(c) 2023 am|dev

(A) :: Pentágono esclarece que Khamenei foi morto em operações israelitas

Pentágono esclarece que Khamenei foi morto em operações israelitas

Subsecretário de Defesa afirma que operações norte-americanas visam travar projeção de poder militar iraniano, principalmente mísseis. Morte de Khamenei resultou de operações israelitas.

Agência Lusa
text

Acompanhe o nosso liveblog sobre a Guerra no Médio Oriente

O subsecretário de Defesa norte-americano Elbridge Colby afirmou esta terça-feira que o Líder Supremo iraniano, Ali Khamenei, morreu em resultado de “operações israelitas” e que o principal objetivo de Washington nas operações em curso é degradar capacidades militares iranianas.

Em declarações perante a Comissão dos Serviços Armados do Senado, em Washington, o responsável do Pentágono afirmou que as operações norte-americanas no Irão estão focadas em travar a “capacidade da República Islâmica de projetar poder militar” contra os Estados Unidos — particularmente as suas bases no Médio Oriente — e também contra os seus aliados na região “e não só”.

Estas capacidades são “principalmente” as forças de mísseis do Irão, que “cresceram significativamente e representam uma ameaça”, mas a Marinha iraniana também foi visada, disse o subsecretário de Defesa norte-americano para Assuntos Políticos, nomeado por Donald Trump.

Questionado pelo senador Jack Reed, principal democrata no Comité dos Serviços Armados, sobre o porquê de “o principal objetivo desta campanha ser o ataque e a morte de Khamenei e de importantes líderes do regime”, Colby respondeu que essas “são operações israelitas”.

Donald Trump já tinha dado a entender no sábado que os Estados Unidos não tinham como objetivo uma mudança de regime no Irão, mas após a morte do ayatollah Khamenei, o Presidente norte-americano, ainda assim, incitou os iranianos a rebelarem-se.

Israel e Estados Unidos lançaram a 28 de fevereiro uma ofensiva ao Irão para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, tendo matado o ayatollah Ali Khamenei, e grande parte dos altos responsáveis da Guarda Revolucionária.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.

Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, o que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.

Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques israelo-norte-americanos fizeram até agora pelo menos 787 mortos. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.

Por sua vez, o Irão lançou ataques de retaliação com mísseis e drones contra Israel e bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região: Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Iraque, Kuwait e Chipre.

Israel, onde dez pessoas foram mortas por mísseis iranianos, também estendeu os seus ataques ao Líbano, contra o Hezbollah, e aí pelo menos 52 pessoas morreram numa onda de bombardeamentos aos arredores de Beirute, no sul do país e no leste do Vale de Bekaa.

[Depois de anos em fuga, o guru é finalmente detido. Mas o movimento de yoga e as escolas em todo o mundo continuam a funcionar. Ouça o último episódio de “Os segredos da seita do yoga”, o novo Podcast Plus do Observador. Uma série em seis episódios, narrada pela atriz Daniela Ruah, com banda sonora original de Benjamim. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir aqui o primeiro episódio, aqui o segundo, aqui o terceiro e aqui o quarto e aqui o quinto episódio]