(c) 2023 am|dev

(A) :: Esquadra da PSP no metro do Marquês de Pombal continua encerrada. Mas novos testes já não detetaram "legionella" nas instalações

Esquadra da PSP no metro do Marquês de Pombal continua encerrada. Mas novos testes já não detetaram "legionella" nas instalações

O Metropolitano de Lisboa comunicou à PSP a 6 de março que "se encontram reunidas as condições para se proceder à reabertura". As atividades estão há 73 dias a ser encaminhadas para o Rato.

Larissa Faria
text

A esquadra da Polícia de Segurança Pública na estação de metro do Marquês de Pombal, em Lisboa, está fechada desde 29 de dezembro do ano passado. Nessa altura, comunicou a Direção Nacional da PSP, foi detetada a presença da bactéria “legionella”, que pode causar pneumonia aguda, numa análise periódica nas instalações. Esta quinta-feira, o Metropolitano de Lisboa disse ao Observador que não foi detetada a bactéria nos testes mais recentes realizados nas casas de banho daquela esquadra, que foram “remetidos ao Delegado de Saúde”. A empresa pública, que é a responsável pelo edifício, afirmou ainda ter comunicado à PSP a 6 de março que “se encontram reunidas as condições para se proceder à reabertura das instalações sanitárias”.

A previsão de reabertura seria de 45 dias, prazo para a conclusão final das análises laboratoriais, explicou a PSP na altura. No entanto, a esquadra continua fechada, 73 dias depois.  A Direção Nacional da Polícia de Segurança pública admitiu, em resposta ao Observador, que o problema de saúde pública está resolvido, mas não especificou quando é que a 1.ª Esquadra da Divisão de Segurança a Transportes Públicos de Lisboa, voltará a funcionar. Segundo a PSP, é preciso resolver “questões logísticas” com o Metropolitano para “brevemente proceder-se-á à reabertura”.

“Para garantir a continuidade da atividade operacional daquela subunidade policial, a PSP implementou soluções alternativas, que permitiram assegurar a continuidade o serviço policial, incluindo a disponibilização de balneários alternativos pelo Metropolitano de Lisboa e a reafetação funcional de pessoal a instalações seguras”, recordou a polícia. O Metro esclareceu que os equipamentos afetados “foram substituídos e vários ciclos de limpeza e desinfeção foram realizados, bem como contra-análises, de acordo com os procedimentos aplicáveis”. A situação “não representou qualquer risco para os clientes do metro”, garantiu a empresa pública.

O atendimento ao público está a ser encaminhado para a 22.ª Esquadra de Lisboa, no Rato, diz o comunicado afixado na porta da unidade no Marquês de Pombal. Questionada pelo Observador, a PSP não esclareceu se estão em causa constrangimentos relacionados com o número de efetivos, nomeadamente na esquadra do Rato, onde trabalhavam sete agentes que estão em prisão preventiva desde 4 de março por suspeita do crime de tortura. A corporação disse que não houve “prejuízo da manutenção da capacidade operacional da PSP na área metropolitana de Lisboa e, em particular, na rede do Metropolitano de Lisboa, tendo a atividade operacional na Esquadra continuado com a maior normalidade”.