Foram encontrados após uma manifestação “anti-islâmica” à porta da residência oficial, a Gracie Mansion, do presidente da Câmara da Cidade de Nova Iorque este fim de semana. Os dois engenhos explosivos, duas bombas improvisadas, não explodiram e Zohran Mamdani não estava em casa. Mas esta segunda-feira, a comissária da polícia de Nova Iorque confirmou a detenção de dois homens e a abertura de uma investigação a um “ato de terrorismo inspirado pelo Estado Islâmico“.
A responsável pela NYPD, Jessica Tisch, revelou que após uma análise aos engenhos, encontraram vestígios de peróxido de acetona, o composto que descreveu como sendo um “explosivo caseiro perigoso e extremamente volátil, que é utilizado em vários ataques em todo o mundo”, abrindo a porta a um possível crime de terrorismo, cometido de acordo com os métodos do ISIS. Para além dos dois dispositivos arremessados para a residência oficial de Zohran Mamdani, as autoridades nova-iorquinas encontraram ainda um terceiro num veículo próximo do protesto.
Mamdani e a mulher, Rama Duwaji, não estavam na residência na hora do acontecimento, revelou o autarca numa conferência de imprensa conjunta com a comissária na manhã desta segunda-feira. Zohran Mamdani descreveu a manifestação como sendo “vil” e “enraizada na supremacia branca”. Durante o fim de semana, o presidente da Câmara da Cidade de Nova Iorque criticou o protesto, referindo ter origens “racistas” e considerando que este tipo de comportamentos “não tinham lugar em Nova Iorque”.
“O que se seguiu foi ainda mais perturbador. A violência num protesto nunca é aceitável. A tentativa de utilizar um engenho explosivo e magoar os outros não só é criminoso, como é repreensível e a antítese de quem somos”, reagiu Mamdani, no rescaldo dos acontecimentos à porta da Gracie Mansion.
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Com a movimentação dos nova iorquinos de extrema-direita até à residência oficial do autarca, apareceu cerca de uma centena de “contra-manifestantes”. De acordo com o New York Times, terá sido um “contra-manifestante” a atirar a bomba caseira. A comissária Jessica Tisch não revelou a identidade dos dois detidos durante o fim de semana nem confirmou esta hipótese, reiterando apenas a abertura de uma investigação sobre um potencial ato de terrorismo.