A frase tem 2100 anos, dita por um homem que de tão eloquente o seu nome deu origem ao termo “cicerone”. Queixava-se ele da perversidade e devassidão do seu tempo. Isto pode parecer estranho para quem agora apregoa que nunca o mundo viu tempos assim. Que hoje vivemos tempos perigosos e até conseguem apontar os dois personagens que estão na origem de todo este mal. Fazem-nos pensar que o mal se vai eternizar. Não vai, o presidente americano tem uma vida política que acaba em 5 de Novembro de 2029. Três anos. Chama-se a isto “democracia”, uma ideia utópica pensada por gregos há uns séculos.
Vivemos de facto tempos perigosos,
E sim, uma guerra é sempre um momento de perigos vários Tenho filhos no golfo, sei do que falo. Mas infelizmente guerras sempre as houve. Zun Tzu lembrava que o maior feito militar seria o de conquistar um país sem gastar um soldado. O que nos impediu de o fazer? Se sabemos há décadas que o Irão era a origem de maior parte do terrorismo, porque não fizemos nada? Como é possível que a ONU não só não fez nada como o seu secretário-geral louva a república islâmica no seu aniversário.
Sim, vivemos tempos perigosos,
Mas o perigo real vem da captura dos decisores por gente perigosa, por extremistas numa visão benigna ou por terroristas na outra. Sem espanto vemos o encobridor de violações em Inglaterra dizer que nada tem a ver com “esta guerra”. O medo é mau conselheiro, sobretudo no tempo em que não se limpam armas.
Sim, vivemos tempos perigosos,
O mal tende a alastrar sempre que não é firmemente contrariado. Não me lembro da “imprensa” ter feito qualquer critica aos 800 misseis lançados pelo Irão sobre Israel, só nos últimos 2 anos, mas li muitas críticas ao ataque singular para reduzir a capacidade nuclear da república.
Sim, vivemos tempos mesmo perigosos
A “imprensa” internacional não conseguiu determinar quantos iranianos foram massacrados recentemente, mas consegue dizer com a precisão da unidade o número de crianças que morreu numa escola atacada.
Sim, vivemos tempos perigosos,
Defensores das causas LGBT ficam afónicos quanto aos 6000 homossexuais foram enforcados em gruas até ao presente.
Sim, vivemos tempos perigosos,
Defensores dos direitos das mulheres, que não as querem “objectificadas” acham normal que algumas tenham de andar de burka.
sim, vivemos tempos perigosos,
Portugal é o segundo país da União com mais médicos per capita. O orçamento da saúde sobe todos os anos, mas qualquer proposta para optimizar o sistema é vilipendiado.
Sim, vivemos tempos realmente perigosos,
Recebemos quase dois milhões de imigrantes, não há habitação para tanta gente, mas os novos PDM reduzem as áreas urbanas e limitam tudo o que facilite a construção.
Sim, vivemos tempos perigosos,
A nossa geologia é instável, sísmica, mas “técnicos” do Estado obrigam a que se empreguem argamassas bastardas em rebocos e que sejam banidos reforços de betão, isto em “centros históricos”.
Sim, vivemos tempos perigosos,
Acabámos de passar por temporais que provocaram cheias, dias depois uma autarquia apresenta projectos para as zonas inundadas.
Sim, vivemos tempos perigosos,
Há tempo recebi um vídeo onde manifestantes (de língua inglesa) pediam a abertura franca das fronteiras. Um “provocador” começou a perguntar a cada um quantos estava disposto a recebe em sua casa. Nenhum estava disponível.
Sim, vivemos tempos perigosos,
A qualidade do ensino mede-se em provas de aferição. Interromperam as provas, a qualidade decaiu e nos testes de pisa caímos para uma dúzia de lugares.
Sim, vivemos tempos perigosos.
Finalmente, para adocicar a selvajaria, a “imprensa” chama de “Proxys” aos Hutis e ao Hezbollah, mas não são proxys, são braços armados do Irão. Proxys são a imprensa que branqueia o terrorismo, a ONU que o ignora, os declamadores de extrema-esquerda. Esses sim são proxys já que o termo tem origem na informática e aplica-se a um intermediário que transmite a informação da origem.
Li por estes dias mais uma tentativa de branqueamento, que o “líder supremo” era como o Papa. Ignorando o insulto aos 1400 milhões de crentes, a ligeireza da afirmação mostra até onde os proxys estão dispostos a ir ao comparar um assassino de massas ao pastor da Igreja católica.
Sim, vivemos tempos perigosos,
Os proxys têm horror ao capitalismo e à liberdade. Haver opinião para além daquela a que temos direito é crime.
O número de proxys está em queda absoluta. Se continuarem a defender o que dizem e se os testes de pisa melhorarem, acabam por submergir, pelo menos até arranjarem uma plataforma de onde possam vociferar. Haja esperança.