40 minutos chegaram para o menino de 17 anos deixar a sua marca no clássico. Depois de ter sido relegado para o banco em Alvalade, no jogo da Taça de Portugal em que Francesco Farioli optou por rodar mais de metade do seu onze, Oskar Pietuszewski voltou à titularidade este domingo, frente ao Benfica. O polaco foi, precisamente, a única novidade nas duas equipas em relação aos outros dois clássicos da presente temporada. À beira do intervalo, o FC Porto aproveitou um momento em que os encarnados tinham bastantes elementos junto à sua área para sair em contra-ataque, com Victor Froholdt a lançar o jovem de 17 anos com um passe de trivela. Pietuszewski recebeu em campo aberto a meio-campo, conduziu para a área, encarou Nico Otamendi, sentou o capitão benfiquista com uma simulação e, de pé esquerdo, bateu Anatoliy Trubin com um remate forte.
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Foi assim que o extremo deixou a sua marca no clássico da Luz, no qual continuou a colecionar recordes, depois de ter feito, recentemente, o golo mais rápido da história do Estádio do Dragão. Aos 17 anos e nove meses, Oskar Pietuszewski tornou-se no jogador mais jovem do FC Porto a marcar no clássico frente ao Benfica, superando Carlos Nunes (18 anos e 5 meses, em 1933) e Serafim (18 anos e 8 meses, 1962). Para além disso, o polaco é agora o segundo mais jovem de sempre a marcar em duelos entre águias e dragões, sendo apenas superado pelo benfiquista Guilherme Espírito Santo (17 anos e 4 meses, 1937). Atrás de si está Fernando Chalana (17 anos e 11 meses, 1977). De notar que este foi o segundo jogo consecutivo de Pietuszewski a marcar.
[Veja o golo de Oskar Pietuszewski no clássico frente ao Benfica:]
O camisola 77 terminou o jogo ao minuto 64, altura em que teve de ser substituído por Borja Sainz por estar bastante cansado. Até esse momento, Oskar causou bastantes problemas a Amar Dedic no corredor esquerdo dos azuis e brancos, terminando o clássico com dois remates, 0,77 golos esperados, cinco passes precisos (em nove, 56% de eficácia), um passe no meio-campo adversário (em três), 29 toques na bola (só foi mal-sucedido em dois), dois dribles (em três) e uma falta sofrida. Em termos de condução de bola, Pietuszewski teve oito conduções, três em progressão, e ganhou um total de 144,2 metros. A condução mais longa registou-se no golo: 42,7 metros.
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Em termos defensivos, o polaco esteve, como habitual, a um nível menos elevado, ainda que tenha somado cinco contribuições defensivas, três cortes (em quatro tentados), um alívio, três recuperações e sete duelos no solo ganhos (em 12). No final do jogo, Oskar Pietuszewski foi dos jogadores mais ovacionados pelos adeptos portistas que marcaram presença no Estádio da Luz. Esta exibição aconteceu numa altura em que a imprensa polaca tem feito manchetes com a possível chamada do jovem de 17 anos à seleção principal do país, o que levou o selecionador Jan Urban a manifestar-se publicamente.
https://twitter.com/FCPorto/status/2030720437924053019?s=20
“Perguntam-me sempre pelo Pietuszewski. Entendo que o vosso trabalho é perguntar, mas eu ainda não posso dizer nada. Estamos a acompanhar o progresso dele, tal como o de outros candidatos à seleção. Talvez consideremos que vale a pena convocá-lo para os playoffs, mas é igualmente provável que continue a jogar nos Sub-21. Como já referi, a situação no futebol muda rapidamente. A convocatória nunca está fechada. Claro que ele pode ser convocado. Mas é preciso pensar no que é melhor para ele: jogar na equipa de Sub-21 e no clube ou ficar no banco da seleção principal e jogar apenas 10 ou 15 minutos”, explicou o treinador ao portal sport.pl.