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Indemnizações, garantias e direitos legítimos: os requisitos do Irão para a paz

A posição do Presidente iraniano foi tomada depois de Putin garantir o apoio russo para uma rápida resolução da guerra "desencadeada pelo regime sionista e pelos EUA", idealmente pela "via política".

Agência Lusa
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Adriana Alves
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O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, condicionou o fim do conflito originado pelo ataque israelo-norte-americano a 28 de fevereiro ao reconhecimento dos direitos “legítimos” do país, pagamento de “indemnizações” e “garantias firmes” contra ataques futuros.

“A única forma de acabar com esta guerra, desencadeada pelo regime sionista e pelos EUA, é reconhecer os direitos legítimos do Irão, o pagamento de indemnizações e garantias internacionais firmes contra futuras agressões”, defendeu numa publicação na rede social X.

https://twitter.com/drpezeshkian/status/2031794088526168170

Pezeshkian partilhou a publicação depois de uma conversa com os líderes do Paquistão e da Rússia, a quem reafirmou o “compromisso” do Irão para com a paz na região.

O homólogo russo, Vladimir Putin, transmitiu-lhe, por telefone, o apoio russo a uma rápida resolução do conflito, insistindo na “via política” para acabar com a guerra iniciada pelo ataque israelo-norte-americano a 28 de fevereiro.

O telefonema entre os dois ocorreu depois de Putin ter falado com Donald Trump, na terça-feira, sobre várias opções para acabar com o ataque ao Irão.

O conflito começou no dia 1 de março, sábado, com um ataque dos Estados Unidos da América e de Israel contra o Irão. Teerão retaliou com ataques a países do Golfo que possuem bases norte-americanas.

O Irão acusou os EUA e Israel de terem bombardeado cerca de 10.000 alvos civis desde o início da guerra. Segundo o embaixador iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, pelo menos 1.348 pessoas morreram e 17.000 ficaram feridas. Washington divulgou apenas que seis militares norte-americanos morreram.