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O Governo russo acusou hoje Estados Unidos (EUA) e Israel de “semearem a discórdia” no Médio Oriente e provocarem deliberadamente o Irão para que a República Islâmica “lance ataques de represália contra alvos em múltiplos países árabes”.
“Os agressores tentam semear a discórdia no mundo islâmico durante o apogeu do Ramadão, o mês muçulmano sagrado. Provocaram deliberadamente o Irão para que lançasse ataques de retaliação contra alvos em vários países árabes, provocando perdas humanas e materiais, algo que a Rússia lamenta profundamente”, lê-se em comunicado do ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) russo.
A mesma fonte defendeu que israelitas e norte-americanos “tentam arrastar os árabes para uma guerra por interesses externos, enquanto desviam a atenção da situação catastrófica do povo palestiniano”, manifestando que Moscovo está “profundamente preocupada com a situação no Médio Oriente”.
“Não há sinais de que os EUA e Israel, que lançaram uma operação militar para derrubar o governo legítimo do Irão sob pretexto completamente fabricado, vão usar o bom senso e cessar o derramamento de sangue. Pelo contrário, emanam das suas capitais mensagens belicosas e o exército israelita lançou uma nova invasão do Líbano”, condenou o MNE russo.
Os responsáveis russos reiteraram o apelo ao “fim imediato das hostilidades, incluindo ataques inaceitáveis contra o território dos estados árabes do Golfo”, considerando “completamente inaceitáveis os ataques contra civis e quaisquer alvos civis, seja no Irão ou nos países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG)”.
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“É evidente que a única maneira de impedir que a região mergulhe em maior instabilidade é pôr fim à agressão israelo-americana, que desencadeou uma reação em cadeia, causando sofrimento aos árabes”, conclui o comunicado.
Este é o sexto dia da nova guerra que eliminou o ‘líder supremo’ iraniano, ‘ayatollah’ Ali Khamenei, de 86 anos e no poder desde 1989.
Desde sábado, pelo menos 1.114 civis foram mortos no Irão, segundo dados da Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), uma organização não-governamental sediada nos EUA.
Destes, a agência afirma que pelo menos 181 eram crianças. A HRANA indica ainda que está a analisar quase 900 mortes adicionais relatadas.
Os contra-ataques do Irão causaram a morte de seis soldados norte-americanos no Kuwait, onde também morreram dois outros militares e uma criança, bem como a morte de dez israelitas durante as primeiras vagas, além de outra vítima mortal no Bahrein.