Aníbal Cavaco Silva está entre os 20 laureados com a recém-criada Ordem do Mérito Europeu, concedida pelo Parlamento Europeu. Esta é a primeira distinção europeia criada para homenagear as conquistas de individualidades que tenham dado contribuições significativas para a integração europeia, democracia e valores fundamentais estabelecidos nos Tratados da União Europeia, refere o Parlamento Europeu.
O antigo Presidente e primeiro-ministro português é agora Membro Honorário da Ordem Europeia do Mérito, ao lado de outras nove figuras europeias, como Pietro Parolin, cardeal e secretário de Estado da Santa Sé, ou Jean Claude Trichet, antigo presidente do Banco Central Europeu.
Honoured to announce the first appointments to the European Order of Merit.
— Roberta Metsola (@EP_President) March 10, 2026
These Europeans embody the remarkable diversity of excellence and commitment that drives Europe forward and strengthens its standing across the world.
Their extraordinary achievements remind us that… pic.twitter.com/gTZfS2Agqi
“A Europa foi sempre construída pelas pessoas. Colmatar divisões, quebrar barreiras, derrubar ditaduras e superar crises para um futuro melhor para o nosso continente. Este compromisso europeu merece ser celebrado. Com a Ordem Europeia do Mérito, honramos aqueles que não acreditaram simplesmente na Europa, mas que ajudaram a construí-la”, afirmou Roberta Metsola ao anunciar os primeiros laureados, selecionados pelo Comité de Seleção da Ordem, composto por Metsola, pelas vice-presidentes do Parlamento Europeu, Sophie Wilmès e Ewa Kopacz, e por José Manuel Durão Barroso, Michel Barnier, Josep Borrell e Enrico Letta. As propostas de nomeação foram apresentadas por chefes de Estado ou de Governo, presidentes dos parlamentos nacionais e presidentes das instituições europeias.
A Ordem Europeia do Mérito é composta por três níveis de distinção crescente: membro, na qual se enquadram, por exemplo, os integrantes da banda U2; membro honorário, distinção concedida, por exemplo, a Cavaco Silva, e membro insígnia. Este último reconhecimento será concedido, para já, a apenas três pessoas: a antiga chanceler alemã, Ângela Merkel, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky e Lech Wałęsa, o líder do movimento Solidarnosc e antigo Presidente polaco.