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(A) :: Ele fez da braçadeira uma coroa para lembrar que serão sempre o Real: City perde no Bernabéu com hat-trick de Valverde

Ele fez da braçadeira uma coroa para lembrar que serão sempre o Real: City perde no Bernabéu com hat-trick de Valverde

O Real tinha perdido com o City em dezembro e olhou para os oitavos da Champions como a vingança perfeita: Valverde assinou um hat-trick e os espanhóis levam vantagem importante para a 2.ª mão (3-0).

Mariana Fernandes
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Terminaram a fase de liga separados por um único ponto, mas foi precisamente esse ponto que os atirou para destinos diferentes: o Manchester City qualificou-se diretamente para os oitavos de final da Liga dos Campeões, enquanto que o Real Madrid teve de afastar o Benfica no playoff antes de passar à fase seguinte. Esta quarta-feira, encontravam-se pela segunda vez esta temporada e pela quarta nas últimas duas, num duelo que faz parte da competição há cinco épocas consecutivas.

E o saldo mais recente, na verdade, era favorável aos merengues. Apesar da derrota com o Manchester City em dezembro, no Bernabéu, o Real Madrid venceu os dois jogos contra os citizens no playoff do ano passado e eliminou os ingleses numa fase ainda muito embrionária da Liga dos Campeões, caindo depois nos quartos de final. Agora, a equipa de Pep Guardiola procurava a vingança — e tentava capitalizar a irregularidade que o conjunto de Álvaro Arbeloa tem demonstrado desde o início da época.

https://observador.pt/2025/12/10/a-crise-e-real-chegou-a-madrid-e-tem-um-nome-xabi-alonso-e-o-manchester-city-arriscou-golear-no-bernabeu/

Olhando para o momento atual, o Real Madrid teve de passar pelo tal playoff contra o Benfica, está a quatro pontos da liderança do Barcelona depois de já ter estado isolado no primeiro lugar da La Liga e até já mudou de treinador, numa decisão pouco habitual nos merengues com a temporada a decorrer. A Liga dos Campeões é o objetivo par excellence do clube — e grande parte disso era disputado já esta quarta-feira no Bernabéu.

“Não serei eu a subestimar a entidade deste clube, dos seus jogadores, do seu treinador e do que ele representa. Sei o quão difícil é enfrentar o Real Madrid nesta competição. Não posso apoiar-me na maneira como eles estão porque não estou aqui, não os vejo a treinar e não assisto a todos os jogos. Concentro-me em nós, no que fazemos bem e no que podemos melhorar. Eles têm baixas, mas o Real Madrid é o Real Madrid. Já sabem a opinião que tenho sobre este clube. Vamos tentar estar muito unidos, principalmente quando perdermos a bola, para correr para trás e defender”, disse Pep Guardiola na antevisão da partida.

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Assim e sem contar com Mbappé, Jude Bellingham, David Alaba, Dani Ceballos, Éder Militão, Rodrygo e ainda Álvaro Carreras, Álvaro Arbeloa apostava no jovem Thiago Pitarch no meio-campo, com Vinícius, Brahim Díaz e Arda Güler no ataque. Já Guardiola, que vinha de um empate com o Nottingham Forest na Premier League, lançava Jérémy Doku, Semenyo e Savinho no apoio a Haaland, sendo que Rúben Dias e Bernardo eram ambos titulares e Matheus Nunes começava no banco.

O Manchester City começou melhor, com Semenyo a ter desde logo uma boa oportunidade para marcar com um remate que Courtois defendeu (6′), e parecia ter maior capacidade para causar perigo e chegar perto da baliza contrária, até porque o Real Madrid apresentava a estratégia já conhecida e reconhecida de esperar por espaço para depois soltar a transição rápida. Bernardo também assustou com um pontapé de primeira à entrada da grande área, falhando o alvo (19′), mas a verdade é que o recital de Fede Valverde estava prestes a começar. 

À chegada aos 20 minutos, Courtois colocou a bola na direita com um pontapé de baliza, Fede Valverde deixou Nico O’Reilly para trás com uma receção perfeita, ultrapassou Donnarumma já na grande área e atirou para a baliza deserta (20′). Menos de dez minutos depois, bisou e aumentou a vantagem: Vinícius acelerou na esquerda, colocou na área e o uruguaio, com um remate cruzado, voltou a marcar (27′). Já perto do intervalo, apareceu o hat-trick. Num lance brilhante, Brahim Díaz assistiu Valverde e o médio tirou um adversário da frente com um toque subtil antes de finalizar na cara do guarda-redes (42′). Ao intervalo, o Real Madrid estava a vencer o Manchester City no Bernabéu graças a 45 minutos extraordinários do capitão.

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Ambos os treinadores mexeram logo ao intervalo, com Pep Guardiola a trocar Savinho por Reijnders e Álvaro Arbeloa a colocar Fran García no lugar de Ferland Mendy. Vinícius teve uma boa ocasião para marcar logo nos instantes iniciais da segunda parte (47′), mas o Manchester City não demorou a controlar a posse de bola, de forma expectável, enquanto que o Real Madrid ia gerindo as movimentações inconsequentes dos ingleses.

A surpresa ficou muito perto de se tornar um escândalo ainda antes da hora de jogo. Vinícius foi lançado em velocidade, Donnarumma fez falta sobre o brasileiro na grande área e o mesmo Vinícius, na grande penalidade, permitiu a defesa do guarda-redes italiano (59′). Rayan Cherki e Aït-Nouri entraram pouco depois, numa fase em que as dinâmicas pareciam algo congeladas e nenhuma das equipas fazia muito para mudar o resultado, e a verdade é que até ia sendo Vinícius a ficar mais perto do quarto golo (66′) do que propriamente os citizens a esboçarem uma reação.

Courtois ainda evitou o golo de Nico O’Reilly depois de um erro de Thiago Pitarch (75′), mas a verdade é que já nada mudou até ao fim. O Real Madrid venceu o Manchester City no Bernabéu, alcançou uma importante vantagem nos oitavos de final da Liga dos Campeões e viu Fede Valverde, o capitão, tornar-se o timoneiro de uma equipa que fez esquecer todas as ausências que dão dores de cabeça a Álvaro Arbeloa.

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