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(A) :: "Não estamos a resolver problemas de hoje para ter problemas amanhã". Presidente do Banco de Fomento garante "rigor" nas garantias

"Não estamos a resolver problemas de hoje para ter problemas amanhã". Presidente do Banco de Fomento garante "rigor" nas garantias

Gonçalo Regalado, presidente do Banco Português de Fomento, diz que a instituição teve "o melhor ano da sua produção histórica", logo no seu primeiro ano de mandato. Mas tudo é feito com "prudência".

Edgar Caetano
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O Banco Português de Fomento (BPF) teve em 2025 “o melhor ano da sua produção histórica”, logo no primeiro ano de mandato da nova administração liderada por Gonçalo Regalado, salienta o próprio, destacando uma produção de 5,7 mil milhões em crédito empresarial com garantias do BPF que devem, em 2026, superar os seis mil milhões. Mas tudo é feito com “prudência”, porque “não estamos a resolver problemas de hoje para ter problemas amanhã”.

No discurso de encerramento do Fórum Banca 2026, organizado pelo Jornal Económico, Gonçalo Regalado lançou um repto às empresas para que deem uso à “capacidade que têm de investir em inovação e no reforço das suas operações”. Anteriormente, a sessão ficara marcada pelas críticas do ministro da Economia e Coesão Territorial (a que os bancos responderam de imediato) sobre a razão por que as empresas têm hoje mais depósitos do que crédito, uma “situação anómala” pela qual o ministro responsabilizou a banca.

Os bancos comerciais querem fazer crédito, o BPF quer conceder garantias, o sistema financeiro está a funcionar e é robusto e só precisamos de mobilizar os empresários para fazerem mais e melhores projetos”, sublinhou Gonçalo Regalado, contornando a polémica com elogios a todas as partes, incluindo à banca comercial, que tem sido um “parceiro” essencial, como já tinha sido na pandemia.

O gestor salientou que hoje “as empresas estão mais capitalizadas, têm mais depósitos e têm condições de fazer investimentos, seja com os seus depósitos, seja com crédito bancário, seja com as garantias públicas ou europeias”.

https://observador.pt/2026/03/10/ministro-da-economia-anuncia-973-milhoes-em-fundos-europeus-a-fundo-perdido-para-as-empresas-inovarem/

No que diz respeito ao BPF, depois de um ano em que foram concedidos, em termos brutos, 5,7 mil milhões de créditos envolvendo esta instituição pública, Gonçalo Regalado quer em 2026 superar os seis mil milhões e apoiar mais de 20 mil empresas – sempre com “rigor” e com “prudência”.

Não estamos a resolver problemas de hoje para ter problemas amanhã”, atirou.

O responsável repetiu, também, que as linhas de apoio à reconstrução das zonas afetadas pela tempestade Kristin e pelos eventos que se seguiram vão ter um reforço de mil milhões de euros, algo que já tinha sido anunciado em finais de fevereiro.

https://observador.pt/2026/02/25/linhas-de-apoio-a-reconstrucao-de-zonas-afetadas-pela-calamidade-reforcadas-para-tres-mil-milhoes-de-euros/