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(A) :: PSP considera que há indícios contra Tiago Grila no atropelamento e aponta para dois crimes

PSP considera que há indícios contra Tiago Grila no atropelamento e aponta para dois crimes

Tiago Grila disse num podcast que tinha atropelado uma pessoa na Amadora e levou a reabertura de inquérito. PSP já entregou relatório ao MP e aponta para dois crimes.

Inês André Figueiredo
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A Polícia de Segurança Pública (PSP) propôs ao Ministério Público que o influencer Tiago Grila seja acusado dos crimes de ofensas à integridade física e omissão de auxílio, avança a SIC Notícias.

O relatório final está concluído e defende que há indícios suficientes para imputar ao arguido Tiago Grila responsabilidades criminais pelo atropelamento junto ao Bingo da Amadora, em janeiro de 2024, que o forcado amador assumiu num podcast — o que levou à reabertura do processo. Em causa estarão dois crimes, um de ofensas à integridade física e outro de omissão de auxílio.

O suspeito terá atropelado uma mulher numa passadeira, quando o semáforo dos peões se encontrava verde, e fugiu do local quando a vítima ainda estava caída no chão, inconsciente e com ferimentos graves.

Recorde-se que, no começo de 2025, Tiago Grila foi questionado no Podcast do Mestre, disponível no YouTube, sobre um segredo que ninguém sabia e confessou ter atropelado uma mulher junto ao Bingo da Amadora. “Atropelei uma pessoa e fugi. A sério. Ali na subida de quem sai do Bingo da Amadora. Não vi, ia agarrado ao telemóvel, ouço um estoiro e partiu o vidro [do carro]”. O influencer alegou que se tinha apercebido na altura de que a vítima não tinha morrido. “Vi que ela se levantou. Atenção, calma. Mas partiu-me o vidro com o chapéu de chuva. A pessoa está viva, calma. Foi só um toquezinho”, disse.

Tiago Grila acabaria por negar a confissão, dizendo mesmo que o episódio descrito nunca tinha acontecido.

Mariana Braga, a mulher atropelada junto ao Bingo da Amadora há um ano deu várias entrevistas, dizendo rever-se na descrição feita, mas não se tratou de um “toquezinho”. “Parti o rádio distal do braço, levei pontos na cabeça e parti estes dentes da frente, que ainda tenho por arranjar”, contou em declarações à SIC, explicando que logo após o atropelamento foi “de urgência” para o hospital e submetida a uma cirurgia. “Disseram logo que tinha o braço partido e bastantes hematomas”.

A vítima do acidente disse mesmo ter-se sentido indignada com a forma como o episódio foi contado, em tom jocoso: “Não teve piada nenhuma. Isto foi uma coisa grave que me deixou limitada para a minha vida. Estou há um ano parada e sem poder trabalhar, fiquei em estado grave. Não foi um toquezinho, como ele disse”, acrescentou.