“Somos modestos, mas somos a melhor empresa na indústria”. Carlos Mota Santos, presidente executivo da Mota-Engil, começa por apresentar a empresa, que faz 80 anos em 2026, falando da construtora como uma empresa familiar mas cotada há muitos anos.
O objetivo de reunir os investidores no mercado de capitais é apresentar a estratégia para “o novo ciclo”, até 2030, ano em que pretende atingir um volume de negócios de 9 mil milhões de euros, um crescimento de 11% anualizado. Em 2025, faturou 5,3 mil milhões. O objetivo em termos de rentabilidade é atingir uma margem EBITDA de cerca de 18%.
“Ao aproximarmo-nos do nosso centenário, honramos o legado que nos define e projetamo-lo no futuro, enquanto definimos a nossa ambição e prioridades estratégicas para o próximo ciclo”, aponta Carlos Mota Santos, apresenta o plano designado Focus 2030. “Precisamos de estar focados”, acrescenta, assumindo que “estamos preparados para o próximo ciclo”.
Três prioridades estratégicas foram anunciadas: crescimento, diversificação e disciplina financeira. A Mota-Engil diz pretender ter uma participação seletiva em concursos “para projetos atrativos”, aprofundando parcerias e mantendo “elevada rentabilidade e execução”. A diversificação é igualmente traçada como importante, a que se junta a disciplina financeira — com “foco na geração de caixa e na resiliência da liquidez” e “reforçar o capital próprio organicamente através de gestão disciplinada da dívida e de parcerias estratégicas”. E por fim o piscar de olho aos investimento prometendo um retorno acionista “atrativo”. A promessa é manter um payout (lucros entregues aos investidores) aos acionistas de entre 30% e 50%. E tendo em conta que o objetivo é ter um crescimento dos lucros superior a 4% nos lucros.