A esquadra da Polícia de Segurança Pública na estação de metro do Marquês de Pombal, em Lisboa, está fechada desde 29 de dezembro do ano passado. Nessa altura, comunicou a Direção Nacional da PSP, foi detetada a presença da bactéria “legionella”, que pode causar pneumonia aguda, numa análise periódica nas instalações. Esta quinta-feira, o Metropolitano de Lisboa disse ao Observador que não foi detetada a bactéria nos testes mais recentes realizados nas casas de banho daquela esquadra, que foram “remetidos ao Delegado de Saúde”. A empresa pública, que é a responsável pelo edifício, afirmou ainda ter comunicado à PSP a 6 de março que “se encontram reunidas as condições para se proceder à reabertura das instalações sanitárias”.
A previsão de reabertura seria de 45 dias, prazo para a conclusão final das análises laboratoriais, explicou a PSP na altura. No entanto, a esquadra continua fechada, 73 dias depois. A Direção Nacional da Polícia de Segurança pública admitiu, em resposta ao Observador, que o problema de saúde pública está resolvido, mas não especificou quando é que a 1.ª Esquadra da Divisão de Segurança a Transportes Públicos de Lisboa, voltará a funcionar. Segundo a PSP, é preciso resolver “questões logísticas” com o Metropolitano para “brevemente proceder-se-á à reabertura”.

“Para garantir a continuidade da atividade operacional daquela subunidade policial, a PSP implementou soluções alternativas, que permitiram assegurar a continuidade o serviço policial, incluindo a disponibilização de balneários alternativos pelo Metropolitano de Lisboa e a reafetação funcional de pessoal a instalações seguras”, recordou a polícia. O Metro esclareceu que os equipamentos afetados “foram substituídos e vários ciclos de limpeza e desinfeção foram realizados, bem como contra-análises, de acordo com os procedimentos aplicáveis”. A situação “não representou qualquer risco para os clientes do metro”, garantiu a empresa pública.
O atendimento ao público está a ser encaminhado para a 22.ª Esquadra de Lisboa, no Rato, diz o comunicado afixado na porta da unidade no Marquês de Pombal. Questionada pelo Observador, a PSP não esclareceu se estão em causa constrangimentos relacionados com o número de efetivos, nomeadamente na esquadra do Rato, onde trabalhavam sete agentes que estão em prisão preventiva desde 4 de março por suspeita do crime de tortura. A corporação disse que não houve “prejuízo da manutenção da capacidade operacional da PSP na área metropolitana de Lisboa e, em particular, na rede do Metropolitano de Lisboa, tendo a atividade operacional na Esquadra continuado com a maior normalidade”.