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(A) :: Um ano depois, Rui Borges igualou a pior derrota no Sporting: "Não tivemos a atitude competitiva e a disponibilidade física"

Um ano depois, Rui Borges igualou a pior derrota no Sporting: "Não tivemos a atitude competitiva e a disponibilidade física"

Sporting já conseguiu virar desvantagem de três golos na Europa, quando goleou todo poderoso United por 5-0. No entanto, os tempos são outros. E são tempos que têm de ser diferentes na segunda mão.

Bruno Roseiro
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Não houve uma sem duas. Depois da derrota frente ao Viking na Taça UEFA de 1999/00, num resultado que acabou por acelerar a saída de Giuseppe Materazzi e a entrada de Augusto Inácio (que seria o quarto nome da história do clube a tornar-se campeão como jogador e treinador), o Sporting voltou a perder na Noruega por 3-0 frente ao Bodö/Glimt embora tenha ganho cinco das sete partidas no país. Não houve duas sem três. Após triunfos diante de Sp. Braga (2-1) e FC Porto (3-2), o Bodö/Glimt voltou a bater uma formação nacional jogando agora em casa, neste caso o Sporting. E, com o 3-0, a vida ficou muito complicada para os leões.

https://observador.pt/2026/03/11/eles-foram-superlativos-mas-o-problema-nao-foi-o-sintetico-foi-o-analitico-a-cronica-do-bodo-glimt-sporting/

Se é verdade que o conjunto verde e branco continua sem recuperar uma desvantagem de dois golos fora ao intervalo numa prova europeia (a derrota foi até “confirmada” na segunda parte com o 3-0), há um exemplo na história do Sporting que na teoria permite dizer que nada é impossível. E não é um exemplo qualquer: na sequência de uma derrota frente ao todo poderoso Manchester United em Inglaterra por 4-1, resultado que os próprios jogadores verde e brancos assumiram na altura ter sido um “mal menor”, a equipa arrancou para a noite europeia mais épica da história para golear os red devils por 5-0 com hat-trick de Osvaldo Silva e mais dois golos de Géo e Morais que prolongou a campanha que terminaria com a vitória diante do MTK Budapeste na finalíssima da Taça dos Vencedores das Taças da temporada de 1963/64.

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Memórias à parte, a realidade é que o Bodö/Glimt, que começou a sua temporada no dia 20 de janeiro, leva seis vitórias noutros tantos jogos, marcou sempre três golos nos encontros em casa e conseguiu agora pela primeira vez terminar uma partida sem sofrer golos. Em paralelo, Rui Borges igualou a derrota mais pesada desde que assumiu o comando do Sporting, após o 3-0 da última época com o B. Dortmund em Alvalade. Mas, ao contrário do que aconteceu com os alemães, em que o técnico assumiu uma rotatividade total da equipa no jogo da segunda mão, agora ainda existe esperança… caso alguns pontos sejam corrigidos.

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“Mais do que a estratégia em si, teve muito a ver com a atitude competitiva e a disponibilidade física. Não tivemos, principalmente na primeira parte. Houve muita falta de energia em muitos jogadores e fomo-nos deixando abater. Entrámos bem até na primeira parte mas depois fomos criando alguma desconfiança. Faltou-nos timings de pressão porque essa atitude competitiva não estava como deveria estar. Fomos ficando frustrados e deixámos o adversário crescer no que era chegar ao nosso meio-campo defensivo. Acabámos por sofrer golos em pequenos pormenores para os quais estávamos avisados, como as coberturas entre central e lateral… Deixámos depois entrar o jogo em muitas transições ofensivas. O Bodö/Glimt é uma equipa muito intensa nesse momento e não conseguimos acompanhar essa intensidade. É um dia menos conseguido da nossa parte e há que levantar a cabeça. Temos 90 minutos para dar outra imagem e acredito que ainda lutaremos pela eliminatória”, começou por dizer o técnico na zona de entrevistas rápidas.

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“Falta de frescura física? Penso que não, tem muito a ver com a individualidade que temos, muitas das caraterísticas individuais da equipa. Depois claro, há um processo de adaptação ao campo. Mas isso não é desculpa. É um pouco de tudo. É perceber onde falhámos, onde falhei, porque a culpa é do treinador e assumo a responsabilidade. Vai ser um jogo difícil mas acredito que em nossa casa, com os nossos adeptos, que hoje estão frustrados e magoados como nós, lá estarão para, connosco, tentarmos lutar pela eliminatória”, prosseguiu, abordando um final de jogo onde alguns dos adeptos presentes na Noruega acabaram por criticar a postura da equipa em campo, algo que se manifestou também fora do estádio.

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“Vamos esperar uma equipa que quer ganhar e tentar fazer algo inédito na segunda mão. Estamos com a eliminatória em 3-0 e temos 90 minutos para dar outra imagem e mostrar o que somos enquanto equipa. Não somos o que fomos hoje, somos muito mais. É mostrar a verdadeira força do Sporting, coletiva e individual em nossa casa. E depois veremos do que fomos capazes”, concluiu o técnico à SportTV.

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“Não estávamos a conseguir ter os timings de pressão. Faltou muita atitude nossa e acho que passou muito por aí, é uma derrota justa. Tentámos até ao fim impor o nosso jogo. Sabíamos que 2-0 ia ser difícil. Para nós nada é impossível e vamos para a segunda mão tentar ganhar. A jogar no Sporting tudo é possível”, apontou também Gonçalo Inácio na flash interview. “Ainda temos de analisar o jogo, ver o que podemos fazer melhor e em Alvalade tudo é possível. Eu acredito sempre. Concedemos dois golos em que não seguimos o homem na área. Conhecíamos as combinações deles, que são muito boas, na segunda parte críamos oportunidades mas depois eles marcaram e mataram o jogo”, acrescentou Morten Hjulmand.

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