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"O ChatGPT foi o meu treinador", diz biatleta cego que venceu medalha de prata nos Jogos Paralímpicos de Inverno

O ucraniano Maksym Murashkovskyi subiu ao pódio em Itália e dedicou a conquista à ferramenta de Inteligência Artificial, que revelou consultar como um "psicólogo, treinador e, às vezes, como médico".

Larissa Faria
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A precisão na performance de um biatleta ucraniano chamou a atenção nos Jogos Paralímpicos de Inverno de 2026, em Itália. E não foi simplesmente pelo facto de Maksym Murashkovskyi, de 25 anos, ser invisual. Na sua segunda prova paralímpica, que combinou esqui de fundo e tiro ao alvo, o desportista não errou nenhum tiro e mostrou-se tranquilo com a conquista da medalha de prata, cujo mérito atribuiu ao ChatGPT. “Não se tratava apenas de tática. Metade do meu plano de treino e motivação [foi desenvolvido pela Inteligência Artificial]”, admitiu ao The Guardian.

https://twitter.com/Paralympics/status/2031142761789841408

“Durante seis meses, utilizei-o como psicólogo, treinador e, às vezes, como médico“, admitiu. “É uma tecnologia revolucionária”, disse, ao revelar que a ferramenta substituiu o treino com um personal trainer, apesar de acreditar que estes profissionais não tenham de se preocupar, “por enquanto”, em serem substituídos.

Mas o mesmo chatbot que ajudou Murashkovskyi a alcançar o pódio foi também utilizado na guerra contra o seu país, de forma a mapear zonas que poderiam ser atingidas. “Funciona como na química ou na biologia. Alguém pode usar estes conhecimentos para o bem e para o mal. No meu caso, uso para aprender idiomas e para desenvolver os meus treinos desportivos”, disse aos jornalistas. Em 2023, o atleta conquistou uma medalha de bronze no Campeonato Mundial de Esqui de Fundo Paralímpico, na Suécia.

Os Jogos Paralímpicos de Inverno decorrem desde o dia 6 até 15 de março.