André Mountbatten-Windsor está a entregar mais um imóvel que arrendava à Crown Estate, a empresa que administra as propriedades da coroa em nome dos contribuintes, avança a BBC. Trata-se do East Lodge, uma casa de um andar próxima à sua antiga residência, a Sunninghill Park, e que se acredita ter sido usada nos últimos anos para acomodar membros da sua equipa. Pela propriedade, pagava 13 mil libras por ano, o equivalente a cerca de 15 mil euros.
A residência, classificada como Grau II devido ao caráter histórico e a arquitetura do século XIX, fica perto da Sunninghill Park, uma mansão que serviu de casa para André até 2004, quando este se mudou para o Royal Lodge, em Windsor. A propriedade foi vendida em 2007 por 15 milhões de libras, cerca de 17 milhões de euros, 3 milhões a mais do que o preço listado. O comprador foi Timur Kulibayev, oligarca influente na indústria petrolífera e genro do então Presidente do Cazaquistão, num negócio envolto em polémica e que, segundo a BBC, foi financiado com recursos provenientes de uma empresa acusada de corrupção.
De recordar que André deixou o Royal Lodge no início de fevereiro. O ex-príncipe apresentou o pedido de término do contrato de arrendamento a 30 de outubro, na mesma altura em que o Rei anunciou que iria retirar todos os seus títulos reais. O irmão de Carlos III foi viver para a Wood Farm, na propriedade privada da família real, Sandringham — uma residência temporária até as obras de remodelação na Marsh Farm, uma casa de campo com cinco quartos, ficarem prontas. Foi nesta casa que foi detido a 19 de fevereiro, o dia em que completou 66 anos.
No ano passado a comissão de contas públicas do Parlamento britânico anunciou que iria abrir uma investigação aos contratos da Crown Estate com os membros da realeza, depois das dúvidas acerca do acordo feito com André em 2003. Além do Royal Lodge, há outras quatro propriedades administradas pela Crown Estate e arrendadas a membros da família real, incluindo a nova casa de William e Kate, para a qual se mudaram em novembro, e a residência do príncipe Eduardo e da duquesa Sophie, onde vivem desde o casamento, em 1999. O Parlamento deve começar a ouvir testemunhas em junho.
O contrato de arrendamento do Royal Lodge, firmado entre a Crown Estate e André em 2003, dava o direito do então duque de Iorque e da sua família ocuparem o imóvel até 2078 e não previa uma renda anual. Com o acordo, que foi publicado pela imprensa britânica anteriormente, em outubro, o ex-príncipe tinha de pagar um prémio de 1 milhão de libras, o equivalente a 1,1 milhão de euros, além dos 5 milhões de libras em remodelações — um valor calculado levando em conta um retorno de 5% da estimativa de custos da reforma e um valor mínimo de arrendamento teórico de 260 mil libras, já que pelo facto da casa ficar dentro da propriedade de segurança da realeza, não poderia ser colocada no mercado imobiliário regular.
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