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(A) :: Trump está feliz com "ajuda" alemã na guerra com o Irão. Mas está desagradado com Espanha: "Vamos cortar todos os acordos"

Trump está feliz com "ajuda" alemã na guerra com o Irão. Mas está desagradado com Espanha: "Vamos cortar todos os acordos"

Presidente dos EUA criticou Espanha e Reino Unido durante encontro com chanceler alemão sobre guerra no Irão. Sánchez lembra que país "é membro essencial da NATO".

Mariana Marques Tiago
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Acompanhe neste liveblog todos os desenvolvimentos da guerra dos EUA e Israel com o Irão

Donald Trump e o chanceler alemão, Friedrich Merz, reuniram-se esta terça-feira para falar sobre a guerra no Irão, os passos seguintes, e ainda a guerra na Ucrânia. O líder dos EUA aproveitou para criticar o Reino Unido e Espanha, que têm sido “pouco cooperativos”, tendo ameaçado cortar todos os acordos comerciais com o país liderado por Pedro Sánchez. Em resposta, o Presidente espanhol lembrou que o país que lidera “é um membro essencial da NATO”.

Antes de o encontro entre os dois líderes ter início, Trump e Merz responderam a várias perguntas sobre o conflito entre EUA e Israel e o Irão. Inevitavelmente, o líder norte-americano falou sobre os diferentes posicionamentos que os países europeus têm assumido. E se primeiro disse que “algumas da nações da Europa têm sido úteis e outras não”, depois foi mais concreto.

“A Alemanha tem sido ótima. Acho que o responsável da NATO tem sido fantástico. Mas países como Espanha têm sido terríveis”, criticou. Tudo começou, explicou o líder dos EUA, “quando disse que todos os países da Europa tinham de contribuir com 5% [para a Defesa] e Espanha não quis”.

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“Agora dizem que não podemos usar as bases deles. Isso não é verdade, podemos usá-las quando quisermos. Podemos apenas voar até lá e usá-las. Espanha não foi amigável”, afirmou Trump, ao mesmo tempo que o chanceler alemão ria audivelmente.

O Presidente dos EUA afirmou mesmo que “Espanha não tem absolutamente nada” que o seu país possa querer. “Vamos cortar tudo [todos os acordos] com Espanha, não queremos nada com eles”, rematou. E, antes de ouvir a próxima questão, quis também esclarecer: “Também não estou feliz com o Reino Unido. Não estamos a lidar com um Winston Churchill”.

Um jornalista tentou perceber se Merz se identificava com a postura de Trump face ao castigo que este propôs aplicar a Espanha. Mas o chanceler alemão limitou-se ao tema da defesa e deu aquilo que apelidou de “resposta simples”: “Estamos a tentar convencer Espanha a acompanhar os 5% que concordámos através da NATO. Espanha é a única a não aceitar.”

“Espanha tem sido muito pouco cooperativa, assim como o Reino Unido”, prosseguiu Donald Trump. O líder dos EUA acusou Keir Starmer de “arruinar relações” com outros países e de não agir corretamente em termos de imigração e energia. “O Reino Unido tem o Mar do Norte, deviam abri-lo. Eles compram a energia à Noruega, que a vai buscar ao Mar do Norte”, disse, acrescentando que precisa também de lidar com o “problema da imigração ilegal”.

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Em resposta à ameaça do Presidente norte-americano, Pedro Sánchez — que dará amanhã uma conferência de imprensa sobre o tema na quarta-feira — lembrou que Espanha “é um membro essencial da NATO”, assim como “uma potência exportadora da UE”.

“Espanha cumpre os seus compromissos […] é um parceiro comercial fiável para 195 países do mundo, entre eles a UE, com quem mantemos uma relação comercial histórica e mutuamente benéfica. Se a Administração norte-americana quiser rever esta situação, deve fazê-lo respeitando a autonomia das empresas privadas, a legalidade internacional e os acordos bilaterais entre a União Europeia e a UE”, afirmou Sanchez num comunicado citado pelo El País.

EUA e Alemanha “na mesma página no que toca a acabar terrível regime no Teerão”

Questionado sobre a postura que a Alemanha tem assumido neste conflito, Trump mostrou estar agradado com “a ajuda” deste país “ao permitir aterrar em certos locais”. Destacando que os EUA “não estão a pedir à Alemanha que vá para o terreno”, Trump elogiou o novo chanceler alemão, que considera “um ótimo líder”.

“Tenho um homem que é o oposto de Angela [Merkel] em termos de imigração e energia e está a correr muito bem… Os nosso países dão-se muito bem, temos muita afinidade”, afirmou. E o alemão esclareceu depois que ambos os países estão também “na mesma página no que toca a acabar com este terrível regime no Teerão”.

Questionado sobre o porquê de iniciar esta guerra, Trump afirmou: “Estávamos a ter negociações com estes lunáticos e era a minha opinião de que eles iam atacar primeiro, estava muito convicto. E eu não queria isso. Estávamos prontos e Israel também. E tivemos um impacto muito poderoso.” E na opinião do líder dos EUA, o pior que pode acontecer é ter avançado com esta operação e, “alguém pior assumir a governação e em cinco anos repararmos que entrou alguém que não é melhor”.

Operação “está a correr muito bem”, diz Trump

Questionados sobre o impacto financeiro que este conflito terá nos respetivos países que lideram, Merz assumiu estar preocupado com o aumento dos preços do petróleo e energia.

“Por esse motivo queremos que esta guerra acabe o mais depressa possível”, justifica o chanceler alemão.

No entanto, “algo tinha de ser feito” contra o Irão, completou Trump. E vincou: “O Irão é o mal. Toda a sua filosofia, tudo é terrível. Têm uma ideologia terrível, nunca se viu uma coisa assim. Atacaram todos os países vizinhos e eles nem estavam a atacar! Qatar, Arábia Saudita, Emirados… toda a gente foi atacada! Porque eles são maus. Alguém tinha de o fazer.”

Garantindo que a operação que apelidou de Fúria Épica, “está a correr muito bem”, Trump afirmou ainda que “tudo tem sido derrubado”: “O Irão não tem Marinha, foi derrubada. Não têm Força Aérea, foi derrubada. E não têm deteção aérea, o radar foi derrubado.”

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