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A ternura dos elefantes-marinhos vence o grande prémio UPY. As melhores fotografias subaquáticas do ano

Um cachalote a sorrir o instinto maternal de uma mãe polvo ou uma chuva de meteoros debaixo de água. Prémio internacional de fotografia subaquática distinguiu imagens e métodos para todos os gostos.

Manuel Conceição Carvalho
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O fotógrafo australiano Matty Smith venceu o prémio internacional de fotografia subaquática de 2026, nos prémios UPY (sigla para Underwater Photographer of the Year), com uma fotografia tirada ao nível da linha de água de dois leões marinhos nas Ilhas Malvinas.

O contraste entre a “água fria” e a “ternura comovente” dos elefantes-marinhos levou a fotografia de Matty Smith a vencer o primeiro lugar da mais importante categoria, lê-se no site do concurso. Além desta, há mais catorze, que incluem, por exemplo, imagens de destroços, captação de imagem com uma lente grande angular, com o telemóvel ou retratos de espécies marinhas. Nesta última, curiosamente, também foi a fotografia tirada por Matty Smith que ficou no topo do pódio.

Entre os vencedores deste concurso de “fotografia abaixo da superfície do oceano, de lagos, rios e até piscinas” estão imagens muito diferentes entre si. Há canhões de um naufrágio japonês, uma fêmea de polvo a proteger os seus ovos, um leopardo‑marinho a avançar de boca escancarada para a câmara, o momento mágico em que eclodem os ovos de peixes‑palhaço ou o camarão tranquilo numa espiral de coral neon.

O concurso UnderwaterPhotographer of theYear nasceu em 1965 no Reino Unido e a edição deste ano contou com fotógrafos de 28 países.

Entre os fotógrafos distinguidos em toda a história do concurso está o português Nuno Sá, que venceu a categoria principal em 2015 e a categoria de fotógrafo de conservação marinha em 2024.