, tendo muitas pessoas ficado presas no interior.
O atentado causou grande comoção na Rússia, na altura envolvida na guerra da Ucrânia há dois anos.
A Presidência russa (Kremlin) apontou Kiev como responsável pelo atentado, mas nunca provou as acusações. As autoridades ucranianas negaram qualquer responsabilidade.
A Rússia intensificou leis e discursos anti-imigração, apesar de um grande número de cidadãos da Ásia Central viver e trabalhar no país. Esta mudança gerou tensões entre Moscovo e os países da região.