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(A) :: Recluso que matou Ian Huntley, condenado por assassinar duas crianças em 2022, acusado de homicídio

Recluso que matou Ian Huntley, condenado por assassinar duas crianças em 2022, acusado de homicídio

Anthony Russell, a cumprir pena devido ao assassinato de três pessoas e a crimes de violação, vai ser presente a tribunal esta quarta-feira. Atacou Ian Huntley com uma barra de metal.

Manuel Conceição Carvalho
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O recluso que matou Ian Huntley, o homem condenado pela morte de Holly Wells e Jessica Chapman em 2002, foi formalmente acusado de homicídio. Segundo a BBC, Anthony Russell, a cumprir pena devido ao assassinato de três pessoas e a crimes de violação, vai ser presente a tribunal esta quarta-feira, através de videoconferência.

Ian Huntley, também conhecido por ‘Assassino de Soham’ — alcunha que adquiriu depois de matar as duas crianças de 10 anos —, morreu no último sábado na sequência do ataque de Russell com uma barra de metal na Ala A da prisão de alta segurança de Frankland, em Durham, Inglaterra.

Samantha Bryan, filha de Huntley, assumiu, em declarações à BBC, ter sentido alívio com notícia da morte, defendendo haver “um lugar especial no inferno” para o seu pai. “Senti como se pudesse respirar novamente. Senti que, se ele morresse, esse fardo morreria com ele. Sempre fui julgada por ser sua filha – tem sido muito difícil lidar com isso ao longo dos anos”, afirmou.

Huntley já tinha sido alvo de três tentativas de homicídio. Em 2005, um recluso atirou-lhe água a ferver na prisão de Wakefield, Inglaterra, e, em 2010, um outro tentou cortar-lhe a garganta com uma lâmina de barbear. Em maio de 2018, Huntley disse ter sido alvo de outra tentativa de homicídio na sua própria cela, relembra o The Sun.

https://observador.pt/2026/03/02/condenado-por-matar-duas-criancas-em-2002-ian-huntley-sofre-ataque-violento-que-o-deixa-com-5-de-hipoteses-de-sobrevivencia/

Não se sabe ao certo os motivos dos ataques, mas a brutalidade do crime que colocou Huntley atrás das grades em 2003 pode ajudar a explicá-los. De acordo a BBC, Ian Huntley usava na prisão uma camisola do Manchester United e isso era motivo de conflito com outros reclusos, uma vez que as duas crianças que Huntley matou em 2002 foram vistas com camisolas do clube pouco antes de desaparecerem.

Ian Huntley, preso há mais de duas décadas, estava cumprir duas penas de prisão perpétua e só poderia requerer a sua libertação em 2042, depois de lhe ser estipulado um período mínimo de 40 anos de cadeia antes de qualquer possibilidade de liberdade condicional.