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Secretário de Energia dos EUA apaga publicação sobre a escolta americana a petroleiro em Ormuz que fez baixar petróleo até ser retirada

O secretário de Energia anunciou que a marinha americana tinha escoltado um petroleiro no Estreito de Ormuz e fez cair preço do petróleo. Mas apagou publicação cujo conteúdo a Casa Branca negou.

Ana Suspiro
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O secretário americano da Energia fez uma publicação numa rede social a dar conta de que a marinha americana tinha escoltado com sucesso um petroleiro que atravessava o Estreito de Ormuz. Esta porta de entrada no Golfo Pérsico tem estado fechada à navegação desde que o Irão ameaçou disparar sobre os navios que arriscassem passar por lá, praticamente logo a seguir ao ataque dos Estados Unidos e de Israel. Daí que a declaração de Chris Wright tenha sido bem recebida nos mercados.

Segundo a cadeia americana CNBC, as cotações do petróleo acentuaram o recuo a partir deste momento, chegando a cair cerca de 13% nos mercados americano e europeu. No entanto, a publicação de Chris Wright foi apagada e o petróleo inverteu a tendência de queda, voltando a subir.

Apesar de apagada, a CNBC mostra uma foto da referida publicação feita na rede social X, na qual Chris Wright afirmava: “A marinha dos Estados Unidos escoltou com sucesso um petroleiro através do Estreito de Ormuz para assegurar que o petróleo continua a fluir para os mercados globais”.

A Casa Branca veio entretanto afirmar que não houve qualquer escolta americana a petroleiros no Estreito de Ormuz, desmentindo o membro da Administração Trump.

O fecho deste estreito por onde passam pelo menos um quinto do petróleo e do gás natural consumido no mundo está a ser apontado como a principal causa para a subida destes produtos. Só na segunda-feira, o petróleo chegou perto dos 120 dólares por barril, o maior ganho diário de sempre, tendo fechado a cair depois de notícias de que as maiores economias mundiais reunidas no G7 iam libertar uma parte das reservas estratégicas para responder à procura por satisfazer devido ao bloqueio de Ormuz.

O petróleo chegou a negociar bem abaixo dos 90 dólares por barril, mas voltou a recuperar, apesar de ainda estar a registar perdas face ao valor atingido na segunda-feira.

A expectativa dos mercados vira-se para a reunião marcada para esta terça-feira governos do G7 — Estados Unidos, Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido — com a Agência Internacional de Energia para uma eventual decisão de libertar uma parte das reservas estratégicas desses países. Numa reunião preparatória foram discutidas todas “as opções disponíveis, incluindo a cedência dos stocks de petróleo de emergência da agência”. A IEA (sigla inglesa da Agência Internacional de Energia) e os países membros possuem atualmente cerca de 1,2 milhões de barris de emergência, com um adicional de 600 milhões de stocks industriais que estão debaixo da obrigação dos governos.