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(A) :: Seminarista James Talarico ganha nomeação entre os democratas no Texas

Seminarista James Talarico ganha nomeação entre os democratas no Texas

Seminarista protestante tem conseguido mediatismo nacional com as suas posições religiosas de repúdio ao Presidente Donald Trump e pode ser o primeiro senador do Partido Democrata desde 1993.

João Paulo Godinho
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Está dado o ‘pontapé de saída’ nas eleições para o Congresso e o Senado dos EUA agendadas para 3 de novembro, com a realização das primárias do Partido Republicano e do Partido Democrata em três estados: Texas, Carolina do Norte e Arkansas.

Foi no maior destes três estados, o Texas, que a disputa foi mais intensa dos dois lados da contenda, quando já estão contabilizados pelo menos 93% dos votos. No Partido Democrata saiu vencedor o representante estadual e seminarista protestante James Talarico, que alcançou 52,8%, contra os 45,9% da congressista Jasmine Crockett, tendo esta candidata já assumido a derrota no sufrágio.

“O povo do nosso estado deu a este país um pouco de esperança”, afirmou Talarico, citado pelo New York Times, sublinhando: “E um pouco de esperança é uma coisa perigosa. Estamos prestes a reconquistar o Texas“.

O jovem candidato texano, de 36 anos, tem conquistado mediatismo nos Estados Unidos pelo seu discurso de rejeição das políticas de Trump suportado num ponto de vista religioso e por ter visto a transmissão da sua entrevista no programa de Stephen Colbert bloqueada pela CBS, por temer uma infração das regras de equilíbrio em campanhas eleitorais. É também visto como a esperança mais forte dos últimos anos para conseguir um regresso do Partido Democrata aos dois lugares de senador do Texas, onde já não consegue marcar presença desde 1993.

https://twitter.com/jamestalarico/status/2029165491839811719

Quanto à disputa entre republicanos, o incumbente John Cornyn (que está no presente Senado desde 2002, tendo sido sucessivamente reeleito) vê-se forçado a ir a uma segunda volta com Ken Paxton. Com 41,9% dos votos, Cornyn ficou aquém dos 50% necessários para garantir a nomeação do partido de Donald Trump e terá de voltar a enfrentar em maio o procurador Ken Paxton, o ‘challenger’ que alcançou 40,7% na votação de terça-feira, com o congressista republicano Wesley Hunt a quedar-se pelos 13,5%.

Seguindo para a Carolina do Norte, a diferença não poderia ser maior, já que os eleitores não tiveram grandes dúvidas nas suas escolhas. Entre os democratas, Roy Cooper, governador do estado entre 2017 e 2025, garantiu a nomeação do partido, com 92%, enquanto Justin Dues e Marcus Williams não foram além dos 2,7% e dos 2,4%, respetivamente.

Paralelamente, o lado republicano mostrou-se sem reservas ao lado de Michael Whatley, ex-presidente do Comité Nacional Republicano e apoiado por Donald Trump. Whatley somou 64,6% dos votos e superou Donald Brown (15,6%), ex-oficial da Marinha, e Thomas Johnson (5,7%).

https://twitter.com/CNN/status/2029011444545520009

Por último, no estado do Arkansas a decisão no Partido Republicano e no Partido Democrata foi igualmente clara. Tom Cotton, atual senador republicano, assegurou 81,6% dos votos, com outros dois candidatos a ficarem abaixo dos 10%.

Hallie Shoffner venceu também de forma inequívoca a nomeação entre os democratas, ao recolher o voto de 78,2% dos votantes, superando Ethan Dunbar, que recolheu apenas 21,8% neste sufrágio.

Nas ‘midterms’ — como são habitualmente designadas estas eleições, por ocorrerem sensivelmente a meio do mandato presidencial — estão em jogo os 435 lugares da Câmara dos Representantes (câmara baixa) e 33 lugares no Senado (câmara alta do Congresso), correspondentes a 1/3 dos 100 senadores, mas que aqui sobem para 35, devido a duas eleições especiais para preencher os lugares de J.D. Vance (Ohio) e Marco Rubio (Florida).

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