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(A) :: Prefiro Trump

Prefiro Trump

Entre os resultados que até hoje conseguiu e as propostas daqueles que o combatem, não tenho dúvidas. Prefiro Trump.

Bruno Bobone
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Eu não sei qual será a motivação de Trump para as ações que tem tomado no que respeita a geopolítica mundial, se são as razões que ele vai referindo, se são as congeminações que os comentadores jornalísticos determinam, se é para esconder a sua relação com o caso Epstein ou se é porque é tão tonto como os que não gostam dele tanto querem acreditar.

Aquilo que eu sei é que era fundamental que alguém assumisse a responsabilidade de deixar de brincar aos países e à diplomacia do politicamente correcto quando enfrentamos governos que promovem o tráfico mundial de droga, como era o o governo de Maduro, ou governos que promovem o terrorismo internacional a seu bel-prazer, colocando todos os restantes sujeitos à sua discriminatória ameaça de assassinar qualquer pessoa ou qualquer grupo de pessoas que entendam ser último aos seus interesses mesquinhos e malévolos.

Compreendo que, tanto a postura com que Trump toma as suas decisões, como a forma como as comunica e a arrogância com que assume que a sua verdade é a única admissível, nos levem a não aceitar com facilidade que essas decisões sejam ponderadas e avisadas, como esperaríamos de um líder da maior potência mundial, e que isso nos leve a pô-las em causa.

Já não compreendo que haja tantos entendidos nas televisões e jornais que nos apresentam, com a certeza absoluta, as suas avaliações sobre essas mesmas decisões.

Sabem, na sua enorme maioria, que os generais americanos são totalmente incompetentes, que as decisões americanas são sempre tomadas com base em ideias estúpidas, erradas e inaceitáveis, e chegam mesmo a defender que – ainda que hoje já não o consigam dizer sem ter que reconhecer o caracter malévolo do Irão – haverá uma enorme injustiça por parte dos Estados Unidos que apenas está interessado em apoiar Israel, um país proscrito para esses mesmos comentadores que, como o próprio Irão, estão convencidos de que não deveria existir.

Não tenho qualquer dúvida de que Trump tem objectivos do seu interesse para tomar estas atitudes e que dificilmente colocará os nossos interesses sequer em consideração se estes estiverem em contraposição aos seus e aos do seu país o que, ainda que nos possa não apetecer, me parece ser em linha com aquilo que sempre foi a política de cada Estado.

O que já não compreendo é o que moverá todos estes justiceiros da comunicação para que haja uma tão grande unanimidade sobre a defesa de quem apenas semeou terror no Mundo, de quem tudo faz para que a humanidade sofra e que nada contribuiu para o seu desenvolvimento, nem sequer para a qualidade de vida do seu próprio povo.

Tudo isto com a contradição permanente de ver que quem mais critica a eliminação destes governos de mal fazer são exactamente os mesmo que defendem as práticas que estes governos condenam.

Ver Mariana Mortágua defender o Hamas que defende a tortura e assassínio de pessoas por serem homossexuais, ver os partidos de extrema-esquerda defender Putin, que apoia partidos de extrema-direita no ocidente, assistir a todo um desfile de figuras de esquerda que defendem a igualdade para as mulheres a condenar a eliminação do governo do Irão, assistir a quem defende a separação da Igreja e do Estado a ser defensor de países teocratas é qualquer coisa que prova a pouca credibilidade de todos esses comentadores e políticos e nos deixa sem qualquer esperança sobre o futuro que nos espera.

Eu também acho que Trump é inconstante, pouco estruturado, errado na forma como diz e como faz e tudo isso me deixa muitas vezes confuso e preocupado, mas aquilo que eu acho também é que todos aqueles que o criticam nos seus comentários e análises são mais inconstantes, menos estruturados, mais errados na forma e pior, completamente errados nos resultados que procuram obter.

E os resultados de Trump, até agora, são claramente mais positivos e em linha com a diminuição de realidades que, no mundo, deixam povos em situações de miséria e de injustiça, uma visão do Mundo que confronta a realidade – o que incluiu a descredibilização da absurda teoria   que teve um extraordinário efeito de levar a Europa a acordar de um sono que a estava a levar à sua própria destruição.

Eu não acredito na postura, nos valores, nem nos interesses de Trump, mas entre os resultados que até hoje conseguiu e as propostas daqueles que o combatem, não tenho dúvidas.

Prefiro Trump.