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Rússia considera ameaça possível presença de armas nucleares na Finlândia

"Ao implantar armas nucleares, a Finlândia está a começar a ameaçar-nos", disse o porta-voz do Kremlin, acusando Helsínquia de estar a alimentar uma escalada das tensões no continente europeu.

Agência Lusa
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O Kremlin acusou esta sexta-feira a Finlândia de ameaçar a Rússia, depois de Helsínquia ter anunciado uma possível alteração da legislação que pode suprimir as restrições à presença de armas nucleares no país.

O porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, afirmou que as posições da Finlândia estão a conduzir a uma escalada das tensões no continente europeu.

“Ao implantar armas nucleares, a Finlândia está a começar a ameaçar-nos”, disse.

Peskov acrescentou que as autoridades de Moscovo devem tomar as medidas necessárias se a Finlândia ameaçar a Rússia.

Helsínquia anunciou na quinta-feira que estava a considerar a possibilidade de alinhar-se com a política de dissuasão da Aliança Atlântica.

De acordo com o ministro da Defesa finlandês, Antti Hakkanen, a proposta do Governo permitiria “a introdução de uma arma nuclear no país”, assim como o transporte, a entrega ou mesmo posse, se estiver “relacionada com a defesa militar da Finlândia”.

“As situações que não se enquadrem nesta exceção, a importação, o transporte, a entrega e a detenção de explosivos nucleares vão continuar proibidos”, acrescentou.

Hakkanen afirmou que o ambiente de segurança na Finlândia e na Europa mudou e deteriorou-se após o ataque em grande escala da Rússia contra a Ucrânia em 2022.

A Finlândia abandonou a política de neutralidade militar, vigente há décadas, ao aderir à NATO em Abril de 2023.

A mudança de política obrigou a alterações na legislação sobre energia nuclear e no código penal do país.

A maioria dos Estados-membros da NATO não tem restrições na legislação relativamente à plena implementação da política de defesa e dissuasão da NATO, sublinhou Hakkanen.

A coligação de direita, que detém a maioria no Parlamento de Helsínquia indicou que o projeto de lei foi submetido a consulta pública até 2 de abril sendo que espera que seja aprovado “o mais rapidamente possível”.