(c) 2023 am|dev

(A) :: Da mudança de paradigma no futebol ao investimento nas infraestruturas: os oito capítulos da melhor era do Sporting desde os Cinco Violinos

Da mudança de paradigma no futebol ao investimento nas infraestruturas: os oito capítulos da melhor era do Sporting desde os Cinco Violinos

Após quatro anos que começaram mal mas acabaram da melhor forma, Varandas conseguiu consolidar base desportiva para projetar o médio/longo prazo do clube a dez anos – e agora quer um terceiro mandato.

Bruno Roseiro
text

Ainda a alguns meses de distância das eleições do Sporting, não era exagerado pensar que poderiam surgir vários putativos candidatos à liderança dos leões. Quando? 20230. E para 2026? Talvez um. Nuno Correia da Silva, antigo administrador da Sporting SAD via Holdimo, ainda tentou perceber as reais condições para ir a votos, Bruno Sá foi o único que passou das intenções à prática para desafiar a certeza que balizava todo esse período: Frederico Varandas estava apostado a concorrer a um terceiro mandato. E foi a meio de dezembro, a três meses do ato eleitoral, que aproveitou a quarta distinção como Dirigente do Ano nos Prémios Stromp que sintetizou o que o movia para a corrida a mais quatro anos na liderança do clube de Alvalade.

https://observador.pt/2025/12/15/a-meio-da-missao-frederico-varandas-anuncia-recandidatura-a-presidencia-do-sporting/

“Têm sido anos muito bons, este ano foi fantástico. O Sporting vive hoje uma das melhores fases da sua história. Que orgulho é hoje ser Sporting, que felicidade é viver este Sporting. Um Sporting forte, corajoso, que não treme, que pode chegar ao Natal a cinco pontos do líder mas vamos lá estar para lutar pelo título. Não são apenas títulos, no futebol e modalidades, é um crescimento nunca antes visto na massa associativa do Sporting, de um clube enquanto estrutura. Cada vez com mais força, mais pujança. Muito já foi alcançado mas não chega, queremos continua a crescer, a vencer mas a vencer sempre, com princípios, dignidade e ética não apenas nas palavras mas também nos atos”, apontou nesse discurso.

“Há a realçar o investimento nunca antes feito nas infraestruturas. A primeira fase foi concluída, no Estádio, vamos para a segunda fase. Partiremos para o Alvaláxia, é uma intervenção de grandes dimensões, vai exigir grande esforço, rigor e capacidade de organização para o que queremos fazer em tão pouco tempo. Será uma obra transformadora que irá colocar o Sporting noutro patamar. Consideramos estar a meio da nossa missão e da escola de onde venho nunca se sai a meio de uma missão. Quero aqui anunciar que nos iremos recandidatar às eleições de março de 2026″, acrescentou, confirmando o que já era esperado.

https://observador.pt/2024/11/15/frederico-varandas-o-maior-desafio-do-pior-periodo-da-sua-historia-para-o-melhor-sporting-dos-ultimos-70-anos/

A meio do mandato, nos habituais Rugidos de Leão, em Leiria, Varandas já tinha também colocado em cima da mesa aquilo que seria a sua base de recandidatura: “O clube saiu do pior período da sua história para ser o melhor Sporting dos últimos 70 anos”. Foi isso que os resultados acabaram por consolidar, o que fez também com que não fizesse “campanha”, não dando nenhuma entrevista na ótica de candidato, centrasse todas as atenções naquilo que é a atualidade do clube numa fase crítica da época e guardasse o que poderia ter de novo para o debate frente ao único candidato que irá defrontar, Bruno Sá, na Sporting TV.

https://observador.pt/especiais/antes-da-corrida-so-com-um-debate-houve-perseguicoes-ameacas-e-muitos-jogadores-como-foram-as-dez-campanhas-eleitorais-do-sporting/

Na verdade, o que é “novo” vem de 2024: o projeto “Future is Coming”, que define uma ideia, uma linha e um objetivo para o clube e SAD nos próximos dez anos, foi a base do pequeno programa eleitoral que fez para este sufrágio e continua a nortear o presente virado para o futuro sobretudo na ótica de investimento em infraestruturas e património. Em tudo o resto, acabou por deixar que os resultados funcionassem como escrutínio – e se o futebol não era bicampeão há 71 anos, tendo ainda a dobradinha com a Taça, os 179.208 sócios ativos após a última renumeração, com um aumento de 72.538 face ao momento da renumeração anterior, mostrou um acompanhamento da massa adepta ao período de maior sucesso das últimas décadas. Nem tudo correu bem, nem tudo foi conseguido, mas o Sporting não só mudou o paradigma no âmbito desportivo como conseguiu atrair uma nova geração para si – e essa foi a maior vitória “invisível” de todas.

Futebol. A renovação de Amorim antes de toda a renovação (a ganhar) no pós-Amorim

Da mesma forma que teve o mérito de arriscar a cláusula de dez milhões de euros (que se tornariam no final em cerca de 14 milhões) para resgatar Ruben Amorim do Sp. Braga, Frederico Varandas soube perceber o que não correu bem na primeira metade da temporada de 2022/23 e, perante as dúvidas que se começavam a levantar, assumiu a certeza na capacidade do técnico oferecendo-lhe a renovação de contrato durante a pausa para a realização do Mundial, no Qatar. Após ter sido campeão e terminar em segundo lugar na época seguinte, a primeira temporada do novo mandato não correu da melhor forma mas nem por isso o projeto foi abalado: Amorim ficou, Viana continuou, a preparação de 2023/24 teve o acerto nas contratações cirúrgicas feitas como Viktor Gyökeres ou Morten Hjulmand e o Sporting voltou a ser campeão, iniciando a época de 2024/25 com uma série de 11 vitórias consecutivas. Aí, tudo mudou. Podia ruir. Esteve no limite.

No verão, os leões tinham montado uma espécie de Last Dance: Ruben Amorim ia fazer a última época em Alvalade, Hugo Viana seria o substituto de Txiki Begiristain como diretor desportivo do Manchester City, Gyökeres ou Pedro Gonçalves, entre outros, passaram ao lado das sondagens feitas para cumprir o sonho de chegar à dobradinha. No entanto, com dez pontos em 12 possíveis na Champions e 11 vitórias seguidas no arranque da Primeira Liga, o técnico entendeu que o comboio Manchester United não voltaria a passar e saiu mediante o pagamento da cláusula de rescisão. O divórcio não foi fácil de aceitar em termos internos, aquela que era a solução que estava a ser preparada a médio prazo acabou por viver sempre demasiado à sombra do “fantasma” do seu antecessor. Seis semanas depois, com a liderança do Campeonato perdida e a qualificação na Champions em risco, Varandas tinha a decisão que iria definir um mandato nas mãos. Voltou a acertar.

Numa mudança que tentou evitar ao máximo, por entender que o que falhou com João Pereira foi o contexto e não a capacidade, o presidente leonino mexeu no comando técnico por altura do Natal e na véspera de um dérbi em Alvalade com o Benfica, contratando Rui Borges ao V. Guimarães após uma campanha positiva na Liga Conferência. O treinador de Mirandela mexeu no sistema tático, percebeu que tinha mais a ganhar se voltasse à ideia de base perante as opções que o plantel lhe oferecia, soube resistir a uma onde de lesões que se tornou quase “anormal” deixando uma equipa de fora e chegou à parte final da temporada na luta por títulos, conquistando o bicampeonato 71 anos depois e a dobradinha 23 anos depois. Sem o mesmo brilho do início da época, o Sporting mostrava que sabia ganhar sem Amorim, entrando em 2025/26 com a última emancipação do técnico ao assumir um novo sistema tático que derrubava a ideia de uma equipa que estava quase “refém” de uma linha a três no setor recuado. Em termos internos, esse foi um triunfo com peso.

A atual temporada, já com uma SAD reconfigurada sem um substituto direto de Hugo Viana mas com um regresso de Bernardo Palmeiro como diretor geral e a subida de Flávio Costa enquanto diretor do scouting, chega a março com o Sporting dentro de todos os objetivos apesar dos quatro pontos de atraso na Liga para o FC Porto, podendo até alcançar uma inédita passagem aos quartos da Champions. Nem tudo foi perfeito, com a falta de rendimento de reforços como Kochorashvili ou Vagiannidis (o caso de Fotis Ioannidis tem a ver com questões físicas) ou novo número elevado de jogadores lesionados em momentos críticos, mas o futebol verde e branco teve o condão de saber renovar-se depois de uma era que será complicada de repetir pela própria figura de Amorim, que tinha características que o colocaram como um dos treinadores mais importantes da história do clube de Alvalade pelo que conseguiu fazer no contexto em que foi contratado.

https://observador.pt/especiais/a-historia-escrita-depois-de-um-agora-ou-nunca-como-a-saida-de-amorim-levou-a-liga-ate-ao-fim-mas-um-pacto-interno-foi-cumprido/

Agora, e nove jornadas do final do Campeonato, o Sporting ocupa o segundo lugar a quatro pontos do líder FC Porto, está nas meias-finais da Taça de Portugal frente aos dragões com a vantagem de 1-0 da primeira mão e, apesar do dececionante resultados na Noruega com o Bodö/Glimt, ainda sonha com um “milagre” na segunda mão dos oitavos da Liga dos Campeões depois do sétimo lugar na primeira fase. No entanto, houve um problema que se voltou a repetir: o excesso de lesões, neste caso não traumáticas ou ligamentares. O líder tem mostrado total confiança na Unidade de Performance que montou nos leões com a coordenação de Francisco Tavares e a direção clínica de João Pedro Araújo (que já terão recebido tentadoras propostas para rumarem a outras paragens com muito melhores condições) mas o número de ausências, sobretudo em comparação com os rivais diretos, voltou a ser grande, limitando as opções que Rui Borges tinha à disposição e levando a que existisse uma sobrecarga de minutos em algumas das unidades mais importantes da equipa.

Frederico Varandas superou António Ribeiro Ferreira e tornou-se em maio no presidente com mais títulos no futebol do Sporting: três Campeonatos, duas Taças de Portugal, três Taças da Liga e uma Supertaça

Formação. O impacto do Modelo Centrado no Jogador e os desafios que se seguem

O futebol de formação é talvez um dos pontos que mais análises levanta, para o bom e para o mau. Facto: há um caminho definido com o Modelo Centrado no Jogador, que surgiu na sequência do investimento feito na Academia durante o primeiro mandato a nível de infraestruturas. Questões: isso melhorou ou piorou aquilo que é a qualidade das equipas mais jovens como um todo, trouxe mais ou menos dividendos à equipa A e colocou ou não os leões atrás dos rivais nessa área? As opiniões dividem-se, com essa garantia de que é em Alcochete que está aquele que será sempre o coração do clube, em termos de ADN, identidade, cultura e, num outro plano, sustentabilidade. Mais: é em Alcochete que estão os desafios e as soluções para o futuro.

Em resumo, o Modelo Centrado no Jogador coloca o principal foco de importância numa abordagem a vários níveis de cada um dos elementos das equipas mais novas do clube, numa visão multidisciplinar que cruza a parte técnica com a tática, passando pela tecnologia e pela vertente científica. Mais do que ganhar títulos, o objetivo passa por criar jogadores com perfil Sporting que possam depois subir à equipa principal e fazer o seu trajeto no futebol profissional com a certeza de que a parte educacional não é colocada de parte e existe o estímulo para que as habilitações académicas sejam levadas em conta (João Simões, que já está no plantel principal, entrou este ano no curso de Reabilitação Psicomotora na Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa). Há um dado interno que defende a aposta neste modelo: entre os 88 jogadores que fizeram a formação no Sporting e chegaram depois ao conjunto principal, quase metade (43) foi nos últimos sete anos, o que consegue “quantificar” esse sucesso dentro do que há depois de “analítico”.

O Sporting voltou a uma Final Four da Youth League e sagrou-se campeão em 2022 de Sub-17 e Sub-15 mas, mesmo entrando em todas as fases finais, não voltou a ganhar qualquer título na formação. O facto de apostar numa aceleração de crescimento do talento, com os melhores elementos a jogarem mais acima do seu escalão, é um risco assumido pelos responsáveis que olha sobretudo para esse objetivo final de dotar a equipa principal do máximo possível de jovens promissores, como aconteceu recentemente com Geovany Quenda, Mateus Fernandes ou João Simões (Salvador Blopa, Flávio Gonçalves, Mauro Couto, Rafael Nel ou Eduardo Felicíssimo, entre outros, foram mais fruto das circunstâncias do que uma real aposta). Também as últimas convocatórias dos escalões de Sub-15 a Sub-20 mostram uma realidade “estabilizada”, com a média de quatro elementos por cada lista divulgada. No entanto, é na base que surgem os principais desafios.

Há dilemas de vários níveis que a breve prazo terão de ser enfrentados, mesmo que as consequências possam vir a refletir-se apenas a médio/longo prazo. Por um lado, a questão do scouting e essa noção de que a deteção de talento se verifica numa idade cada vez mais precoce sob pena de um qualquer outro clube chegar mais cedo. Por outro, os valores e regalias que começam a estar em causa para chegar aos melhores atletas de determinada idade, com essa nuance de em alguns casos se falharem objetivos por valores residuais que uns anos depois seriam ainda mais insignificantes (e aqui falamos às vezes de coisas “simples” como o pagamento das viagens, com gasolina e portagens, para visitas mais assíduas a filhos que saiam de casa). Por fim, as dificuldades em encontrar cada vez mais campos para todas as equipas tendo em conta a capacidade limitada de crescimento da Academia apesar de todos os investimentos que foram sendo feitas. Se todas as formações nacionais estão a rever essa parte do sistema de formação para se adequarem aos novos tempos, o Sporting não é exceção até pela “marca de excelência” que terá sempre: foi a escola que “fez” Ronaldo e Luís Figo.

https://observador.pt/2025/05/17/quem-sao-os-34-novos-campeoes-pelo-sporting-em-2024-25-e-o-que-fizeram-ao-longo-da-epoca/

Institucional. Um clube que deixou de estar em guerra mas ainda procura a paz entre todos

Aquilo que antes era um problema tornou-se numa espécie de solução… a dois planos. Por um lado, e depois de duas Assembleias Gerais no mandato inicial em que dois Relatórios de Gestão foram chumbados entre muita contestação por parte dos associados, todos os Orçamentos e Relatórios e Contas no segundo período de liderança de Varandas em Alvalade foram aprovados. Por outro, e em vez de reuniões magnas “quentes” no Pavilhão João Rocha, os encontros passaram a ter poucos ou nenhuns motivos de interesse, tendo em conta uma nova mecânica que passou a deixar por largas horas as urnas abertas depois de um discurso de Frederico Varandas, as explicações de Francisco Salgado Zenha e muito menos intervenções de associados do que era habitual. Em resumo, tornou-se quase uma AG Eleitoral de Contas em vez de uma AG Ordinária.

Em entrevista ao Record em fevereiro de 2020, quando a liderança estava ainda sob fogo perante a falta de resultados e os resquícios de um duelo eleitoral que deixou a massa adepta ainda mais fraturada, Varandas teve uma frase com mais impacto do que poderia aparentar perante a possibilidade de haver a convocação de mais uma Assembleia Geral Destitutiva. “Imaginem que o Sporting não vem do pior momento da sua história e imaginem uma época desportiva má. Se houver destituição de uma Direção por isto, o Sporting não tem futuro. Vamos ter mandatos de um ano? Independentemente do presidente, destrói o clube. Faz sentido que 0,5% dos sócios possam promover a destituição dos órgãos sociais? Porque essas ações levam a resultados incertos. O Sporting, se entra neste ciclo ingovernável, dificilmente se endireita”, frisou.

Essa percentagem podia ser aleatória mas trazia uma mensagem clara: com 140 ou 150 mil sócios, o Sporting não podia ser “governado” por cerca de 1.000 ou 1.500 que iam às reuniões magnas. Ainda houve a tentativa de introduzir o i-voting nas Assembleias Gerais, que poderia permitir que qualquer associado com direito de voto fosse ao computador ou ao telefone votar um Orçamento ou um Relatório e Contas, mas o triunfo por maioria simples a rondar os 70% quando necessitava de 75% acabou por arrumar a questão em 2023. Essa seria a única medida “chumbada” ao longo de quatro anos de mandato mas o objetivo de estabilizar o clube depois de anos de muita turbulência foi alcançado, com as reuniões magnas a serem quase um pro forma.

https://observador.pt/2023/10/06/ag-do-sporting-sufraga-voto-eletronico-a-distancia-uma-boa-medida-diz-augusto-mateus-agrava-risco-de-controlo-defende-poiares-maduro/

“Temos o plantel mais valioso da história da SAD, temos o maior número de sócios pagantes da história com cada vez mais crianças e jovens como novos sócios, temos mais de oito mil pessoas em lista de espera para adquirir um lugar no Estádio, triplicámos o que era então o valor recorde de receitas de merchandising, o valor do ativo da SAD é o maior da sua história, continuamos a ser ecléticos, somos vencedores nas nossas modalidades. Hoje o Sporting é um clube vencedor, pujante, moderno e onde os valores são a nossa alma”, apontou no final de 2024, apontando para a melhor era desde os tempos dos Cinco Violinos. Todavia, aquilo que poderia ser visto como uma grande virtude, até tendo em conta a veia autofágica que o clube foi mostrando em algumas fases da sua existência, transformou-se também num ponto crítico da gestão, com uma franja da massa adepta a considerar que o atual modelo de assembleias esvazia a essência das mesmas.

https://observador.pt/2023/10/08/uma-decisao-entre-o-adiada-e-o-eliminada-socios-do-sporting-chumbam-voto-eletronico-a-distancia/

Internacional. Uma oferta das Arábias e os investidores que vão acompanhando a SAD

A invasão à Academia foi mais do que a página mais negra da história do Sporting – teve impacto no plano internacional como muitos talvez não imaginassem. Exemplo prático: nos jogos de Portugal no Mundial de 2018, uma das perguntas que estava sempre na ponta da língua nos jornalistas de fora passava pela razão das rescisões de contrato (neste caso de Rui Patrício, o primeiro, William Carvalho, Bruno Fernandes e Gelson Martins, que enviaram a carta) e pelo que tinha acontecido nesse dia 15 de maio. A reconstrução de toda uma história tinha de ser feita nos anos que se seguiam, de uma forma mais demorada do que se poderia pensar. Aos poucos, tudo foi feito. E essa acabou por ser uma das “vitórias” ao longo destes dois mandatos.

https://observador.pt/2023/09/15/chelsea-interessado-em-comprar-parte-da-sporting-sad-o-foco-e-fechar-a-reestruturacao-financeira-garantem-leoes/

Dois exemplos práticos. Por um lado, o interesse que se vai falando nos bastidores sobre possíveis entradas de investidores no capital social da SAD sempre com uma posição minoritária. O olhar atento dos principais investidores do Chelsea, Behdad Eghbali e Todd Boehly, já foi várias vezes ventilado na imprensa inglesa mas há mais grupos, fundos e investidores a acompanhar de forma atenta aquilo que foi toda a reconstrução do Sporting ao patamar onde se encontra hoje – sendo que a “bandeira” Ronaldo também tem peso nesse particular. Por outro, a abordagem revelada pelo Observador sobre uma proposta para Frederico Varandas assumir o comando de um dos clubes detidos pelo Fundo Soberano saudita como CEO (neste caso, o Al Ahli), que foi recusada depois de dois encontros mas que mostrou também a atual imagem dos leões lá fora.

https://observador.pt/2025/09/09/no-meio-do-mercado-do-sporting-houve-uma-oferta-inesperada-varandas-recusou-proposta-milionaria-para-ser-ceo-na-liga-saudita/

A participação do Sporting em vários fóruns internacionais, a nomeação para Melhor Equipa do Ano nos Globe Soccer Awards do ano passado e a organização em Alvalade da última final da Liga dos Campeões feminina foram outros pontos que alavancaram essa ressurreição, a que se juntou ainda o “impacto” Ruben Amorim no início de 2024/25 antes de rumar ao Manchester United (nomeadamente com a goleada por 4-1 ao City com um hat-trick de Viktor Gyökeres) e a primeira fase da Champions da presente temporada com um inédito apuramento para os oitavos como uma das oito melhores equipas da competição, também contribuíram para essa consolidação da imagem do Sporting num contexto de pós-Alcochete.

https://observador.pt/2025/11/19/sporting-nuno-mendes-e-vitinha-entre-os-candidatos-aos-globe-soccer-awards/

Modalidades. Os treinadores “certos”, o advento do andebol e a quebra do Projeto Olímpico

Depois de um 2021 de “ressaca” com algum impacto nos orçamentos na sequência da pandemia da Covid-19, onde o Sporting conseguiu no mesmo ano ser campeão europeu de futsal e hóquei em patins (as únicas modalidades de pavilhão onde as equipas nacionais têm argumentos para chegar às fases decisivas), o novo mandato iniciado em 2022 manteve os principais conjuntos verde e brancos na senda dos sucessos mesmo não tendo os argumentos dos adversários diretos em algumas modalidades. Segredo para essa regularidade? A escolha dos treinadores para liderarem os projetos, que tinha com Nuno Dias no futsal um exemplo paradigmático e que ganhou depois continuidade noutros planos com Ricardo Costa no andebol, João Coelho no voleibol, Edo Bosch no hóquei em patins e o regressado Luís Magalhães no basquetebol.

https://observador.pt/2025/06/12/futsal-sporting-renova-por-mais-cinco-epocas-com-nuno-dias/

O futsal, que ganhara em 2019 e 2021 as primeiras Ligas dos Campeões, conquistou três Campeonatos para ter um inédito tetra numa série quebrada na última temporada pelo Benfica, duas Taças de Portugal, três Taças da Liga e duas Supertaças, estando sempre presente na Final Four da Champions (algo que atingiu na presente temporada). Já o andebol, que foi ganhando um novo “nicho” de adeptos no Pavilhão João Rocha sobretudo pelas grandes noites europeias a desafiar algumas das melhores equipas do mundo, ganhou as últimas oito provas nacionais de forma consecutiva entre Campeonato, Taça e Supertaça e chegou de forma inédita aos quartos da Liga dos Campeões em 2024/25 – com muita influência dos irmãos Martim e Kiko Costa, por quem os leões desembolsaram 300 mil euros na sequência da ida de Pedro Valdés para o FC Porto. O hóquei em patins, modalidade que teve sempre grande tradição no clube, iniciou uma nova era, renovou o plantel e, a par de uma Taça de Portugal e de uma Supertaça, ganhou um inédito Mundial de Clubes na Argentina batendo o Barcelona em 2025 após conseguir mais uma Liga dos Campeões no ano anterior.

Num outro patamar, o voleibol, que durante alguns anos não teve argumentos para contrariar o ascendente do Benfica, desenhou uma nova base com João Coelho, encontrou melhores soluções e, depois de uma Taça de Portugal, conseguiu vencer o Campeonato, a Taça Ibérica e duas Supertaças desde 2024/25, regressando também à Liga dos Campeões três décadas depois. Já o basquetebol, que ganhou três Taças de Portugal de forma consecutiva, teve um hiato de duas épocas sem vitórias, promoveu o regresso de Luís Magalhães e ganhou uma Supertaça, uma Taça Hugo dos Santos e a Taça de Portugal desta temporada, mostrando agora mais argumentos para poder desafiar aquilo que tem sido o peso hegemónico do Benfica no Campeonato.

https://observador.pt/2025/05/07/o-fim-de-uma-era-sporting-vence-benfica-na-negra-e-sagra-se-campeao-na-luz-sete-anos-depois/

Além dos títulos regionais e nacionais em modalidades que sempre tiveram tradição no clube, com atletismo, natação, ginástica e ténis de mesa à cabeça mas passando também por judo, râguebi feminino, desportos de combate ou triatlo, o Sporting foi tentando manter a veia eclética muito assente na formação dentro de uma lógica de orçamentos mais controlados, continuou com a aposta no desporto adaptado e apoiou modalidades que têm agora ganho outra expressão como surf, esports ou automobilismo, entre outras. Só mesmo o Projeto Olímpico, que até por uma questão histórica fez sempre parte daquilo que é o ADN do clube e que teve duas medalhas em Tóquio-2020 (prata de Patrícia Mamona e bronze de Jorge Fonseca), foi perdendo fulgor, sobretudo em comparação com o crescimento do Benfica e até, de forma mais recente, do FC Porto, além do bilhar, que com o fecho do fosso acabou por encerrar apesar de ser uma modalidade histórica.

Finanças. Dos constantes lucros da SAD ao financiamento de 225 milhões para o Estádio

A pandemia da Covid-19 teve reflexos diretos nas contas do clube e da SAD, à semelhança do que aconteceu em muitos outros clubes, sociedades ou instituições, mas o primeiro exercício anual apresentado no segundo mandato, em 2022, acabou por servir de barómetro para aquilo que se tornou mesmo uma regra em vez de mera “exceção”: contas sempre positivas (25 milhões em 2021/22, 25,2 milhões em 2022/23, 12,1 milhões em 2023/24, 20 milhões em 2024/25, um lucro recorde de 32 milhões no primeiro semestre de 2025/26), resultados operacionais com ou sem transações de jogadores estabilizados em níveis crescentes, recordes de maior volume de negócios, crescimento das receitas advindas do merchandising e da bilhética. A última comunicação enviada à CMVM, referente aos seis meses iniciais desta época, mostrava essa evolução noutros parâmetros, com a maior venda de sempre de um jogador (Viktor Gyökeres) a ser “compensada” com o maior investimento no plantel e com “hospitalidade” e venda de lugares anuais sempre em crescendo.

https://observador.pt/especiais/ameacas-interessados-sem-ofertas-mensagens-a-varandas-processo-e-a-chave-variavel-os-bastidores-dos-45-dias-da-novela-gyokeres/

“O passivo aumentou face a 2018, sim. A diferença é que quando chegámos em 2018 o Sporting tinha em incumprimento 50 milhões, 42 milhões desses a clubes e jogadores. Agora temos 500 milhões de passivo, temos 100 milhões de fundo de maneio. Dívida é só dívida. Não é a mesma coisa ter 200 milhões de dívida com incumprimento e risco de insolvência. O Sporting agora cumpre com todos. O passivo aumentou para duplicar as receitas. Onde aumentou a dívida de fornecedores? Deve-se à compra de jogadores, investimento. O que interessa no balanço de uma empresa, qualquer empresa, é o passivo versus ativo. O Sporting aumentou o passivo, investindo. Sabe qual era o valor do plantel em 2018? Estava avaliado em 140 milhões. Era o ativo. Hoje é de 470 milhões, o ativo triplicou”, apontou no debate na Sporting TV com Bruno Sá.

https://observador.pt/especiais/eleicoes-sporting-o-debate-que-se-tornou-numa-entrevista-com-dois-jornalistas-um-candidato-onde-o-entrevistado-falou-mais-meia-hora/

Também no clube foram-se registando resultados que antes não se viam, nomeadamente no Relatório que chegou a um lucro recorde de 13,6 milhões de euros fruto do sucesso da reestruturação financeira. Ao mesmo tempo, e naquelas que são forças motrizes em termos de encaixe, o valor das quotizações e ainda das inscrições nas modalidades foram aumentando – o que permite depois dar outras “folgas” ao que se gasta nas modalidades que não o futebol, que de forma estrutural têm mais dificuldades em angariar patrocínios.

Os capitais próprios do grupo também saltaram para terreno positivo, havendo em contrapartida duas novas “ferramentas” que terão de ser pagas a breve e médio/longo prazo: o novo empréstimo obrigacionistas de 50 milhões de euros, que teve uma procura 1,33 vezes superior à oferta e que permitiu liquidar o anterior, e o recente financiamento global de 225 milhões de euros contraído para concretizar a reabilitação de Estádio e zonas envolventes numa operação com obrigações com prazo de maturidade até 28 anos e com uma taxa de juro fixa de 5,75% numa operação que foi conduzida pelo banco norte-americano JP Morgan. “O mercado deu razão ao Sporting, que estava na altura ideal de o fazer. Tivemos procura de nove vezes mais, dois mil milhões que quiseram investir no Sporting. Falamos de investidores internacionais de referência e o crédito de risco foi avaliado em credit investment rate“, destacou também no mesmo debate televisivo.

https://observador.pt/2026/02/28/investimento-recorde-rendimentos-maximos-resultados-para-a-historia-sporting-sad-fecha-1-o-semestre-com-lucro-de-32-milhoes-de-euros/

infraestruturas. 50 milhões investidos e 150 milhões para investir em busca de uma Nova Era

Este acaba por ser o ponto central de toda a estratégia para o Sporting a médio/longo prazo, num projeto que vai além de presidentes e mandatos e tem como objetivo colocar os leões a faturar 170,3 milhões de euros no ano de 2034, o dobro face aos 85,2 milhões de receita da temporada 2023/24. É esta projeção que garante num plano teórico aquilo que será a amortização a 28 anos do financiamento global de 22 milhões de euros à taxa de 5,75%, desviando em termos de ideia conceptual o Sporting de uma realidade como aquela que se viu nos anos seguintes à construção de todo o complexo Alvaláxia XXI – a rentabilidade do Alvaláxia, também pelo atraso da edificação nos terrenos do antigo recinto que fez com fosse uma zona “morta” (só agora esse espaço, que será chamado de Campo Novo, está em processo de conclusão), nunca foi a esperada, a venda de bancadas a grandes marcas nunca atingiu os montantes esperados, a amortização de dívida tornou-se um “peso” e o novo estádio entrou numa lógica contrária à de “pagar-se por si próprio”.

https://observador.pt/2024/09/19/sporting-vai-abrir-sad-a-parceiro-minoritario-e-comprar-o-alvalaxia-os-planos-dos-leoes-para-a-proxima-decada/

Assim, depois dos 12 milhões de euros com fundos próprios investidos na requalificação da Academia, a que se juntarão ainda nos próximos anos mais três milhões de euros no espaço utilizado atualmente no Polo do Estádio Universitário de Lisboa, tudo será centrado no coração do clube, o Estádio José Alvalade. Há muito que foram sendo feitas mudanças no recinto, do aumento do número de portas com novos torniquetes à troca de todas as cadeiras além do fim dos azulejos no exterior, passando recentemente pela reabilitação de vários espaços interiores, camarotes, Lugares de Leão, espaços corporate, balneários e o fecho do fosso, algo que irá continuar a acontecer em zonas do estádio que também mudarão de figurino a nível de bares e instalações sanitárias. No entanto, as principais alterações surgirão noutros locais daquilo que será denominado de Cidade Sporting, naquilo que é descrito como “experiência holística” em todo o espaço até ao Pavilhão.

A colocação dos novos ecrãs gigantes e a troca de todo o sistema de LED farão diferença no recinto, haverá também o elevador panorâmico na Praça Centenário que promete ser outro símbolo da reformulação deste Alvalade 2.0, mas será no Alvaláxia que existirão mais alterações, não só com aquilo que Varandas descreveu como “o melhor e mais moderno Museu desportivo em Portugal” mas também megastores, zonas de sports bar com possibilidade de ligação ao estádio e melhoramentos na zona envolvente que dá acesso ao Pavilhão João Rocha (o Multidesportivo não deverá agora sofrer muitas mudanças, tendo em conta que também foi alvo de uma profunda revolução de alto a baixo). Ao todo, além dos 50 milhões de euros que já foram gastos em intervenções feitas no Estádio José Alvalade, estima-se que existam mais 150 milhões investidos. 

https://observador.pt/2025/11/13/adeptos-vao-poder-escolher-entre-camisola-a-b-ou-c-leoes-explicam-como-querem-colocar-sporting-como-um-estilo-de-vida/

Esse será um dos motores do novo ecossistema que os leões pretendem implementar, que cruza os vetores entretenimento, bem-estar e lifestyle em busca de um clube virado para a modernidade que pretende olhar para as mudanças no mundo e na forma de estar das pessoas para potenciar receitas. “O mundo mudou por completo e entrou numa nova era, designada de 4.ª Revolução Industrial. Existe uma nova visão do mundo, o nosso quotidiano está a mudar a um ritmo sem precedentes e com inovação tecnológica contínua. A palavra de ordem é adaptação. Mais do que nunca, a capacidade de resiliência e aprendizagem que indivíduos e organizações têm que ter para se adaptarem à nova realidade, e muito rapidamente, será determinante para a sua sobrevivência. O documento de visão estratégica é um resultado do trabalho de seis anos, em que construímos pontes para que o Sporting tivesse condições quer interna, quer externamente para fazer face aos desafios de contexto, em particular aqueles que o setor do Desporto atravessa”, defendeu.

https://observador.pt/2025/02/28/com-receitas-comerciais-mais-altas-seremos-capazes-de-adquirir-melhores-jogadores-a-importancia-de-alvalade-num-modelo-de-negocio/

Relações com rivais. A piorar com o FC Porto (com e sem AVB), “normais” com o Benfica

A relação com o FC Porto foi sempre marcada pela tensão e pela troca de críticas enquanto Pinto da Costa era presidente dos dragões, a relação com o FC Porto adensou essa tensão e troca de críticas desde que André Villas-Boas assumiu a liderança dos azuis e brancos em abril de 2024. Houve promessas de “lufadas de ar fresco” com uma nova geração de dirigentes ligada de variadas formas ao desporto mas nem por isso o tom, a postura ou o conteúdo das acusações foi alterado. Aliás, este mandato de Frederico Varandas adensou essa rivalidade mais a Norte do que propriamente se sente em relação ao Benfica. Razão intrínseca? As acusações portistas de que o Sporting estava a ser beneficiado pela arbitragem, pelo Conselho de Arbitragem e até pela própria Federação, as respostas leoninas de que o FC Porto mentia e tinha “memória curta”, tendo como principal meta voltar a dominar todos os centros de poder do futebol nacional como acontecera antes.

https://observador.pt/2026/03/04/castigo-da-china-suspensao-de-suarez-medo-do-rival-cobardia-a-zona-mista-de-villas-boas-e-varandas-apos-o-classico/

Um eventual corte de relações chegou a ser pedido por adeptos dos dois lados, algo que os líderes acabaram sempre por recusar ainda com a esperança de que os pontos de interesse comum que ainda existem, como a valorização da Liga como um produto ou a centralização dos direitos audiovisuais a partir de 2028, acabem por ficar por cima das quezílias constantes com o passar das semanas (e das jornadas). No entanto, é claro o ambiente crescente de tensão nos clássicos entre Sporting e FC Porto, tanto que, no último encontro para a Taça de Portugal em Alvalade, não viram pela primeira vez o encontro juntos na primeira fila – sendo que, pelo meio, houve inquéritos disciplinares instaurados aos dois presidentes, que têm sido arquivados. Esse choque acaba por reforçar posições num plano interno mas vai escalando para fora, com Villas-Boas a acusar Varandas de condicionar os órgãos de decisão e Varandas a falar de “mentiras e falta de ética”.

Também houve alguns choques com o Benfica, sobretudo quando os encarnados começaram a disparar comunicados e publicações nas redes sociais apontando a decisões de arbitragem nos jogos do Sporting, mas a relação com os rivais lisboetas é diferente até pelas “lutas” que travaram em conjunto, da figura de Pedro Proença para a liderança da Federação ao nome de Reinaldo Teixeira para ser presidente da Liga (neste caso contra o candidato apoiado por FC Porto e Sp. Braga, José Gomes Mendes), passando pelo sufrágio recente de Vítor Filipe na Associação de Futebol de Lisboa onde leões e encarnados apoiavam a lista derrotada, que era liderada por Rui Rodrigues. Só mesmo durante as eleições do clube da Luz, em novembro, houve uma fase de mais críticas aos leões, algo que Varandas interpretou como efeito do contexto que as águias viviam.

A diferença do tom dos discursos do presidente do Sporting nas receções na Câmara após ser campeão são um bom exemplo dessa mudança. “Seria uma injustiça confundir duas grandes instituições [Benfica e FC Porto] com as pessoas que representam essas instituições. Para uns, não venceram porque foram o único clube do mundo a ter Covid-19, para outros só tiveram 16 penáltis. Nós sabemos e eles também sabem que o Sporting venceu por ter sido mais competente. Ouvi que a festa tinha sido um espetáculo degradante. É verdade que existiram excessos impossíveis de conter mas degradante, para mim, para o clube que tenho a honra de presidir, é estar envolto em escutas, ouvir a minha voz em escutas de corrupção há anos. Isso, para nós, é que é degradante (…) Quando acordamos e vemos mais notícias de suspeição, de corrupção, esta vitória é uma luz ao fundo do túnel, um alento e uma esperança para muita gente. Hoje é um daqueles dias em que os avós podem chegar a casa e dizer aos netos que os do bem também têm força, também têm coragem, também têm resiliência e, sobretudo, também ganham”, apontou no título de 2021.

https://observador.pt/2021/05/20/e-o-dia-em-que-os-avos-podem-dizer-aos-netos-que-os-do-bem-tambem-ganham-sporting-recebido-por-medina-na-camara-de-lisboa/

“Uma palavra para o nosso eterno rival. Para vencermos este Campeonato o nosso rival obrigou-nos a ter de bater todos os nossos recordes. Para um digno vencido, o nosso respeito e consideração (…) O Sporting demonstra que é possível vencer com coragem, com dignidade, com integridade, sem a mancha de processos judiciais e sem qualquer guarda pretoriana paga”, referiu em 2024, neste caso dirigindo bem mais o foco para o FC Porto do que para o Benfica. “Que luta que foi… O nosso rival foi um digno vencido mas valorizou a nossa conquista. Honra ao nosso grande rival, eles não venceram mas não deixaram de fazer um grande Campeonato. Desde que esta Direção entrou, o Sporting ganhou três Campeonatos, os rivais dois cada. Desde 2018 o Sporting é o número 1 em Portugal e em 2018 não ganhava há 17 anos e estava no seu pior momento da história”, destacou no ano passado, neste caso passando quase ao lado dos adversários.

https://observador.pt/2025/05/19/desde-2018-que-somos-o-numero-1-em-portugal-varandas-defende-rui-borges-ataca-futuro-e-deixa-farpa-as-forcas-de-seguranca/