(c) 2023 am|dev

(A) :: 35.000 tripulantes e passageiros de navios bloqueados no estreito de Ormuz

35.000 tripulantes e passageiros de navios bloqueados no estreito de Ormuz

Organização Marítima Internacional, embora preocupada com "a perturbação no comércio global", sublinha que a prioridade são "as implicações humanitárias e de segurança" para os ocupantes dos navios.

Agência Lusa
text

Acompanhe o nosso liveblog sobre a guerra no Médio Oriente

Cerca de 20.000 tripulantes e 15.000 passageiros ficaram bloqueados no Golfo Pérsico devido à guerra no Médio Oriente e à paralisia do estreito de Ormuz, anunciou esta quinta-feira a Organização Marítima Internacional (IMO, em inglês).

A agência da ONU com sede em Londres manifestou-se “profundamente preocupada” com o bem-estar e a segurança de passageiros de cruzeiros e de tripulantes de diferentes navios, segundo um comunicado divulgado no seu ‘site’.

“Embora a perturbação no comércio global seja significativa, a principal preocupação da IMO continua a ser as implicações humanitárias e de segurança para os tripulantes a bordo de navios que operam naquela área”, afirmou.

A IMO, responsável pela segurança marítima, acrescentou estar pronta para “colaborar com todas as partes interessadas para contribuir para garantir a segurança e o bem-estar” das pessoas afetadas.

Israel e os Estados Unidos têm em curso uma ofensiva militar contra o Irão desde sábado, 28 de fevereiro, que afetou a circulação marítima e aérea de pessoas e mercadorias na região.

O estreito de Ormuz, uma passagem estratégica por onde transita 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, continuava esta quinta-feira paralisado devido à guerra.

Os Guardas da Revolução iranianos reivindicaram na quarta-feira o controlo do estreito e ameaçaram “queimar qualquer navio” que o tente atravessar.

O Irão respondeu à ofensiva israelo-americana com ataques aos países do Golfo Pérsico, o que causou também a suspensão de grande parte das ligações áreas na região.

A guerra causou até ao momento cerca de 1.400 mortos, a grande maioria no Irão, incluindo o líder supremo, Ali Khamenei, logo no primeiro dia da ofensiva.

As baixas afetam também Estados Unidos, Israel, Líbano e outros países da região.

A ofensiva contra o Irão foi lançada quando Teerão e Washington tinham em curso um processo de negociações sobre o programa nuclear iraniano.

Os países ocidentais, liderados pelos Estados Unidos, e Israel, inimigo declarado de Teerão, suspeitavam que o Irão pretendia desenvolver armas nucleares.

Teerão negou sempre que o programa tivesse objetivos militares, reclamando o direito de a usar a tecnologia nuclear para fins civis.