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Ninguém se ficou a rir no clássico da Luz: golo de Barbeito no último segundo dita novo empate entre Benfica e FC Porto

Num clássico que teve muitos erros de parte a parte, o Benfica começou a segunda parte a ganhar, o FC Porto remontou, marcou nos últimos segundos, mas um tiro de Barbeito ditou novo empate (29-29).

Tiago Gama Alexandre
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Antes do clássico da Luz, o clássico da Luz. A menos de 24 horas do pontapé de saída no futebol, Benfica e FC Porto enfrentaram-se nos pavilhões do Estádio da Luz, mas no andebol. Numa altura em que o Sporting continua a dominar a modalidade e segue disparado no primeiro lugar, o duelo deste sábado podia ser importante para carimbar o segundo lugar da fase regular, que terminou precisamente neste jogo, ainda que os portistas tenham dois jogos em atraso. A viverem momentos distintos, as águias partiram para o clássico depois de perderem em casa do Vardar na Liga Europeia, ao passo que os dragões bateram o Granollers com um golo no fim. Depois do empate na primeira volta (27-27), só a vitória interessava aos rivais de Lisboa e Porto.

https://observador.pt/2025/11/15/o-tira-teimas-acabou-como-comecou-fc-porto-e-benfica-empatam-no-dragao-arena-e-continuam-na-lideranca-a-condicao/

“Está claro que este jogo é o último da primeira fase e que estes pontos também contam. Vencendo, igualamos o FC Porto na classificação e começamos a segunda fase empatados. Por isso, este jogo é sempre importante, porque além de ser um clássico, é também um jogo em que os pontos contam. Temos de estar muito atentos, sobretudo ao ataque e ao contra-ataque deles. Ambos jogámos nas competições europeias. Neste momento, creio que temos mais dificuldade para fazer uma boa convocatória. Vimos de uma viagem longa e penso que temos de tentar chegar o mais descansados possível ao jogo para podermos disputá-lo com os jogadores que tivermos à disposição”, antecipou Jota González.

“Vamos com a vontade de ganhar, pois queremos terminar a fase regular com o maior número de pontos possível. Vamos lá com vontade e querer para conseguirmos a vitória. Sabemos da importância do jogo e do adversário que vamos ter pela frente, além de tudo o que envolve este jogo. É um jogo grande que se vai decidir nos detalhes. Vamos continuar a trabalhar para chegarmos lá preparados. É sempre bom [voltar aos clássicos], é uma sensação incrível. A atmosfera que se cria à volta deste jogo é muito boa e já tinha saudades, é verdade. Regresso? Está a ser uma maravilha. Fui bem recebido pelos atuais colegas e pelos colegas dos tempos antigos. Está a ser muito bom e estou a adaptar-me muito bem”, explicou Gilberto Duarte.

https://twitter.com/AndebolPortugal/status/2030037664733258042?s=20

O clássico começou favorável ao FC Porto, que se adiantou por Alexis Borges e, antes dos cinco minutos, colocou-se a vencer por dois, depois de Sebastian Abrahamsson ter travado um remate de Reinier Taboada e de Thorsteinn Gunnarsson ter marcado no contra-ataque (2-4). Logo a seguir, o islandês fez o 2-5 e, aos oito minutos, a sua equipa já vencia por 3-7. A meio da primeira parte, as águias aproveitaram a exclusão de Pedro Oliveira para empatarem, com Mikita Vailupau em grande plano (10-10). O jogo continuou equilibrado até ao intervalo, que chegou com os dragões em vantagem pela margem mínima, com Gunnarsson a perfilar-se como responsável por seis dos seus 15 golos (14-15).

https://twitter.com/FCPorto/status/2030391202156048833?s=20

Na segunda metade, o Benfica entrou com tudo e empatou de imediato por Taboada, com Stiven Valencia, logo a seguir, a colocar os encarnados pela primeira vez em vantagem (16-15). A partir daí, as águias ainda tiveram três golos de vantagem, mas eclipsaram-se depois de Magnus Andersson ter parado o jogo e os dragões acabaram por empatar (22-22), numa altura em que Gustavo Capdeville se evidenciava. A 13 minutos do fim, o FC Porto passou para a frente e, já na ponta final, chegou a ter golos de vantagem (26-28), mas Taboada reduziu e esteve perto de empatar, mas falhou a baliza nesse momento. Na resposta, a formação portista também falhou e, de livre de sete metros, Vailupau restabeleceu a igualdade (28-28). 

Já dentro dos últimos três minutos, Capdeville travou um remate frontal de Gunnarsson, seguindo-se um remate intercetado de Reinier Taboada. À entrada para o último minuto, Daymaro Salina ganhou espaço à entrada da área e colocou o FC Porto em vantagem e, a atacar em 7×6, o Benfica desperdiçou o empate, com Ante Grbavac a parar o remate de Miguel Sánchez-Migallón. A quatro segundos do fim, Capdeville recuperou a bola e colocou em Álex Barbeito, que arrancou pelo meio e, no último segundo, empatou o jogo com um remate forte e colocado (29-29). Feitas as contas, o clássico entre águias e dragões voltou a terminar empatado, num resultado que deixa o FC Porto a depender só de si para ser segundo, precisando de somar uma vitória e um empate frente a Avanca (fora) e Marítimo (casa). O Benfica termina a primeira fase com 57 pontos.

https://twitter.com/AndebolPortugal/status/2030407929556279526?s=20