A polícia norueguesa declarou neste domingo que está a investigar as causas da explosão durante a noite na embaixada americana em Oslo, admitindo a possibilidade de um ato terrorista.
“Uma das hipóteses é que se trate de um ato terrorista, mas não estamos a concentrar-nos apenas nessa pista”, afirmou Frode Larsen, chefe da unidade conjunta de investigação e informações da polícia, à emissora pública NRK.
“Temos de permanecer abertos à possibilidade de que possam existir outras causas por detrás do que aconteceu”, acrescentou o responsável.
Cerca da 01h00 locais (02h00 em Lisboa), “foi relatada uma forte explosão no local” junto à embaixada, referem as autoridades norueguesas, em comunicado publicado ‘online’. “Não houve feridos”, afirmou a polícia.
Testemunhas citadas pela imprensa local confirmaram um forte estrondo e, em seguida, uma coluna de fumo sobre a área da representação diplomática.
“A polícia dispõe de amplos recursos para manter a segurança nos arredores da embaixada dos EUA”, salientam as autoridades, recordando que a investigação permanece em curso, uma vez que “não há informações sobre o que aconteceu exatamente nem quem poderia estar envolvido”.
De acordo com o responsável da proteção civil norueguesa, Mikael Dellemyr, citado pela televisão norueguesa TV2, verificaram-se “danos menores na entrada consular” da embaixada.
A polícia selou a área para se certificar de que não há mais objetos perigosos e para procurar os autores ou pessoas que possam estar envolvidas no incidente.
Por enquanto, as autoridades não relacionam o incidente com a guerra no Irão e no Médio Oriente, porque “é muito precoce” qualquer tipo de conclusão e porque não existia “uma ameaça conhecida contra a embaixada”, disse Dellemyr.
A explosão ocorreu dias depois de o Governo dos EUA ter lançado um alerta a várias embaixadas devido à guerra que aos ataques israelitas e norte-americanos contra o Irão.
A ministra da Justiça e Situações de Emergência, Astri Aas-Hansen, disse à agência norueguesa NTB que a explosão na embaixada dos Estados Unidos em Oslo está a ser levada muito a sério e que se trata de um incidente “inaceitável”.