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(A) :: Trocas de roupa, pop-ups com DJ set e uma corrida na Praça do Comércio: tudo o que pode fazer na 66.ª ModaLisboa sem precisar de bilhete

Trocas de roupa, pop-ups com DJ set e uma corrida na Praça do Comércio: tudo o que pode fazer na 66.ª ModaLisboa sem precisar de bilhete

Nem tudo acontece nas passerelles. Durante quatro dias, a ModaLisboa propõe uma programação de entrada livre com conversas, exposições, lojas pop-up de marcas nacionais e até acesso a alguns desfiles.

Margarida Vieira dos Santos
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Apesar de o Pátio da Galé continuar a ser o epicentro, a moda vai invadir diversos cantos da cidade. A 66.ª edição da ModaLisboa arranca esta quinta-feira e, para além dos desfiles, traz uma programação de entrada livre. Inspirada no conceito de pebbling — “pequenos gestos que constroem ligação e proximidade” —, a organização volta a apostar em iniciativas que não exigem convite. Nos próximos quatro dias, Lisboa será palco de lançamentos, pop-up stores, conferências e exposições, que visam ampliar o acesso à moda enquanto “espaço cultural, económico e social”, ao mesmo tempo que criam oportunidades de encontro e partilha.

Esta quinta-feira, as Fast Talks vão marcar o arranque do calendário oficial da ModaLisboa, no Centro de Arte Moderna Gulbenkian (CAM). Pelas 17h00, Evy Jokhova, Federico Gabellieri, Sónia Jesus, Damara Inglês e Tristany Mundu sobem ao palco para partilhar perspetivas sobre moda, tecnologia, identidade e futuro. A entrada é feita mediante o levantamento de bilhete, a partir das 15h00. Na sexta-feira, 13 de março, a designer Lidija Kolovrat também também vai apresentar a sua coleção outono/inverno 2026-2027 no CAM. As peças, acompanhadas de uma instalação artística da designer,  podem ser vistas de forma gratuita a partir do dia 14, permanecendo em exposição durante três dias no Espaço Engawa.

No Museu do Design de Lisboa (MUDE), a ModaLisboa instala temporariamente uma Pop-Up Store, aberta até domingo, 15 de março, dedicada a marcas e designers portugueses. 2B, ARNDES, Bárbara Atanásio, DRIONADREAM, Dino Alves, DuarteHajime, HIBU, Kolovrat, Luís Carvalho, Mestre Studio, Nuno Baltazar, Roselyn Silva, Ricardo Andrez e Valentim Quaresma são alguns dos nomes que pode encontrar no museu da cidade. Para além da loja, o espaço acolhe ainda uma exposição de dois looks de ISZA. “A iniciativa promove, assim, práticas de comércio justo, incentiva a compra consciente de peças autorais e reforça a sustentabilidade económica dos projetos criativos, valorizando a produção local, a qualidade material e a coerência conceptual”, segundo a organização do evento. Ainda no MUDE, pode assistir às ModaPortugal Talks, onde Ana Pedrosa, Ana Duarte, Helena Quinan e Francisco Campos vão refletir sobre o diálogo entre criação e produção e, no fundo, como se move a engrenagem da moda em Portugal. A conferência acontece no sábado, dia 14, às 16h00, e tem registo obrigatório.

A moda estende-se também à Praça do Comércio, que recebe a instalação imersiva MODAPORTUGAL by CENIT/ANIVEC. É uma experiência 100% digital, que vai mostrar a evolução da indústria têxtil e do vestuário em Portugal, que tem como objetivo dar a conhecer uma “indústria capaz de criar, testar e transformar, onde o conhecimento evolui, a tradição encontra novas linguagens e a tecnologia amplia a capacidade de imaginar e produzir”, de acordo com a organização. A inauguração está marcada para sexta-feira, dia 13, às 18h30.

Entretanto, o OFF Lisboa Fashion Week powered by contracoultura leva uma programação paralela a vários cantos da cidade, com projetos independentes, lançamentos e pop-up stores, ao longo dos próximos quatro dias. O evento de abertura acontece esta quinta-feira na pop up em segunda mão Wide Shades, na Rua da Boavista, com uma pop-up, DJ set e bebidas da Bodega Chafa. Já no dia 14, na Praça do Comércio, vai ser organizada uma corrida comunitária de cinco quilómetros, organizada pelo Limitless Club em colaboração com a Nude Project e o Hygge Kaffe, que procura juntar as pessoas através “do desporto, da música e da comunidade”. No mesmo dia, o Gandaia Club vai receber o “Gira a Peça”, um evento onde os participantes podem leva peças de roupa que já não utilizam para trocar com as de outras pessoas, de forma a dar uma segunda vida à roupa. Domingo, o Cascavel Bar acolhe o lançamento da terceira edição impressa da Revista Jaiyé e a Moss Vintage recebe uma pop-up da Taippe.

Casa Capitão, Cypercafé Annex, Cotidiano e Kolab são outros dos espaços onde pode participar em atividades, festas e conhecer projetos locais.  “Ao ocupar lojas, galerias e espaços híbridos, estabelece uma circulação direta entre criação e público, reforçando a dimensão da moda enquanto prática cultural em permanente transformação”, lê-se no site da ModaLisboa.

O Pátio da Galé abriu 100 lugares ao público em dois desfiles

Para responder à missão da Associação ModaLisboa de “promover o acesso das suas comunidades ao trabalho dos criadores”, a WORKSTATION DESIGN supported by Jean Louis David abriu 100 lugares ao público — que já se encontram esgotados, de acordo com o formulário de inscrição. Na edição de março, apresentam-se ARNDES, Bárbara Atanásio, Çal Pfungst e Francisca Nabinho, aos quais se junta DRIONADREAM, em estreia após participação no SANGUE NOVO.

Quem visitar o lounge do Pátio da Galé poderá também conhecer o projeto Inclusively Wired, “uma iniciativa europeia dedicada à neurodiversidade, à co-criação e à inovação social”. Desenvolvido por E-Qualize, Fermenta Associação / A Avó Veio Trabalhar e Studio Jnctuu, o projeto vai dar a oportunidade de conhecer  “metodologias e soluções criativas que promovem uma sociedade mais inclusiva“.

Para aqueles que não têm convite, as novas coleções dos designers nacionais podem ser vistas em direto nas plataformas digitais Lisboa Fashion Week, no site da RTP, na rede MOP , assim como na instalação ModaPortugal by Cenit/Anivec, na Praça do Comércio. No Pátio da Galé sobem à passerelle Gonçalo Peixoto, Carlos Gil, Dino Alves, DuarteHajime, Luís Onofre, Nuno Baltazar, Valentim Quaresma e Luís Carvalho.