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(A) :: Direito de resposta de Rui Afonso

Direito de resposta de Rui Afonso

O Observador publica aqui o Direito de Resposta ao artigo "Arguido acusa deputado do Chega de comprar votos a neonazis do grupo 1143. Rui Afonso queixa-se de "anátema" à sua pessoa".

Observador
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A publicação deste Direito de Resposta do deputado do Chega Rui Afonso ao artigo “Arguido acusa deputado do Chega de comprar votos a neonazis do grupo 1143. Rui Afonso queixa-se de ‘anátema’ à sua pessoa”, é feita ao abrigo da Lei de Imprensa.

“A notícia publicada em 22 de fevereiro de 2026 pelo Jornal Observador com o título “ Arguido acusa deputado do Chega de comprar votos a neonazis do grupo 1143. Rui Afonso queixa-se de “anátema” à sua pessoa” sustenta que membros do denominado “Grupo 1143” teriam sido por mim inscritos e pagos para influenciar eleições distritais do partido Chega ocorridas em setembro de 2023, não tem qualquer fundamento, nem qualquer fundo de verdade.

A notícia baseia-se exclusivamente em declarações de quatro ex-militantes do partido Chega que foram expulsos do mesmo, ou que se afastaram em contexto de conflito interno.

Portanto, estamos perante testemunhos isolados, oriundos de pessoas com manifesto ressentimento e evidente conflito de interesses.

A notícia publicada ignorou por completo os mais básicos deveres do jornalismo elencados no artº 14º do Estatuto do Jornalista (Lei 1/99 de 13 de janeiro), designadamente os deveres de informar com rigor e isenção e de não formular acusações sem provas.

Em concreto, o artigo em causa, dá como certas as acusações de quatro vozes dissidentes do partido Chega, sem que tenha sido procurado ou encontrado um único depoimento concreto de, ao menos, uma das centenas de militantes que alegadamente inscrevi no Porto; ou cuja inscrição tenha sido paga pela minha pessoa, ou ainda qualquer prova documental, transferência bancária, recibo ou elemento material que dê a mínima sustentação à narrativa publicada. Ou seja.

A gravidade das acusações requeria da parte do jornalista que difundiu a notícia um mínimo de investigação no sentido de apurar a veracidade dos depoimentos dos referidos indivíduos, designadamente obtendo nomes concretos das pessoas que teriam sido por mim inscritas e pagas, bem como documentos concretos que sustentassem aquelas acusações.

Que fique claro que nunca inscrevi terceiros, nunca paguei quotas de quem quer que fosse para obter vantagens eleitorais, nem jamais recorri a qualquer expediente ilícito para alcançar cargos internos. Tudo isto seria facilmente comprovado caso tivesse havido o recomendável aprofundamento dos factos.”