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Ministro dos Negócios Estrangeiros israelita afasta cenário de "guerra interminável"

Chefe da diplomacia israelita não especificou por quanto tempo se pode prolongar a guerra, apelando à comunidade internacional que vá "mais longe" e que se cortem os laços diplomáticos com o Irão.

Agência Lusa
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O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita declarou esta terça-feira que o país não procura uma “guerra interminável” com o Irão e o conflito vai terminar quando, “a seu tempo”, consultar os Estados Unidos sobre o momento apropriado.

“Consultaremos os nossos amigos americanos quando considerarmos o momento certo para o fazer. Não procuramos uma guerra interminável”, afirmou Gideon Saar, numa conferência de imprensa em Jerusalém com o homólogo alemão, Johann Wadephul.

O chefe da diplomacia israelita assinalou que já foram alcançados “grandes sucessos” desde o início dos ataques aéreos dos Estados Unidos e Israel no Irão, a 28 de fevereiro, apontando danos no programa nuclear iraniano, no sistema de mísseis e alvos do regime atingidos.

No entanto, não sinalizou quanto tempo pode o conflito demorar, no dia em que o Presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu a possibilidade de negociações, pouco depois de ter exigido a rendição incondicional do regime iraniano.

Gideon Saar apelou para a comunidade internacional que vá “mais longe” e que sejam rompidos os laços diplomáticos com Teerão.

Como exemplo, o ministro israelita lembrou que Berlim liderou o processo de designação da Guarda Revolucionária do Irão como organização terrorista na UE.

“O chanceler [alemão, Friedrich] Mertz tinha razão ao dizer que Israel está a fazer o trabalho sujo de todos. A comunidade internacional desfruta dos resultados das nossas ações, mas nem sempre nos apoia”, criticou.

Nesse sentido, referiu-se ao Líbano, onde o grupo xiita Hezbollah se juntou à resposta militar do Irão e começou a lançar ataques aéreos contra Israel.

“Até agora, ninguém, nem mesmo a gloriosa FINUL [força de paz da ONU no Líbano], fez nada de significativo para resolver o problema”, disse Gideon Saar.

Desde 28 de fevereiro, o Irão tem disparado vagas de mísseis e drones contra Israel e os países do Médio Oriente que albergam instalações militares dos Estados Unidos e condicionou o tráfego marítimo no estreito de Ormuz.

Num conflito que assumiu uma dimensão regional logo nos primeiros dias, Israel intensificou os ataques aéreos contra alegados alvos do Hezbollah no Líbano e expandiu as posições militares que já ocupava no sul do país vizinho, apesar da presença da FINUL na mesma região.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) indicou que a ofensiva israelita no Líbano matou 486 civis e feriu 1.313, enquanto o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) registou 667 mil deslocados.