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Porta-contentores atingido por "projétil desconhecido" perto dos Emirados

O capitão disse que o projétil causou um "pequeno incêndio" a bordo, mas garantiu que "todos os tripulantes estavam em segurança". Navio navegava a 65 quilómetros do Dubai.

Agência Lusa
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A agência de segurança marítima UKMTO, que acompanha embarcações e marinheiros em todo o mundo, disse que um navio porta-contentores foi esta quinta-feira atingido por um “projétil desconhecido” ao largo dos Emirados Árabes Unidos.

De acordo com a UKMTO, que está sob a tutela do exército do Reino Unido, o capitão disse que a embarcação foi atingida quando navegava a 35 milhas náuticas (65 quilómetros) a norte de Jebel Ali, situada a sudoeste do Dubai.

O capitão disse que o projétil causou um “pequeno incêndio” a bordo, mas garantiu que “todos os tripulantes estavam em segurança”, apesar a avaliação da extensão dos danos ter sido dificultada pela escuridão.

Jebel Ali fica perto de Ormuz, um estreito crucial para o transporte de petróleo, que se encontra atualmente em alerta máximo devido ao conflito em curso entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão.

Na quarta-feira, a UKMTO registou pelo menos três relatos de navios atingidos por projéteis na mesma área, enquanto a Marinha da Tailândia relatou um ataque contra o Mayuree Naree, um graneleiro que navegava sob a bandeira tailandesa.

O armador do Mayuree Naree, a empresa Precious Shipping, disse na quarta-feira à noite que três tripulantes do navio estão desaparecidos e acredita-se que estejam presos na casa das máquinas.

Num comunicado, a Precious Shipping disse que o graneleiro foi atingido por dois projéteis de origem desconhecida, que danificaram a casa das máquinas e provocaram um incêndio.

Fotos divulgadas pela Marinha tailandesa mostraram um denso fumo negro a sair da popa da embarcação, em torno do qual flutuavam botes salva-vidas.

“A empresa está a trabalhar com as autoridades competentes para resgatar os três tripulantes desaparecidos”, disse a armadora.

Os outros 20 marinheiros a bordo, todos cidadãos tailandeses, foram retirados em segurança e já estão em terra em Omã”, acrescentou o comunicado.

A Guarda Revolucionária do Irão confirmou na quarta-feira que tinha atacado o Mayuree Naree, juntamente com uma embarcação de bandeira liberiana, depois de terem “ignorado os avisos”.

O comandante naval iraniano Alireza Tangsiri escreveu na rede social que “qualquer navio que deseje passar” pelo estreito de Ormuz “deve obter permissão do Irão”.

A UKMTO registou 17 incidentes que afetaram navios no Golfo Pérsico, no estreito de Ormuz e no golfo de Omã desde 28 de fevereiro, quando o conflito começou.

Destes incidentes, quatro são relatos de “atividade suspeita”, incluindo explosões.

O estreito de Ormuz, por onde passa normalmente 20% do crude mundial, viu o tráfego cair drasticamente desde que os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque contra o Irão, com Teerão a retaliar contra os Estados do Golfo aliados dos EUA.

O Irão ameaçou repetidamente impedir a exportação de “um único litro de petróleo da região” do Médio Oriente se os ataques contra o país não cessarem.