Os 12 jornalistas que atualmente fazem a revista Visão promovem, este mês, em Lisboa, uma iniciativa de angariação de fundos que inclui conversas e a atuação de músicos como Luca Argel, Márcia, Pedro Abrunhosa e Mazgani.
O “VISÃO FEST — Não Fechem os Olhos”, que está marcado para 18 de março, na Casa Capitão, visa angariar fundos para “ajudar os 12 jornalistas a comprar a Visão e a financiar o investimento inicial na nova fase da revista após essa compra”, de acordo com os promotores da iniciativa, num comunicado enviado esta quarta-feira à Lusa.
A iniciativa “será um momento para juntar aqueles que se reveem na defesa de uma imprensa livre e querem ajudar a construir este projeto de jornalismo independente”.
O “VISÃO FEST” começa, às 18h00, no sótão da Casa Capitão, com as “Conversas de Galochas”, sendo a primeira entre a escritora Lídia Jorge, que fará “uma reflexão sobre como se pode, afinal, navegar num tempo de ódios e sombras sem perder a esperança”, e a jornalista Margarida Davim, uma dos 12 profissionais que continuam a fazer a revista Visão.
Depois, “o debate continua no feminino”, com a rapper Capicua e as cantoras Luísa Sobral e Carolina Deslandes “a falar sobre como se pode fazer da lama o barro com que construirá um mundo melhor”.
A iniciativa prossegue no rés-do-chão da Casa Capitão com atuações de Pedro Abrunhosa, Mazgani, Luca Argel, Márcia, Joana Alegre, Meray, Joana Barra Vaz, Susie Filipe e os guitarristas Marco Oliveira e José Peixoto, e termina com um DJ set de Luís Varatojo.
Os bilhetes para o “VISÃO FEST”, que custam 27,03 euros, já estão à venda e podem ser adquiridos através da plataforma dice.fm ou do site da Casa Capitão.
O valor que for angariado com o “VISÃO FEST” irá juntar-se aos cerca de 200 mil euros conseguidos com uma campanha de crowdfunding que os mesmos jornalistas promoveram em janeiro deste ano. O valor total servirá para ajudar o grupo a apresentar, num leilão ainda por marcar, uma proposta “sólida e vencedora” para comprarem a revista.
A Visão, assim como outras 15 publicações, era editada pela empresa Trust in News (TiN), que entrou em insolvência, tendo em julho do ano passado sido decretado o seu encerramento, devido a dívidas acumuladas de milhões de euros.
Entretanto, em a 1 de outubro, a assembleia de credores da TiN aprovou a cessação da atividade da empresa e um requerimento, apresentado por trabalhadores da Visão, para assegurar a produção da revista até à sua venda.
Os jornalistas da Visão, que em outubro foram alvo de um despedimento coletivo, ficaram, desde 1 de agosto de 2025, a produzir a revista Visão em teletrabalho, com vários salários em atraso.
O grupo de 12 jornalistas mantém-se nestas condições.
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